sugestões de uso deste blog

bem vindo e bem vinda. este é um labirinto herege: um desafio para medir a astúcia de quem me visita; um convite à exploração sem mapas e vista desarmada. aqui todas as direções se equivalem. as datas das postagens são irrelevantes. a novidade nada tem a ver com uma linha do tempo. sua estrutura é combinatória. pode começar de onde quiser. seja de uma imagem, de um texto, de um vídeo ou mesmo de uma música. há uma infinidade de escolhas, para iniciar a exploração, para explorar esse território e para finalizá-la. aproveite.
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um 3137r0punk & seu ArtEzinE circUitAd0 no GaZine! (set.2023)


numa semana maravilhosamente intensa, aconteceu! no mesmo dia em que eu montava nossa cria[tura]_ciber no museu da república para exposição aberta na quinta-feira dia 21 de setembro, o grande amigo fanzineiro master of the universe Gazy Andraus, publicava em seu canal do youtube, mais um de seus GaZine (vídeos dedicados ao fanzinato). neste sua dedicação é sobre nossa aparição, a gangue de pesquisa Cria_Ciber, pelo AnÁpolis HQ Fest - 2ª edição, ocorrida nos dias 17 e 19 de junho deste ano de 2023. o legal é que há uns bons momentos onde apareço apresentando o artezine circuitado que fiz com meu amigo phil jones, há idos 8 anos atrás, tendo esta data de hoje como referência. confiram!

 
GaZine em: "Anápolis HQ Fest" - 2ª ed.
 
 
 
zin(E)xperiment #01 (2014) - phil & léo (zine "elétrico")
 


pUnk[A]L_sUlUk lê BOLO'BOLO


que tal praticar um ato insurgente de escuta?
que tal escutar ativamente uma leitura pública de um livro inteiro?
eis portanto, que pUnk[A]L_sUlUk lê BOLO'BOLO!

BOLO'BOLO tem como fundamento a ideia de superação do sistema capitalista em prol do surgimento de redes de sociabilidades descentralizadas difundidas & propagadas por comunidades autônomas libertárias (os chamados bolos) definidas por gostos, estilos de vida e afinidades partilhadas por seus/suas membros/as.
 

pois bem, te convido à superar o desafio de escutar toda esta leitura pública que se tornou agora, um audiolivro! neste link aqui: https://youtu.be/Bx-OtL9CBro ou aqui mesmo:

ouçam... reflitam... compartilhem... debatamos!

 *****
a leitura foi realizada desde a oficin[A]_[A]l sUlUk. tem a participação de m1stÉri[A] cYb3r, que nos emprestou sua voz lendo a introdução de BOLO'BOLO. e quem apresenta esta empreitada desobediente é a [A]udi0t[E]c[A] InsUrg[E]nt[E] (audioteca insurgente)!

eu, H[A]CKist3nZ.pUnk - m3m0cYb1Ônt1c4 de 1n53701n51d3 2099 (2021)


como reconstruir uma memória ao mesmo tempo em que a lançamos como um futuro possível? como falar de um passado como se este fosse a lembrança de um futuro? não seria isso o que ficções especulativas, como as da autora otavia e. butler, ou como as do autor philip k. dick, fizeram? hum... no campo da ficção sim! mas... e no campo de reconstruir experiências vividas? pois bem! foi o que fiz! 
eis os meu passos em três atos:

[ato 1] pUNk[A]h4ck1Ng (documentário - 2016).

 

 [ato 2] AnArquEologiA AncEstrAl cYbiÔnticA (2021):
I Encontro de Cibercultura de BsB (filmagem de 2000).


[ato 3] eu, H[A]CKist3nZ.pUnk - das s3m3nt3s às fl0r3s
- 1n53701n51d3 2099 (memorabilia em textos e imagens - de 2000 a 2021).
logo a baixo, eis o primeiro parágrafo da memorabilia, para lê-la na íntegra acesse aqui:
https://drive.google.com/file/d/1JayjNgegkC6LAsUqM7V-tpKHjdg38UX-/view?usp=sharing

 

eu, H[A]CKist3nZ.pUnk - das s3m3nt3s às fl0r3s
léo pimentel - 1n53701n51d3 2099
cerrado, inverno, 2021 

it's a dead world...
and it's about that time to clear things here!
one generation follows another...
but something in my head says:
keep going! don't give up!
(destroy 2000 years of culture
– atari teenage riot)
 

2000... um ano antes de uma odisseia no... ciberespaço? teria sido um sonho milenarista eletrônico? um devaneio futurista elétrico? o rascunho de uma heterotopia cyberpunk que fugia à medida que nos aproximamos dela? vinte anos depois, hoje, em 2021, tenho a distância e a trajetória necessárias para me fazer tais perguntas. no entanto, perguntas nada desinteressadas e cheias de auto ironia. pois, suas respostas, já foram respondidas antes, ao longo desses anos. respondência que nunca deixou de ter em seu horizonte a imaginação como sua uma de suas vitalidades mais expansivas e expressivas. portanto, se sonho milenarista eletrônico? sim! ainda sonho! pois jamais deixei de sonhar! se devaneio futurista elétrico? sim! ainda devaneio! pois jamais abri mão de divagar! se rascunho de uma heterotopia cyberpunk fugidia? sim! ainda rascunho! pois, mesmo nos dia de hoje vislumbro mundos melhores! tudo isso me é possível porque cultivo a mesma inspiração daquele ontem. mais de 20 anos que venho cultivando a insurgência. a rebeldia, a insolência e a desobediência! em parte ingênuas, afirmativas e festivas, e em outras estratégicas, refinadas, pessimistas e alegres. pois, como eu, o mundo não ficou estático. 


participação no 3º ENCONTRO da OFICINA de ZINE-COLAGEM


a convite de minha grande amiga rapoza suja, nos dias 27/05 & 03/06 participei do 3º ENCONTRO da OFICINA DE ZINE-COLAGEM .

27/05: apresentei (botei pra jogo) minha autobiografia anarctográfica via minhas produções zinescas. onde trarei os exemplos materiais (impressos, mídias alternativas, áudios e vídeos) para fomentar a troca de ideias sobre as poéticas artísticas (punk, anarquista, hacker, queer) e os processos criativos (gestação de ideia, atitude diante do que se tem à mão, meios de realização) que envolve cada uma das experiências apresentadas.

03/06: distribuimos tarefas para a realização coletiva de uma ZINEtrônicA: um experimento prático de realização de uma zine hipermidiática, a partir das características que tomamos de empréstimo do modo de ser de uma HQtrônica (HQs criadas para dispositivos de comunicação eletrônica conectadas à internet), tal qual elaborada por ciberpajé (aka. edgar franco). são elas: interatividade, animação, diagramação dinâmica, trilhas e efeitos sonoros, tela infinita e narrativa multilinear. 
 
sinopse do dia:
[momento inicial] (voo panorâmico - introdução)
ideias trocadas sobre a realização prática de uma "zine expandida" (Gazy Andraus) ou "zine em campo ampliado". basicamente significa ampliar o "fazer zine" para locais em que ele, geralmente, não é realizado. por exemplo, uma zine-escultura, uma zine-performance ou, em nosso caso uma "zinetrônica". então nesse primeiro momento exploraremos essa visão geral introdutória.

[momento 02] (juntando os ingredientes - pré-produção)
criamos um mapa-roteiro para a criação de uma ZINEtrônicA. ideias trocadas sobre as características de uma HQtrônica (Edgar Franco) e como elas podem ser levadas para a linguagem de uma zine. 

[momento final] (trazendo o bebê-monstro ao mundo - produção)
momento em que todxs estivemos empenhadxs em gerar o monstrinho. não saimos com a coisa pronta, mas criamos um esquema para que a coisa fique pronta.  

m[(0o)]m

relato ao primeiro dia (27/05):
foi incrível! adorei ter conhecido pessoas tão admiráveis, receptivas e transbordantes em criatividade e vida! adorei a oportunidade de poder partilhar algumas de minhas experiências zinescas nesta belezura de zinesfera que vivemos e ajudamos a criae. foram processos criativos e poéticas encharcadas de auto-bio-etno-geo-grafia prontos para serem partilhados e completamente abertos para a soma de outras auto-bio-etno-geo-grafias. lá pelas tantas, Rapoza Suja disse que ontem sua vontade de potência estava atingindo um pico. logo sentimos que estávamos mesmo irradiando uma torrente de vitalidade! e agora, aproveitando ainda a reverberação desse seu entusiasmo, remixo o seguinte aforismo de pun[kXs]ofiA:
 
"diante da soma de nossas vontades de potência, que se nutrem e se incentivam mutuamente, o niilismo, a distopia e o realismo conformista, não passarão!"

valeu gente! nos vemos de novo na próxima quinta, dia 03 de junho, em nosso segundo encontro!
ps: para quem não pôde estar presente ontem, ainda há tempo de colar com a gente sua vontade de potência desobediente, em rebeldia e criativa! simbora! que o nosso tempo é agora!

m[(0o)]m


INTRATUR (2021) & s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)

dois nanometragens realizados em 2021 como excertos ao meu curta-metragem "made in bsb" (2014):
INTRATUR (2021) & s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)

m[(0o)]m
 chamada para o lançamento:
 
 
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INTRATUR (2021)
 
arquivo nº. 301 - 663 - - - doc.nº. 3,14 
caso originado: CERRADO - - - data: 03/05/21 d.b.s. 
título: propaganda institucional da INTRATUR 
sinopse do fato: a capital do brasil, brasília realiza sua destinação: ser composta por uma população de pessoas 100% "made in bsb". 
detalhes: arquivo interceptado & descriptografado para fins de conhecimento público e aberto. 
autenticado por: bl[A]sfÊm[E]0_m1nt4g - - - b[A]l[E]i[A]_pr[E]t[A]_h4ck3r.club3

m[(0o)]m


s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)

arquivo nº. 179 - 521 - - - form.nº. 3,14
caso originado: CERRADO - - - data: 14-04-21 d.b.s.
identificação: m1ntÉr1[A].cYb3r

sinopse do fato: uma s3ns[E]rr[A]nt3 demonstra como seu clã se desloca no espaço por meio do que chamam de "desnudamento transtópico". tal se dá pela exposição da pele ao ambiente & senti-lo pelos seus 13 sentidos. para assim conectar-se eroticamente com o s=cosmos & projetar-se por sobre o tecido do espaço-tempo. - - - sua vestimenta & adereços funcionam como amplificadores, são hardwares livres. por isso deixam para trás suas peças possibilitanto que quem as encontre aprendam como funcionam.

detalhes: fragmentos da filmagem da troca de saberes entre nós e xs s3ns[E]rr[A]nt3. arquivos recuperados da "grande fogueira pela paz" promovida pelo "ministério da anti-ciência degenerada" (2018 - 2022 d.c.).

autenticado por: n0turn0_br34ckpx - - - b[A]l[E]i[A]_pr[E]t[A]_h4ck3r.club3 

 


vídeo-fragmento do I ENCONTRO DE CIBERCULTURA DE BRASÍLIA (2000)


no dia 15 de maio às 19hs... aconteceu o lançamento online do vídeo-fragmento do I ENCONTRO DE CIBERCULTURA DE BRASÍLIA. 

este é um vídeo resgatado do primeiro ano deste século XXI, precisamente do dia 05 de novembro de 2000, de quando éramos jovens e idealista quanto à CIBERCULTURA nascente por aqui em PINDORAMA. queríamos tomar a tecnologia em nossas mãos e fazer dela aquilo que queríamos que ela fosse: instrumento de autonomia, conexão mutualista e criação de outros mundos mais libertários para se viver de modo realizador. para isso criamos um coletivo nomeado de "FORÇA TAREFA CYBIONTE". coletivo este que misturava ficção científica, arte eletrônica e digital, tecnologia da informação, ciência da computação, filosofia e anarquismo por um mundo melhor. e como estávamos no início de tudo isso, e não havia quase ninguém atento/a a estas questões, mas nós já fazíamos prospecções de que surgiriam megacorporações da internet prontas para controlar nossas vidas, com se provou nos dias de hoje, decidimos fazer um primeiro grande encontro público para tentar encontrar e juntar pessoas que quisessem somar com a gente nesta empreitada. tal encontro foi o I ENCONTRO DE CIBERCULTURA DE BRASÍLIA, realizado no dia mencionado acima, no Espaço Cultural da 508 Sul.
 
 
 
nele realizamos debates sobre "NOVAS ESTRUTURAS DA EDUCAÇÃO E A CRIAÇÃO DE CIDADES VIRTUAIS", "DESCONSTRUÇÃO DO MITO SER HUMANO x MÁQUINA" e "MOVIMENTOS SOCIAIS DA CIBERCULTURA". também rolaram performances, banda eletrônica ao vivo, exibição de filmes, livros, HQs, zines, jogos de RPG e outros materiais sobre CYBERPUNK, POST-HUMAN BODY, TECNOANARQUISMO, FRACTAIS e CIBERESTÉTICAS. 
 
este vídeo resgatado é só um fragmento do que foi aquele dia. tanto que é interrompido, não propositadamente, no meio da fala de uma grande amiga nossa. fragmento este de um dos debates ocorridos. e por estar assim deste modo, nomeei como ARQUIVO ANCESTRAL CYBIÔNTICO e o inseri dentro de uma documentação ANARQUEOLÓGICA que está em processo de pesquisa, resgate e restauração, pelo coletivo BALEIA PRETA HACKER CLUBE. 
 
m([o0]) m
 
ficha técnica:
filmagem: IANNI LUNA (2000)
edição: LÉO PIMENTEL (2021)

Cin'Surg[E]nte_[A]film[E]s no Dia de Vivência Libertária no OcupaçãO RIA (taguá - DF)


entre os últimos dias de janeiro e os primeiros de fevereiro deste ano, fiquei sete dias em casa na completa clausura. isso para eu ter certeza de que eu não estava contaminado e impedir qualquer possibilidade de contaminar alguém.

foi então que no dia 6 de fevereiro fui somar com no "Dia de Vivência Libertária" que aconteceu na OcupaçãO RIA em taguá (Taguatinga - DF).
 
vejam o vídeo:
  
https://youtu.be/b9MbrThHHyQ

nesse rolê seguimos as boas condutas solidárias de saúde para atravessarmos a sindemia. em segurança e em solidariedade na ocupa rolou :
  • troca de ideias e experiências sobre cinema punk, em que, num primeiro momento, eu puxei o debate falando das nossas experiências em realizar filmes não-documentais de modo punk, anarquista e hacker em nosso coletivo Cin'Surg[E]nte_[A]film[E]s. pra ilustrar essa troca exibimos o videoclipezine da música "Antifascista" (https://youtu.be/lYCLTQGzp40) da banda anarc@punk Revolta Popular (SP) e o meu curta "made in brasília" (https://youtu.be/gELVUanabGM). no segundo momento do debate, nosso compa yuri barbosa exibiu um de seus vídeos em que ele vem documentando o dia a dia insurgente das ações do COLETIVO RIA.
  • uma feirinha com exposição punk;
  • troca de ideias e experiências sobre veganismo anticapitalista e não industrial;
  • discotecagem com Valbert da banda Alarme;
  • e uma variedade deliciosa de rango vegan.
em solidariedade e apoio mútuo seguimos sem o menor niilismo e muito menos desejando apocalipses. não é porque parte da humanidade está ferrando tudo que desejamos que o fim alcance todos os seres desse planeta e o próprio planeta!

jamais abaixaremos a cabeça! jamais retrocederemos um passo!
vamos nos apoiar psicológica e materialmente!
 
 
***m[0o]m***
 
fotos por yuri barbosa:
 
























 

H[A]CKistenZ

CICLO #02 - RENASCIMENTO CYBERPUNK

RENASCIMENTO CYBERPUNK - brincando com a periodização das épocas históricas da humanidade, nomeei assim os primórdios da chamada “cultura livre” (reunião das subculturas que formam uma agenda política em torno da livre reprodução de arquivos digitais), onde escritores de Ficção Científica nos alertavam à necessidade de se estabelecer novas ideias críticas em torno do elo político emergido da cultura tecnológica e digital (cultura que é ao mesmo tempo a estrutura de impérios, distopias opressoras, e a ferramenta para a auto-organização das multidões, utopias libertárias). 

neste segundo ciclo, ao querer pensar o que é o cyberpunk, percorremos os anos 1990, saindo da literatura de ficção científica e mergulhando nos primeiros manifestos hackers e na construção cotidiana de uma visão de mundo futurista de emancipação e autonomia daquela época. 

✔ foram quatro meses (out e nov de 2015; e fev e mar de 2016), um encontro a cada mês.os textos foram: [1] "manifesto ciborgue" (1991) de donna haraway; [2] "the hacker crackdown" (1992) de bruce sterling; [3] "declaração de independência do ciberespaço" (1996) de john perry barlow, e; por fim, [4] "a catedral e o bazar" (1998) de eric. s. raymond. 

✔ foram gerados por mim, quatro textos em forma de notas, um para cada texto acima anunciado.

MEMÓRIA DO CICLO #02

m[E]mÓrI[A]s d0 c1cl0 #02

[#01|#02] primeiro encontro do CICLO #02 - mAnIfEstO cIbOrgUE (donna haraway)


30|out|15 - texto: “manifesto ciborgue” de donna haraway
 
Donna Haraway:. Biologa e feminista, Haraway é professora de História da Consciência na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. Seus trabalhos influenciaram os chamados Estudos Culturais e Estudos de Mulheres (como a Teoria Literária e Filosofia). Seu trabalho mais famoso é o “Manifesto ciborgue”, originalmente publicado na Socialist Review, em 1985, e que depois se tornou um dos capítulos do livro Simians, Cyborgs and Women – The Reivention of Nature (1991).

mAnIfEstO cIbOrgUE: Publicado pela primeira vez em 1985, o manifesto de Haraway utiliza o ciborgue como uma imagem condensada das transformações sociais e políticas do Ocidente na virada do século. Essas transformações dizem respeito, principalmente, aos desafios trazidos pelo binômio ciência & tecnologia, tanto no que diz respeito à nossa percepção do mundo e de nós mesmos, quanto para as nossas relações sociais.

Com as novas tecnologias, as fronteiras entre os animais e os seres humanos, entre o orgânico e o inorgânico, entre cultura e natureza entram em colapso. A microeletrônica resulta numa desmaterialização numérica do mundo, numa indiferenciação cada vez maior entre o visível e o não-visível, entre o físico e o não-físico. A biotecnologia sugere um novo entendimento sobre o que seria a vida, focalizando a sua dimensão molecular. fonte deste texto
 
links para o texto: [1] livro coletânia de textos aqui (o “manifesto ciborgue” é o terceiro artigo deste). [2] versão original do texto em inglês


[#02|#02] segundo encontro do CICLO #02 - thE hAckEr crAckdOwn (bruce sterling)


27|nov|15 - texto: thE hAckEr crAckdOwn (1992) de bruce sterling
 
Bruce Sterling: autor estadounidense de ficção científica mais conhecido pelas suas obras na antologia Mirrorshades. Trabalho este que contribuiu com a definição do gênero “cyberpunk”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mirrorshades//link wikipédia
 
thE hAckEr crAckdOwn: o livro discute eventos da subcultura hacker do início dos anos 1990. O tópico mais notável é a cobertura sobre a Operação Sundevil e os acontecimentos que envolveram a guerra (1987-1990) contra a Legion of Doom: o ataque a Steve Jackson Games, o julgamento de "Knight Lightning" (um dos jornalistas originais da Phrack), e a formação subsequente do Electronic Frontier Foundation. O livro também traz os perfis de gosto da "Emmanuel Goldstein" (editora de 2600: The Hacker Quarterly), o ex-procurador-geral adjunto do Arizona Gail Thackeray, FLETC instrutor Carlton Fitzpatrick, Mitch Kapor e John Perry Barlow.

links para o texto: [1] em espanhol: http://kamita.com/misc/sf/the_hacker_crackdown.pdf [2] original em inglês: http://www.mit.edu/hacker/hacker.html ou http://manybooks.net/titles/sterlingetext94hack11a.html


[#03|#02] terceiro encontro do CICLO #02 - dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO (john perry barlow)


05|fev|16 - texto: dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO (1996) por John Perry Barlow
 
jon perry barlow: poeta e ensaísta americano, ex-criador de gado, e cyberlibertário. também ex-letrista da banda Grateful Dead e membro fundador da Electronic Frontier Foundation e da Freedom of the Press Foundation. desde maio de 1998, ele é parceiro do Berkman Center for Internet and Society da Universidade de Harvard. ele foi identificado pela revista Time como um dos "School of Rock: 10 Supersmart Musicians".

dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO: Em 08 de fevereiro de 1996, John Perry Barlow (um dos três fundadores da Electronic Frontier Foundation, nos Estados Unidos) escreveu a Declaração de Independência do Ciberespaço , um documento direcionado aos governos reunidos em torno do Fórum Econômico Mundial. A Declaração foi escrita em resposta à Lei das Telecomunicações promovida pelo os EUA. Naquele mesmo ano, como temos visto nos últimos tempos, foi uma lei de reforma imposta basicamente por “analfabetos” tecnológicos que querem nos dizer o que ler, por que e como consumir. Os ideais de Barlow ainda são válidos porque os governos, os lobbistas de propriedade intelectual e outros grupos de poder, permanecem tiranizando a vontade e a cultura da internet. Esta rede de comunicações, de redes sociais, onde qualquer pessoa pode iniciar uma revolução, pois não existe um centro e o sentido de humanidade é mais extenso: o ciberespaço.

links para o texto: [tradução em português] http://opartidopirata.blogspot.com.br/2011/06/uma-declaracao-de-independencia-do.html [o original em inglês: https://projects.eff.org/~barlow/Declaration-Final.html ].


[#04|#02] quarto encontro do CICLO #02 - A cAtEdrAl E O bAzAr (Er!c. s. rAYmOnd)

04|março!16 - texto: A cAtEdrAl E O bAzAr (1998) por Eric. S. Raymond
 
ErIc. s. rAYmOnd: conhecido também como ESR, é um famoso hacker e escritor americano. depois da publicação em 1997 do seu livro a catedral e o bazar, raymond foi por alguns anos frequentemente citado como um porta-voz extra-oficial para o movimento open source. É quem mantém o Jargon File, mais conhecido como The Hacker's Dictionary (O Dicionário dos Hackers). 

A cAtEdrAl E O bAzAr: a catedral e o bazar (em inglês: the cathedral and the bazaar) é um ensaio de eric s. raymond sobre métodos de engenharia de software, baseado em suas observações do processo de desenvolvimento do Linux e suas experiências administrando o projeto open source fetchmail. Foi primeiramente apresentado pelo autor no Linux Kongress em 27 de Maio de 1997 e publicado como parte do livro com o mesmo nome em 1999. é normalmente considerado como o manifesto do movimento Open source. 

m[E]mÓrI[A]s d0 c1cl0 #01

[#01] primeiro encontro: 29|jun|2015

clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
primeiro encontro: antiguidade cyberpunk (“the gernsback continuum” de william gibson) 

descrição sem spoiler: é um conto de 1981 onde william gibson inaugura uma visão de futuro contrária às visões utópicas da ficção científica de até então. tarefa: ler/ouvir e traduzir o texto para o português com a dupla finalidade de [01] inaugurar o acervo autônomo do calango hacker clube e [02] inicair o laboratório trocando ideias sobre visões de futuro. 

“During his assignment to photograph 1930s era futuristic architecture, Parker begins to realize a “continuum”, an alternative reality containing the possible future of the world represented by the architecture he is photographing – a future that could have been, but was not, thereby contrasting modernism to postmodern reality. Parker's glimpses of this fantastical utopian future, characterised by massive multi-lane highways, giant zeppelins and Aryan inhabitants become increasingly frequent and disturbing until, on the advice of a friend, he immerses himself deliberately in the grittiest “realities” of our world (such as pornography and news stories about crime and war) that are at odds with the idealised world of Gernsback and others. Slowly the images fade to insubstantiality, and the story ends with Parker able to ignore the sight of a nearly transparent flying wing. Parker realizes that he would rather live in a world characterized by pornography, crime, and random events than that of the Gernsback continuum.” (Wikipedia) 

 
curiosidade: o conto foi adaptado por tim leandro para a tv em 1993 em um curta-metragem chamado “tomorrow calling” (https://youtu.be/8QbXF5KydIw - não tem legendas em português)

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[#02] segundo encontro: 06|jul|2015

laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
segundo encontro: antiguidade cyberpunk (“the gernsback continuum” de william gibson) 

descrição sem spoiler: é um conto de 1981 onde william gibson inaugura uma visão de futuro contrária às visões utópicas da ficção científica de até então. tarefa: ler/ouvir e traduzir o texto para o português com a dupla finalidade de [01] inaugurar o acervo autônomo do calango hacker clube e [02] inicair o laboratório trocando ideias sobre visões de futuro. 

“During his assignment to photograph 1930s era futuristic architecture, Parker begins to realize a “continuum”, an alternative reality containing the possible future of the world represented by the architecture he is photographing – a future that could have been, but was not, thereby contrasting modernism to postmodern reality. Parker's glimpses of this fantastical utopian future, characterised by massive multi-lane highways, giant zeppelins and Aryan inhabitants become increasingly frequent and disturbing until, on the advice of a friend, he immerses himself deliberately in the grittiest “realities” of our world (such as pornography and news stories about crime and war) that are at odds with the idealised world of Gernsback and others. Slowly the images fade to insubstantiality, and the story ends with Parker able to ignore the sight of a nearly transparent flying wing. Parker realizes that he would rather live in a world characterized by pornography, crime, and random events than that of the Gernsback continuum.” (Wikipedia) 

material: [01] texto: http://writing2.richmond.edu/jessid/eng216/gernsback.pdf [02] áudio: https://www.youtube.com/watch?v=du_k_V6SkbY curiosidade: o conto foi adaptado por tim leandro para a tv em 1993 em um curta-metragem chamado “tomorrow calling” (https://youtu.be/8QbXF5KydIw - não tem legendas em português)

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[#03] terceio encontro: 13|jul|2015

clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
terceiro encontro: antiguidade cyberpunk (“burning chrome” de william gibson) 

descrição sem spoiler: é um conto, escrito por William Gibson e publicado pela primeira vez na Omni (revista estadounidense de ficção científica) em julho de 1982. a palavra “ ciberespaço ”, cunhada por Gibson, foi usada pela primeira vez nesta história, em referência à “ consensual alucinação das massas” pelas redes de computadores. 

“Burning Chrome” tells the story of two free-lance hackers - Automatic Jack, the narrator and a hardware specialist; and Bobby Quine, a software expert. Bobby becomes infatuated with a girl named Rikki and wants to become wealthy in order to impress her. Jack has acquired a powerful Russian “icebreaker” program that can penetrate corporate security systems. Bobby suggests that they use it to break into the system of a notorious and vicious criminal known as Chrome, who handles money transfers for organized crime, and Jack reluctantly agrees to help. The break-in is successful, and Jack and Bobby empty Chrome's bank accounts, but they discover afterward that Rikki had been working in a brothel with ties to Chrome. She uses her earnings to buy a set of cybernetic eye implants for herself and go to Hollywood; the news leaves both men devastated, as they have grown to love her, and Jack never sees her again.“ (wikipedia) 

tarefa: ler e traduzir o texto para o português trocando ideias sobre visões de futuro vividas hoje.

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[#04] quarto encontro: 20|jul|2015

clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
quarto encontro: antiguidade cyberpunk (“burning chrome” de william gibson) 

descrição sem spoiler: é um conto, escrito por William Gibson e publicado pela primeira vez na Omni (revista estadounidense de ficção científica) em julho de 1982. a palavra “ ciberespaço ”, cunhada por Gibson, foi usada pela primeira vez nesta história, em referência à “ consensual alucinação das massas” pelas redes de computadores. 

“Burning Chrome” tells the story of two free-lance hackers - Automatic Jack, the narrator and a hardware specialist; and Bobby Quine, a software expert. Bobby becomes infatuated with a girl named Rikki and wants to become wealthy in order to impress her. Jack has acquired a powerful Russian “icebreaker” program that can penetrate corporate security systems. Bobby suggests that they use it to break into the system of a notorious and vicious criminal known as Chrome, who handles money transfers for organized crime, and Jack reluctantly agrees to help. The break-in is successful, and Jack and Bobby empty Chrome's bank accounts, but they discover afterward that Rikki had been working in a brothel with ties to Chrome. She uses her earnings to buy a set of cybernetic eye implants for herself and go to Hollywood; the news leaves both men devastated, as they have grown to love her, and Jack never sees her again.“ (wikipedia) 

tarefa: ler e traduzir o texto para o português trocando ideias sobre visões de futuro vividas hoje. 


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[#05] quinto encontro - 27|jul|2015

clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
quinto encontro: antiguidade cyberpunk (“pirata de dados” de bruce sterling) 

descrição sem spoiler: bruce sterling nos oferece a visão de um mundo no início do século 21, aparentemente pacífico, com desterritorialização de empresas e trabalho em rede. o protagonista, levado por eventos além de seu controle, encontra-se em lugares que estão fora da rede, a partir de um “datahaven”. na história, o fictício livro “The Lawrence Doctrine and Postindustrial Insurgency”, em homenagem a Lawrence da Arábia, é proibido porque trata diretamente de métodos e táticas para se realizar uma rebelião de insurgentes. 


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[#06] sexto encontro - 10|ago|2015

clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
sexto encontro: antiguidade cyberpunk (“pirata de dados” de bruce sterling) 

descrição sem spoiler: bruce sterling nos oferece a visão de um mundo no início do século 21, aparentemente pacífico, com desterritorialização de empresas e trabalho em rede. o protagonista, levado por eventos além de seu controle, encontra-se em lugares que estão fora da rede, a partir de um “datahaven”. na história, o fictício livro “The Lawrence Doctrine and Postindustrial Insurgency”, em homenagem a Lawrence da Arábia, é proibido porque trata diretamente de métodos e táticas para se realizar uma rebelião de insurgentes. 


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[#07] sétimo encontro - 17|ago|2015

clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
sétimo encontro: antiguidade cyberpunk (“Declaração de Independência do Ciberespaço (1996)” por John Perry Barlow) 

descrição: Em 08 de fevereiro de 1996, John Perry Barlow (um dos três fundadores da Electronic Frontier Foundation, nos Estados Unidos) escreveu a Declaração de Independência do Ciberespaço , um documento direcionado aos governos reunidos em torno do Fórum Econômico Mundial. A Declaração foi escrita em resposta à Lei das Telecomunicações promovida pelo os EUA. Naquele mesmo ano, como temos visto nos últimos tempos, foi uma lei de reforma imposta basicamente por “analfabetos” tecnológicos que querem nos dizer o que ler, por que e como consumir. Os ideais de Barlow ainda são válidos porque os governos, os lobbistas de propriedade intelectual e outros grupos de poder, permanecem tiranizando a vontade e a cultura da internet. Esta rede de comunicações, de redes sociais, onde qualquer pessoa pode iniciar uma revolução, pois não existe um centro e o sentido de humanidade é mais extenso: o ciberespaço. 

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[#08] oitavo encontro - 24|ago|2015

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oitavo encontro: antiguidade cyberpunk (“Neuromancer” (1984) de Willian Gibson - Primeira Pate) 

descrição: Eis o romance onde tudo começou, aquele que trouxe ao mundo a geração cyberpunk! Foi o primeiro romance a ganhar a santíssima trindade em premiação da ficção científica: o Hugo Award, o Nebula Award e o Philip K. Dick Award. Com Neuromancer, William Gibson apresentou ao mundo o ciberespaço - e assim, a ficção científica nunca foi a mesma… 


 

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[#09] nono encontro - 31|ago|2015

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nono encontro: antiguidade cyberpunk (“Neuromancer” (1984) de Willian Gibson - Segunda Parte)

descrição: Eis o romance onde tudo começou, aquele que trouxe ao mundo a geração cyberpunk! Foi o primeiro romance a ganhar a santíssima trindade em premiação da ficção científica: o Hugo Award, o Nebula Award e o Philip K. Dick Award. Com Neuromancer, William Gibson apresentou ao mundo o ciberespaço - e assim, a ficção científica nunca foi a mesma…

texto: http://lelivros.site/book/download-neuromancer-william-gibson-em-epub-mobi-e-pdf/ [o original em inglês: http://project.cyberpunk.ru/lib/neuromancer/].

resenha: https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/03/31/resenha-livro-neuromancer-classico-da-literatura-cyberpunk/
 
site oficial: http://www.williamgibsonbooks.com/books/neuromancer.asp

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[#10] décimo encontro (fim do ciclo #01) - 14|set|2015

clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética pirata
 
décimo encontro: antiguidade cyberpunk - fim do período clássico cyberpunk (1981 - 1989)

descrição: com o surgimento da literatura cyberpunk uma importante teoria do negativo das relações sociais e da tecnologia foi traga ao mundo. isto porque era preciso trazer à tona o elo político perdido da cultura em processo de digitalização. era preciso anunciar o nasciente desengajamento da materialidade e a natureza preguiçosa da não-cooperatividade. a literatura cyberpunk lança as bases de um universo negativo que revela o neo-feudalismo que estaria por vir: onde os novos senhores feudais seriam os donos das infraestruturas de TICs, da largura de banda, dos protocolos, dos softwares, do monopólio da mídia, dos espaços virtuais, para com isso, explorar o conhecimento via propriedade intelectual, patentes, direitos autorais e marcas registradas, e garantir toda a atenção das pessoas (consumidoras em geral).

questões: a tecnologia abriu mesmo novos espaços para serem povoados? a tecnologia é uma extensão da natureza de nossa inteligência? o cyberespaço abre mesmo uma fenda libertária para a dissolução da divisão social de classe, de gênero, de etnia, etc? a internet é a estrutura de um império ou é uma ferramenta para a auto-organização das multidões? qual a ideologia sa cultura livre? há algum tipo de simetria entre o puro tecnológico e o social? o código aberto é um modelo político universal? há danos materiais ocultados em cada bit de informação livre? quem está com a mão em nossa grana quando, em frente de nossos computadores, produzimos livremente e de graça? todo o entusiasmo digital é suficiente para se colocar como um novo realismo?

horizonte de respostas: [1] “the gernsback continuum” (1981), [2] “burning chrome” (1982) e [3] “neuromancer” (1984) de willian gibson; e [4] “pirata de dados” (1989) de bruce sterling

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 


quando falamos "eu penso que...", quem será que escondendo? a voz do pai? da mãe? dos/as professores/as? padres? policiais? da moral burguesa ou proletária? ou as idéias de alguém que já lemos? escutamos? ou...
 
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