sugestões de uso deste blog
um 3137r0punk & seu ArtEzinE circUitAd0 no GaZine! (set.2023)
pUnk[A]L_sUlUk lê BOLO'BOLO
que tal praticar um ato insurgente de escuta?
que tal escutar ativamente uma leitura pública de um livro inteiro?
eis portanto, que pUnk[A]L_sUlUk lê BOLO'BOLO!
BOLO'BOLO tem como fundamento a ideia de superação do sistema capitalista em prol do surgimento de redes de sociabilidades descentralizadas difundidas & propagadas por comunidades autônomas libertárias (os chamados bolos) definidas por gostos, estilos de vida e afinidades partilhadas por seus/suas membros/as.
pois bem, te convido à superar o desafio de escutar toda esta leitura pública que se tornou agora, um audiolivro! neste link aqui: https://youtu.be/Bx-OtL9CBro ou aqui mesmo:
ouçam... reflitam... compartilhem... debatamos!
*****
a leitura foi realizada desde a oficin[A]_[A]l sUlUk. tem a participação de m1stÉri[A] cYb3r, que nos emprestou sua voz lendo a introdução de BOLO'BOLO. e quem apresenta esta empreitada desobediente é a [A]udi0t[E]c[A] InsUrg[E]nt[E] (audioteca insurgente)!
eu, H[A]CKist3nZ.pUnk - m3m0cYb1Ônt1c4 de 1n53701n51d3 2099 (2021)
como reconstruir uma memória ao mesmo tempo em que a lançamos como um futuro possível? como falar de um passado como se este fosse a lembrança de um futuro? não seria isso o que ficções especulativas, como as da autora otavia e. butler, ou como as do autor philip k. dick, fizeram? hum... no campo da ficção sim! mas... e no campo de reconstruir experiências vividas? pois bem! foi o que fiz!
[ato 1] pUNk[A]h4ck1Ng (documentário - 2016).
[ato 2] AnArquEologiA AncEstrAl cYbiÔnticA (2021):
I Encontro de Cibercultura de BsB (filmagem de 2000).
[ato 3] eu, H[A]CKist3nZ.pUnk - das s3m3nt3s às fl0r3s
- 1n53701n51d3 2099 (memorabilia em textos e imagens - de 2000 a 2021).
logo a baixo, eis o primeiro parágrafo da memorabilia, para lê-la na íntegra acesse aqui:
https://drive.google.com/file/d/1JayjNgegkC6LAsUqM7V-tpKHjdg38UX-/view?usp=sharing
léo pimentel - 1n53701n51d3 2099
cerrado, inverno, 2021

it's a dead world...
and it's about that time to clear things here!
one generation follows another...
but something in my head says:
keep going! don't give up!
(destroy 2000 years of culture
– atari teenage riot)
2000... um ano antes de uma odisseia no... ciberespaço? teria sido um sonho milenarista eletrônico? um devaneio futurista elétrico? o rascunho de uma heterotopia cyberpunk que fugia à medida que nos aproximamos dela? vinte anos depois, hoje, em 2021, tenho a distância e a trajetória necessárias para me fazer tais perguntas. no entanto, perguntas nada desinteressadas e cheias de auto ironia. pois, suas respostas, já foram respondidas antes, ao longo desses anos. respondência que nunca deixou de ter em seu horizonte a imaginação como sua uma de suas vitalidades mais expansivas e expressivas. portanto, se sonho milenarista eletrônico? sim! ainda sonho! pois jamais deixei de sonhar! se devaneio futurista elétrico? sim! ainda devaneio! pois jamais abri mão de divagar! se rascunho de uma heterotopia cyberpunk fugidia? sim! ainda rascunho! pois, mesmo nos dia de hoje vislumbro mundos melhores! tudo isso me é possível porque cultivo a mesma inspiração daquele ontem. mais de 20 anos que venho cultivando a insurgência. a rebeldia, a insolência e a desobediência! em parte ingênuas, afirmativas e festivas, e em outras estratégicas, refinadas, pessimistas e alegres. pois, como eu, o mundo não ficou estático.
participação no 3º ENCONTRO da OFICINA de ZINE-COLAGEM
a convite de minha grande amiga rapoza suja, nos dias 27/05 & 03/06 participei do 3º ENCONTRO da OFICINA DE ZINE-COLAGEM .
[momento 02] (juntando os ingredientes - pré-produção)
[momento final] (trazendo o bebê-monstro ao mundo - produção)
valeu gente! nos vemos de novo na próxima quinta, dia 03 de junho, em nosso segundo encontro!
INTRATUR (2021) & s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)
INTRATUR (2021)
m[(0o)]m
s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)
arquivo nº. 179 - 521 - - - form.nº. 3,14
caso originado: CERRADO - - - data: 14-04-21 d.b.s.
identificação: m1ntÉr1[A].cYb3r
sinopse do fato: uma s3ns[E]rr[A]nt3 demonstra como seu clã se desloca no espaço por meio do que chamam de "desnudamento transtópico". tal se dá pela exposição da pele ao ambiente & senti-lo pelos seus 13 sentidos. para assim conectar-se eroticamente com o s=cosmos & projetar-se por sobre o tecido do espaço-tempo. - - - sua vestimenta & adereços funcionam como amplificadores, são hardwares livres. por isso deixam para trás suas peças possibilitanto que quem as encontre aprendam como funcionam.
detalhes: fragmentos da filmagem da troca de saberes entre nós e xs s3ns[E]rr[A]nt3. arquivos recuperados da "grande fogueira pela paz" promovida pelo "ministério da anti-ciência degenerada" (2018 - 2022 d.c.).
autenticado por: n0turn0_br34ckpx - - - b[A]l[E]i[A]_pr[E]t[A]_h4ck3r.club3
vídeo-fragmento do I ENCONTRO DE CIBERCULTURA DE BRASÍLIA (2000)
Cin'Surg[E]nte_[A]film[E]s no Dia de Vivência Libertária no OcupaçãO RIA (taguá - DF)
entre os últimos dias de janeiro e os primeiros de fevereiro deste ano, fiquei sete dias em casa na completa clausura. isso para eu ter certeza de que eu não estava contaminado e impedir qualquer possibilidade de contaminar alguém.
nesse rolê seguimos as boas condutas solidárias de saúde para atravessarmos a sindemia. em segurança e em solidariedade na ocupa rolou :
- troca de ideias e experiências sobre cinema punk, em que, num primeiro momento, eu puxei o debate falando das nossas experiências em realizar filmes não-documentais de modo punk, anarquista e hacker em nosso coletivo Cin'Surg[E]nte_[A]film[E]s. pra ilustrar essa troca exibimos o videoclipezine da música "Antifascista" (https://youtu.be/lYCLTQGzp40) da banda anarc@punk Revolta Popular (SP) e o meu curta "made in brasília" (https://youtu.be/gELVUanabGM). no segundo momento do debate, nosso compa yuri barbosa exibiu um de seus vídeos em que ele vem documentando o dia a dia insurgente das ações do COLETIVO RIA.
- uma feirinha com exposição punk;
- troca de ideias e experiências sobre veganismo anticapitalista e não industrial;
- discotecagem com Valbert da banda Alarme;
- e uma variedade deliciosa de rango vegan.
vamos nos apoiar psicológica e materialmente!
H[A]CKistenZ
[01] - st3al th1s s0ftw4r3 !
[02] - 0 fu7ur0 é 4nÔn!m0 !
[03] - 4n0n!m4nd0-53 em 3... 2... 1...
[04] - apt-get install anarchism
[05] - cYPhErpUNks is nOt d3Ad!
[06] - fUtUrOlOg!A_Apl!cAdA
CICLO #02 - RENASCIMENTO CYBERPUNK
MEMÓRIA DO CICLO #02
m[E]mÓrI[A]s d0 c1cl0 #02
[#01|#02] primeiro encontro do CICLO #02 - mAnIfEstO cIbOrgUE (donna haraway)
30|out|15 - texto: “manifesto ciborgue” de donna haraway
Donna Haraway:. Biologa e feminista, Haraway é professora de História da Consciência na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. Seus trabalhos influenciaram os chamados Estudos Culturais e Estudos de Mulheres (como a Teoria Literária e Filosofia). Seu trabalho mais famoso é o “Manifesto ciborgue”, originalmente publicado na Socialist Review, em 1985, e que depois se tornou um dos capítulos do livro Simians, Cyborgs and Women – The Reivention of Nature (1991).
mAnIfEstO cIbOrgUE: Publicado pela primeira vez em 1985, o manifesto de Haraway utiliza o ciborgue como uma imagem condensada das transformações sociais e políticas do Ocidente na virada do século. Essas transformações dizem respeito, principalmente, aos desafios trazidos pelo binômio ciência & tecnologia, tanto no que diz respeito à nossa percepção do mundo e de nós mesmos, quanto para as nossas relações sociais.
Com as novas tecnologias, as fronteiras entre os animais e os seres humanos, entre o orgânico e o inorgânico, entre cultura e natureza entram em colapso. A microeletrônica resulta numa desmaterialização numérica do mundo, numa indiferenciação cada vez maior entre o visível e o não-visível, entre o físico e o não-físico. A biotecnologia sugere um novo entendimento sobre o que seria a vida, focalizando a sua dimensão molecular. fonte deste texto
links para o texto: [1] livro coletânia de textos aqui (o “manifesto ciborgue” é o terceiro artigo deste). [2] versão original do texto em inglês
[#02|#02] segundo encontro do CICLO #02 - thE hAckEr crAckdOwn (bruce sterling)
27|nov|15 - texto: thE hAckEr crAckdOwn (1992) de bruce sterling
Bruce Sterling: autor estadounidense de ficção científica mais conhecido pelas suas obras na antologia Mirrorshades. Trabalho este que contribuiu com a definição do gênero “cyberpunk”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mirrorshades//link wikipédia
thE hAckEr crAckdOwn: o livro discute eventos da subcultura hacker do início dos anos 1990. O tópico mais notável é a cobertura sobre a Operação Sundevil e os acontecimentos que envolveram a guerra (1987-1990) contra a Legion of Doom: o ataque a Steve Jackson Games, o julgamento de "Knight Lightning" (um dos jornalistas originais da Phrack), e a formação subsequente do Electronic Frontier Foundation. O livro também traz os perfis de gosto da "Emmanuel Goldstein" (editora de 2600: The Hacker Quarterly), o ex-procurador-geral adjunto do Arizona Gail Thackeray, FLETC instrutor Carlton Fitzpatrick, Mitch Kapor e John Perry Barlow.
links para o texto: [1] em espanhol: http://kamita.com/misc/sf/the_hacker_crackdown.pdf [2] original em inglês: http://www.mit.edu/hacker/hacker.html ou http://manybooks.net/titles/sterlingetext94hack11a.html
[#03|#02] terceiro encontro do CICLO #02 - dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO (john perry barlow)
05|fev|16 - texto: dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO (1996) por John Perry Barlow
jon perry barlow: poeta e ensaísta americano, ex-criador de gado, e cyberlibertário. também ex-letrista da banda Grateful Dead e membro fundador da Electronic Frontier Foundation e da Freedom of the Press Foundation. desde maio de 1998, ele é parceiro do Berkman Center for Internet and Society da Universidade de Harvard. ele foi identificado pela revista Time como um dos "School of Rock: 10 Supersmart Musicians".
dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO: Em 08 de fevereiro de 1996, John Perry Barlow (um dos três fundadores da Electronic Frontier Foundation, nos Estados Unidos) escreveu a Declaração de Independência do Ciberespaço , um documento direcionado aos governos reunidos em torno do Fórum Econômico Mundial. A Declaração foi escrita em resposta à Lei das Telecomunicações promovida pelo os EUA. Naquele mesmo ano, como temos visto nos últimos tempos, foi uma lei de reforma imposta basicamente por “analfabetos” tecnológicos que querem nos dizer o que ler, por que e como consumir. Os ideais de Barlow ainda são válidos porque os governos, os lobbistas de propriedade intelectual e outros grupos de poder, permanecem tiranizando a vontade e a cultura da internet. Esta rede de comunicações, de redes sociais, onde qualquer pessoa pode iniciar uma revolução, pois não existe um centro e o sentido de humanidade é mais extenso: o ciberespaço.
links para o texto: [tradução em português] http://opartidopirata.blogspot.com.br/2011/06/uma-declaracao-de-independencia-do.html [o original em inglês: https://projects.eff.org/~barlow/Declaration-Final.html ].
[#04|#02] quarto encontro do CICLO #02 - A cAtEdrAl E O bAzAr (Er!c. s. rAYmOnd)
m[E]mÓrI[A]s d0 c1cl0 #01
[#01] primeiro encontro: 29|jun|2015
[#02] segundo encontro: 06|jul|2015
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[#03] terceio encontro: 13|jul|2015
[#04] quarto encontro: 20|jul|2015
[#05] quinto encontro - 27|jul|2015
[#06] sexto encontro - 10|ago|2015
[#07] sétimo encontro - 17|ago|2015
[#08] oitavo encontro - 24|ago|2015
[#09] nono encontro - 31|ago|2015
clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética piratanono encontro: antiguidade cyberpunk (“Neuromancer” (1984) de Willian Gibson - Segunda Parte)
descrição: Eis o romance onde tudo começou, aquele que trouxe ao mundo a geração cyberpunk! Foi o primeiro romance a ganhar a santíssima trindade em premiação da ficção científica: o Hugo Award, o Nebula Award e o Philip K. Dick Award. Com Neuromancer, William Gibson apresentou ao mundo o ciberespaço - e assim, a ficção científica nunca foi a mesma…
texto: http://lelivros.site/book/download-neuromancer-william-gibson-em-epub-mobi-e-pdf/ [o original em inglês: http://project.cyberpunk.ru/lib/neuromancer/].
resenha: https://tecnocibernetico.wordpress.com/2011/03/31/resenha-livro-neuromancer-classico-da-literatura-cyberpunk/
site oficial: http://www.williamgibsonbooks.com/books/neuromancer.asp
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[#10] décimo encontro (fim do ciclo #01) - 14|set|2015
clube de leitura e laboratório de ideias: cyberpunks e a ética piratadécimo encontro: antiguidade cyberpunk - fim do período clássico cyberpunk (1981 - 1989)
descrição: com o surgimento da literatura cyberpunk uma importante teoria do negativo das relações sociais e da tecnologia foi traga ao mundo. isto porque era preciso trazer à tona o elo político perdido da cultura em processo de digitalização. era preciso anunciar o nasciente desengajamento da materialidade e a natureza preguiçosa da não-cooperatividade. a literatura cyberpunk lança as bases de um universo negativo que revela o neo-feudalismo que estaria por vir: onde os novos senhores feudais seriam os donos das infraestruturas de TICs, da largura de banda, dos protocolos, dos softwares, do monopólio da mídia, dos espaços virtuais, para com isso, explorar o conhecimento via propriedade intelectual, patentes, direitos autorais e marcas registradas, e garantir toda a atenção das pessoas (consumidoras em geral).
questões: a tecnologia abriu mesmo novos espaços para serem povoados? a tecnologia é uma extensão da natureza de nossa inteligência? o cyberespaço abre mesmo uma fenda libertária para a dissolução da divisão social de classe, de gênero, de etnia, etc? a internet é a estrutura de um império ou é uma ferramenta para a auto-organização das multidões? qual a ideologia sa cultura livre? há algum tipo de simetria entre o puro tecnológico e o social? o código aberto é um modelo político universal? há danos materiais ocultados em cada bit de informação livre? quem está com a mão em nossa grana quando, em frente de nossos computadores, produzimos livremente e de graça? todo o entusiasmo digital é suficiente para se colocar como um novo realismo?
horizonte de respostas: [1] “the gernsback continuum” (1981), [2] “burning chrome” (1982) e [3] “neuromancer” (1984) de willian gibson; e [4] “pirata de dados” (1989) de bruce sterling
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