sugestões de uso deste blog

bem vindo e bem vinda. este é um labirinto herege: um desafio para medir a astúcia de quem me visita; um convite à exploração sem mapas e vista desarmada. aqui todas as direções se equivalem. as datas das postagens são irrelevantes. a novidade nada tem a ver com uma linha do tempo. sua estrutura é combinatória. pode começar de onde quiser. seja de uma imagem, de um texto, de um vídeo ou mesmo de uma música. há uma infinidade de escolhas, para iniciar a exploração, para explorar esse território e para finalizá-la. aproveite.
Mostrando postagens com marcador cin'surgente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cin'surgente. Mostrar todas as postagens

rElAtOs (qUAsE) sElvAgEns sobre o 11º Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo (xii.23)

nos dias 15 e 16 de dezembro de 2023, uma sexta e um sábado, aconteceu a décima primeira edição do FESTIVAL DO FILME ANARQUISTA E PUNK DE SÃO PAULO no maravilhoso FOFÃO ROCK'N BAR. a experiência foi inesquecível. dela resolvi escrever um relato de viagem sobre esses dias. batizei de rElAtOs (qUAsE) sElvAgEns sobre o 11º Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo – &, acompanhando, parágrafos de uma pUn[K/S]OfiA de um zinEAstA. é um textão que fiz na forma de zine. um exercício de memória anárquica e punk dos (r)encontros phodas que foram esses dois dias.

para ler/ver esse relatozine, acessem aqui o arquivo em pdf:



uma das coisas que me faz sentir orgulho foi o convite para participar da programação. no dia 16 de novembro, abri a série de debates, trazendo a conversa sobre “o punk e a anarquia como forma de fazer cinema”. com trechos e vídeos curtíssimos de minha autoria, apresentei, para o povo das insurgências para adiar o fim do mundo, aquilo que chamo de gesto zinematográfico, como ele nos faz zineastas, e assim, podemos pensar num zinema próprio, anarquista e punk, que vai da forma ao conteúdo pensando em tudo o mais que envolve a realização de um vídeo/filme. 



léo (130) pimentel (pigmento+pixel) souto (soul to)
// [A]m[A]nt[E]:|:da:|:h[E]r[E]si[A]
// :;{cerrado:|:verão:|:2024};:



íntegra de minha defesa de doutorado: "O ZINEIRO QUE SE EXPANDIU A ZINEASTA E TRANSGREDIU-SE COMO META-ARTISTA TRANSMÍDIA DA INCERTEZA" (14.abr.21)


 
às 14h do dia 14 de abril de 2021, defendi minha tese de doutorado - uma tese com tesão em ser zine - em Arte e Cultura Visual, na linha de Processos Criativos e Poéticas Artísticas, pela FAV/UFG. tese expandida, zine expandido! "O ZINEIRO QUE SE EXPANDIU A ZINEASTA E TRANSGREDIU-SE COMO META-ARTISTA TRANSMÍDIA DA INCERTEZA". uma festança só!  
 
tive a honra e o prazer da orientação do grande CIBERPAJÉ (aka. Edgar Franco) e da coorientação, do também grande GAZY ANDRAUS. o que consagrou uma linda espiral iniciada ao acaso no ano de 1995 (Workshop de HQ de Autor) e reconectada em 2016 (TCNXMNSM). 
 
aqui está a íntegra de minha defesa, mas o vídeo original foi dividido, editado e sequenciados numa playlist de seis vídeos. cada um deles tem um protagonismo na defesa: eu, membros da banca, externos/as & internos/as e meu orientador Ciberpajé.
 
as membras e os membros que compõem a banca são: membrxs externxs: Daniela Fávaro Garrossini (UNB) & Rafael Senra (UNIFAP); membrxs internxs: Manoela dos Anjos Afonso Rodrigues (UFG) & José César Teatini Clímaco (UFG).

com extras há dois vídeos: o curtinha que introduziu minha defesa e o vídeo-fundo imagético que perpassou toda ela.

*****
os vídeos foram gravados por Ciberpajé na data de realização & editados por mim, enquanto zineasta, seis meses depois. 
 
para quem quiser acessar à minha tese (zine) com tesão em ser zine (tese), ela se encontra aqui no repositório da biblioteca da UFG: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11415

e o áudio de fundo que pode ser ouvido simultaneamente à minha defesa, pode ser acessado aqui: 
 
*****
 
a playlist está neste link no youtube: 



mas segue a baixo cada um dos vídeos. 

vídeo 01: AprEsEntAçÃO - léo pimentel
 
 
vídeo 02 - Daniela Fávaro Garrossini (UnB - Membro Externo)
 

 
vídeo 03 - Rafael Senra (UniFAP - Membro Externo)
 

 
vídeo 04 - Manoela dos Anjos Afonso Rodrigues (UFG - Membro Interno)
 
 
 
vídeo 05 - José César Teatini Clímaco (UFG - Membro Interno)
 

 
 vídeo 06 (fim) - a dElibErAçÃO - CIBERPAJÉ (Edgar Franco - UFG)


 
extras: 
 
vidE0z1n3 {m01}: 1ntr0dUçÃ0 à d[E]f3s[A] de minha t[E]Zin3


vidE0zin3 {m02}: fUnd0 Im[A]gÉtIc0 (sem som) à d[E]f3s[A] de minha t[E]Zin3



made in brasília: um curta-metragem ciborgue

made in brasília: um curta-metragem ciborgue
léo pimentel – [A]m[A]nt[E]:|:da:|:h[E]r[E]si[A] &
m[E]t[A]²rtist[A]:|:tr[A]nsmídi[A]:|:da:|:inc[E]rt[E]z[A]
cerrado, inverno, 2021


made in brasília” é um curta-metragem experimental/artesanal cyberpunk. sua narrativa, de estilística não descritiva, mas poética, mostra o fragmento de um futuro distópico pós-humano – bem mais próximo do que imaginamos. é fragmento porque acontece em um específico local, brasília (não por acaso, mas por identificação simbólica e conceitual – cidade planejada); é fragmento mas que não abre mão de suas pretensões globais – vulgo “universais”. o resultado dessa narrativa poética, nos é bela, no entanto, bastante desconfortável. pois, de repente, sua poesia nos obriga a concordar racionalmente com a distopia ali exposta. já que, de certa forma, e em algum momento de nossas vidas, já nos pegamos pensando nela como se ela fosse uma utopia pós-humanista. aqui é preciso marcar que “pós-humano” e “pós-humanista” são duas coisas completamente diferentes. ambas convergem à problemática do que é ser humano, mas se distanciam nos caminhos que abrem: a primeira segue pelo caminho biológico do desamparo e da fragilidade. pois assim somos lançadxs no mundo. a segunda segue pelo caminho ético/moral de acolhimento e cuidado. pois estão, sob nossa restrita responsabilidade, os modos de como devemos e queremos agir, para com as outras pessoas, também desamparadas e frágeis.

no conteúdo desse curta-metragem há várias questões em aberto e outras que se dispõem de modo ambíguo. as abertas estão assim mesmas dispostas. são fendas pelas quais convido quem o assiste, a atravessa-las. isso se tiveres coragem. encontre-as e se aventure por conta e risco. já as ambiguidades estão ali para que o entendimento audiovisual da narrativa seja mesmo um tanto fugidia para a compreensão imediata. é preciso ir e voltar algumas vezes sem ansiedades para se compreender as nuances da trama. eu mesmo fiz esse exercício de idas e voltas. parti da empolgante proximidade de realizador do curta; fui à mais fria e necessária distância de uma audiência crítica, e retornei como realizador. o que me custou bons sete anos. confesso que gostei muito desse meu retorno. eram dois eus meus que se reencontravam para um cara a cara, mas que logo se viram com um terceiro.

foi então que me veio à criatividade duas questões de made in brasília. senti que eu amaria acrescentar alguns elementos à sua narrativa poética. em certa medida, acrescentar elementos literais, para que, com eles, eu pudesse proporcionar uma visão mais precisa acerca desse meu microverso experimental/artesanal cyberpunk. elementos literais, sim, mas não tão menos poéticos e irônicos, como os que já estavam dispostom nesse curta de 2013 – que eu o considero devidamente finalizado. desse modo eu não faria, nem uma correção, nem uma reedição especial, nem o acréscimo de situações novas à trama, e nem mesmo a realização de desdobramentos outros ao já disposto. mas sim eu amaria realizar acréscimos para fins de funcionar como pequenas expansões significativas e simbólicas dessas duas questões anuncias. que são elas:


  1. o convite que a boneca barbie faz, no início do curta, ao mostrar a entrada do museu nacional honestino guimarães, onde a agonista de made in brasília tem seu “desembarque”, só que saindo pela parte de traz do museu. o que mais pode significar e simbolizar esta saída pelas portas dos fundos?
  2. os modos da nossa agonista de estar e de se locomover pelos locais por onde a narrativa da história acontece. o que mais pode significar e simbolizar, a situação da agonista tocar as coisas dos locais por onde ela passa, tocar a si mesma, e só seguir em frente quando ela tira um peça de seu vestuário?


foi então que, com essas questões na pele, resolvi criar dois outros curtíssimos – ou próteses para um curta-metragem prestes a se tornar um cyborgue audiovisual. cada um para corresponder a cada questão acima disposta. são eles: INTRATUR (2021) e s3ns[E]rr[A]nt3s (2021). o primeiro, ou a primeira prótese, tem 01’:07” de duração e é todo criado a partir de colagens. nelas utilizei trechos de uma cena do filme zabriskie point (1970) do cineasta italiano michelangelo antonioni, onde há bonecos numa peça publicitária, cenas aéreas de brasília que baixei da internet, e cenas originais da barbie que utilizei originalmente no made in brasília. o áudio foi um remix meu do hino brasília, a capital da esperança. e o segundo, ou a segunda prótese, tem 03’:20” de duração e é toda realizada por mim mesmo – filmagem, direção, edição e som. o áudio é todo ele de um antigo projetor e uma sirene no final.

mesmo que essas próteses audiovisuais gozem de uma autonomia entre si, por serem bastante diferentes um do outro, tanto em suas formas quanto em seus conteúdos, ambas foram pensadas para compor um conjunto. as realizei de modo a parecerem fragmentos de documentos maiores, ou resgatados ou encontrados, mas recatalogados para fins de estudos. INTRATUR foi criada como se fosse o fragmento de uma antiga peça publicitária turística para estimular a visitação, ou a moradia, em brasília. e, s3ns[E]rr[A]nt3s, como o fragmento de um documento audiovisual científico mais extenso. para conectar essas duas peças-fragmentos-expansivas, fiz uso de um de meus personagens-coletivos de hacker[A]punk, o b[A]l[E]i[A]_pr[E]t[A]_h4ck3r.club3 (/baleia preta hacker clube/). clube este que é um grupo de hacker e makers de várias culturas e etnias, cuja finalidade é guardar os conhecimentos, as sabedorias, as artes e as técnicas da humanidade para que esta consiga ser reconstruida após a onda destruidora incentivada, institucionalmente, pelo “ministério anti-ciência degenerada” e realizada pela população fanatizada em suas “fogueiras pela paz”.

sugestão: assista primeiro ao cyborgue-curta-metragem made in brasília (https://youtu.be/gELVUanabGM), e deixe sua sensibilidade fluir por ele. depois assista, do mesmo modo fluido, as próteses audiovisuais INTRATUR (https://youtu.be/hZSbTzq4Fic) & s3ns[E]rr[A]nt3s (https://youtu.be/Z8kkSRLrWm0).

atenção: é muito importante que, ao final de cada prótese audiovisual (ou curtíssimo expansor), se pause o vídeo para poder ler, tranquilamente, a legenda que o segue. daí é só fazer as conexões entre todos os três e divertir-se com esse microverso cyberpunk.



"c0n.t4ng3r3 4nt3.c3d3r3 (/contangere antecedere/)" - Exposição EmMeio#13

[Exposição Internacional]
"c0n.t4ng3r3 4nt3.c3d3r3" (/contangere antecedere/):
autoinfecção imaginativa da pessoa artista e seu duplo que se condenam mutuamente a um eterno retorno criativo: “infecte a ti mesmo! imagina-te!”.
 
o texto foi inspirado no aforismo 341, “o peso mais pesado” de Nietzsche em seu livro “A Gaia Ciência”. e as colagens-personagens foram feitas com recortes de "jasão e os argonautas" (1963) e "nosferatus" (1922). além dos olhos recortados de outros filmes famosos, também foram utilizadas imagens tiradas da internet. o "morcego" é uma arte minha. e a voz também. 
 
foram utilizados softwares livres de código aberto para o tratamento das imagens (Gimp e Inkscape), do áudio (Audacity) e para a edição do vídeo (Blender e Kdenlive).
 
https://emmeio13.medialab.unb.br/c0n.t4ng3r3-4nt3.c3d3r3/

este é um experimento poético-filosófico audiovisual (curt[A]forismo) de colagem realizado por mim {léo pimentel – mEt[A]²rtᴉstA tr[A]nsmídᴉA da ᴉnc[E]rtƎzA}, que participou da web-exposição "Contaminações", que integrou o evento "Panoramas 2021" sediado na Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, entre os dias 15 e 18 de junho de 2021.

"Contaminações" contou com mais de 30 obras e performances de artistas brasileiros e estrangeiros. https://emmeio13.medialab.unb.br/sobre 

No contexto global da pandemia Covid-19, onde é questionado nossas organizações sociais, de saúde, econômicas, nacionais e transnacionais e que perturba nossas referências culturais, que papéis, possivelmente novos, a arte poderia desempenhar? A web-exposição EmMeio#13: Contaminações reúne uma miscelânea de trabalhos poéticos de artistas, coletivos e grupos acadêmicos, nacionais e internacionais, que respondem aos complexos problemas que surgiram durante a pandemia. A exposição propõe um tipo de contaminação pela cultura, à qual estamos suscetíveis de uma maneira ou de outra. As obras aqui apresentadas, explicitam a potência dos processos de fabulação da arte em explorar novas relações entre o humano e o mundo, em um planeta progressivamente contaminado, desde os mares, rios, solos e almas. 

Nesse cenário, estas obras refletem a capacidade da prática poética em ficcionar o real e especular as virtualidades, por meio de imagens, vídeos, performances e aplicações interativas. Trabalhos que nos ajudam a sobreviver a esses tempos conturbados, no qual somos ameaçados constantemente com o risco de novas contaminações, sejam elas por vírus, por pensamentos ou por práticas nocivas à humanidade. Este evento online é uma oportunidade para a comunidade em geral interagir, ver, ouvir e se envolver com os artistas, pois eles apresentam uma ampla gama de reflexões e propostas, para discutir sobre o lugar da criatividade em relação ao momento em que vivemos em um contexto histórico, inédito, e contemporâneo.

Artur Cabral (MEDIALAB BR da Universidade de Brasília), 2021
"Exposição EmMeio#13 - Contaminações
 
 

ou assista diretamente aqui:

 

INTRATUR (2021) & s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)

dois nanometragens realizados em 2021 como excertos ao meu curta-metragem "made in bsb" (2014):
INTRATUR (2021) & s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)

m[(0o)]m
 chamada para o lançamento:
 
 
m[(0o)]m

INTRATUR (2021)
 
arquivo nº. 301 - 663 - - - doc.nº. 3,14 
caso originado: CERRADO - - - data: 03/05/21 d.b.s. 
título: propaganda institucional da INTRATUR 
sinopse do fato: a capital do brasil, brasília realiza sua destinação: ser composta por uma população de pessoas 100% "made in bsb". 
detalhes: arquivo interceptado & descriptografado para fins de conhecimento público e aberto. 
autenticado por: bl[A]sfÊm[E]0_m1nt4g - - - b[A]l[E]i[A]_pr[E]t[A]_h4ck3r.club3

m[(0o)]m


s3ns[E]rr[A]nt3s (2021)

arquivo nº. 179 - 521 - - - form.nº. 3,14
caso originado: CERRADO - - - data: 14-04-21 d.b.s.
identificação: m1ntÉr1[A].cYb3r

sinopse do fato: uma s3ns[E]rr[A]nt3 demonstra como seu clã se desloca no espaço por meio do que chamam de "desnudamento transtópico". tal se dá pela exposição da pele ao ambiente & senti-lo pelos seus 13 sentidos. para assim conectar-se eroticamente com o s=cosmos & projetar-se por sobre o tecido do espaço-tempo. - - - sua vestimenta & adereços funcionam como amplificadores, são hardwares livres. por isso deixam para trás suas peças possibilitanto que quem as encontre aprendam como funcionam.

detalhes: fragmentos da filmagem da troca de saberes entre nós e xs s3ns[E]rr[A]nt3. arquivos recuperados da "grande fogueira pela paz" promovida pelo "ministério da anti-ciência degenerada" (2018 - 2022 d.c.).

autenticado por: n0turn0_br34ckpx - - - b[A]l[E]i[A]_pr[E]t[A]_h4ck3r.club3 

 


Cin'Surg[E]nte_[A]film[E]s no Dia de Vivência Libertária no OcupaçãO RIA (taguá - DF)


entre os últimos dias de janeiro e os primeiros de fevereiro deste ano, fiquei sete dias em casa na completa clausura. isso para eu ter certeza de que eu não estava contaminado e impedir qualquer possibilidade de contaminar alguém.

foi então que no dia 6 de fevereiro fui somar com no "Dia de Vivência Libertária" que aconteceu na OcupaçãO RIA em taguá (Taguatinga - DF).
 
vejam o vídeo:
  
https://youtu.be/b9MbrThHHyQ

nesse rolê seguimos as boas condutas solidárias de saúde para atravessarmos a sindemia. em segurança e em solidariedade na ocupa rolou :
  • troca de ideias e experiências sobre cinema punk, em que, num primeiro momento, eu puxei o debate falando das nossas experiências em realizar filmes não-documentais de modo punk, anarquista e hacker em nosso coletivo Cin'Surg[E]nte_[A]film[E]s. pra ilustrar essa troca exibimos o videoclipezine da música "Antifascista" (https://youtu.be/lYCLTQGzp40) da banda anarc@punk Revolta Popular (SP) e o meu curta "made in brasília" (https://youtu.be/gELVUanabGM). no segundo momento do debate, nosso compa yuri barbosa exibiu um de seus vídeos em que ele vem documentando o dia a dia insurgente das ações do COLETIVO RIA.
  • uma feirinha com exposição punk;
  • troca de ideias e experiências sobre veganismo anticapitalista e não industrial;
  • discotecagem com Valbert da banda Alarme;
  • e uma variedade deliciosa de rango vegan.
em solidariedade e apoio mútuo seguimos sem o menor niilismo e muito menos desejando apocalipses. não é porque parte da humanidade está ferrando tudo que desejamos que o fim alcance todos os seres desse planeta e o próprio planeta!

jamais abaixaremos a cabeça! jamais retrocederemos um passo!
vamos nos apoiar psicológica e materialmente!
 
 
***m[0o]m***
 
fotos por yuri barbosa:
 
























 

entrevista & curt[A]forismo no 9º FESTIVAL DO FILME ANARQUISTA E PUNK DE SP (dez.2020)




















no último dia phodástico 9º FESTIVAL DO FILME ANARQUISTA E PUNK DE SP, dia 06 de dezembro de 2020 às 15h, aconteceu uma entrevista comigo! por lá falei de minha experiência como ZINEASTA em nosso coletivo de desobediência audiovisual CIN'SURGENTE. depois dela aconteceu o lançamento de nosso curt[A]forismo [DES]LIVE (filme de coautoria eu e o grande Edgar Franco)


seminário: ENQUANTO O DIABO ATENTA... BRINCA UM CURT[A]FORISMO (nov.2020)

apresentação no 1º SEMINÁRIOS DE PESQUISA EM ARTES (PPGACV-FAV/UFG) acontecida no dia 27 de dezembro de 2020 às 15h50m.

nela apresentei o que será o artigo "Enquanto o Diabo atenta... brinca um Curt[A]forismo". escrito em parceria com ciberpajé (aka. edgar franco).

para se ter uma ideia do apresentado por mim nesta ocasião, eis o resumo expandido do futuro artigo seguido pelo curt[A]forismo:

resumo expandido

Nosso artigo dispõe o desenrolar de uma aventura criativa. Esta protagonizada pela coautoria, entre três artistas multimídia (dois deles que são os próprios autores deste artigo), cuja jornada é a solução inventiva de transposição de linguagens artísticas, ao mesmo tempo em que se identifica e se interpreta como tal fora realizada. Transposição midiática inventiva entre um texto (do Ciberpajé) para a música (ruidalização de pUnk[A]l_sUlUk) e desta para o vídeo (CurtAforismo de autoria coletiva de Edgar Franco, Léo Pimentel e Luiz Fers). E identificação e interpretação, também inventivas por considerar que, vulgarmente, cada linguagem tem seus próprios desafios internos de composição e de fruição, mas que, no entanto, ao serem conectadas umas com as outras, outros desafios emergem. Novos desafios exigem novas soluções, ou seja, para se cumprir tais exigências, somos impelidos a uma aventura fora de nossas zonas de conforto. E nada mais interessante do que dispor essa jornada como a descrição de uma metodologia própria de realização coletiva. Um método que se constrói à medida que se caminha; que se transpõem etapas, conjunta e colaborativamente. Um método-jornada que, à medida que se aproxima do coração das “terras estranhas”, mais nos sentimos atraídos por suas estranhezas. E como toda jornada tem um início, começamos fazendo uma apropriação interessada, livre e aberta de um desafio lançado por um dos maiores artistas na sétima arte, Jean-Luc Godard. Em seu Histoire(s) du Cinèma, Episode 3B: La réponse des formes. Une Image nouvelle, tal longevo cineasta lança uma ideia bem desafiadora: “Une pensée qui forme. Une forme qui pense” (em tradução livre: “Um pensamento que se forma. Uma forma que pensa”). Sem nos aventurar por uma análise profunda do filme de Godard, na tentativa de estabelecer encaminhamentos para o entendimento do que esse cineasta realmente quis dizer com essa ideia, simplesmente tomamos esse desafio para o solucionarmos desde nossos próprios termos. No entanto, é recomendável nos acercarmos de algumas precauções. Qual a noção de “forma” que mais nos interessa para devenvolver a ideia de “forma que pensa” (“Une forme qui pense.”)? É uma noção vinda da biologia? Da geometria? Seria uma noção vinda pelas discussões da filosofia da linguagem ou filosofia da arte? Ou, todas elas têm uma fração de um todo que nos interessa? Pois bem, é uma variação deste último questionamento que nos auxilia na criação de nossa própria noção de “forma” e, consequentemente, como ela pode ser considerada como algo que pensa e desde a qual um pensamento se forma: “uma forma que pensa é aquela que se coloca enquanto movimento que toma a forma de pensamentos”. Atravessado esse trecho inicial de nossa jornada, passamos pelos modos aos quais, essa nossa noção corresponde, ou se transforma, quando entra em contato com cada uma das nossas criações e, com cada uma de suas, e nossas, respectivas transposições: (T1 – autoria de um artista só) a dualidade entre dois polos que se complementam no aforismo criado por Ciberbajé, “Quem não dialoga com seu demônio interior, será devorado por ele”; (T2 – colaboração entre dois artistas) a negação da música que se quer ser reconhecida como música, através da ruidalização criada por pUnk[A]l_sUlUk a tal aforismo, para fazer parte do EP “Pós-quintessência”, como Aforismo III, projeto também do Ciberpajé; e, por fim, (T3 – autoria coletiva tríade) a cinematização pendular do Aforismo III como CurtAforismo “Quando o diabo atenta...”. Portanto, qual o movimento que adquirimos nessa jornada de aventura criativa? Qual o movimento que, para nosso processo criativo e poética visual, faz nossa “forma” pensar e se formar enquanto pensamento? Certamente algo que toda criança faz com prazer: brincar. O jogo é sua intenção primordial. A ludicidade é o seu gesto que aponta e abre caminhos. Não há criatividade sem um sorriso no rosto. Não há criatividade que não esteja sob o agir brincante. Ação esta cuja simplicidade pode ser encontrada em um balanço de criança; em um balanço reviravolta; um balanço que, ao chegar ao seu mais extremo local, retorna ao seu local inicial, para logo poder recomeçar seu caminho rumo ao extremo novamente. Um balançar brincante de pessoas criantes.


cUrt[A]fOrismo: Quando o Diabo Atenta...

vídeo: [03] {cYB.Pr1m:|:3ºfEix.pUls} - [A]t0s:|:de:|:[E]scUt[A] - pUlsO: t[A]ti[A]n[A] li0nç0 (jul.2020)

 


pulso de hoje:
TATIANA LIONÇO

acadêmica de ação direta :|: pontífice dos elos perdidos :|: resistência espiritual :|: posição de fé: herege :|: religião: não sou obrigada 

"não não seja.
não deva seu ser.
desobedeça a ordem do mundo que já existia
antes do teu nascimento".

[assim pregou pontífice dos elos perdidos - "contra a má-fé" (editora devíres, 2018)]


aqui é cYb0rgÂn1[A]:|:pr1m1t1v[A] (cyborgânia primitiva). um espaço que, ele próprio, tornou-se inteligente. e como toda boa inteligência, nela, não há centralidades. tudo é rede de conexões entre entidades inteligentes outras. inclusive o movimentar-se é uma destas entidades. desse modo, todes que por aqui se movimentam torna-se parte dessa rede.

foi o que aconteceu com pUnk[A]l_sUlUk. em sua trajetória, rumo à sua morte, no c[E]m1tÉr10:|:d3:|:[E]l[E]pUnKs (cemitério de elepunks), por aqui se está movimentando. e para tal, deve de sofrer uma mutação: tornar-se cYb10n7[E]. o que lhe gerou um custo: estar dentre um rigoroso feixe de pulsos. onde, em cada pulso, alguém se mostra a pUnk[A]l_sUlUk e diz tudo o que lhe é necessário ouvir, e não o que gostarias de escutar: [A]t0s:|:de:|:[E]scUt[A] (atos de escuta).

bem vindes a esse segundo feixe de pulsos. o quanto de escuta você é capaz de suportar?
- - -
 

 

eu em c!b3rp[A]j[E]l[A]nç4s II (nov.19)

e nos dias 23 & 24 de novembro de 2019, no espaço cultural Ruptura em goiânia, aconteceu o
Festival CIBERPAJELANÇAS II!



o festival de artes c!b3rp[A]j[E]l[A]nç4s II é uma produção do grupo de pesquisa Cria_Ciber (FAV/UFG) e do Ruptura Cultural. nesta edição contou com: exposição de arte dos integrantes do grupo; oficinas de vídeo/curtaforismo, fanzines, e quadrinhos; mostra de vídeos e de fanzines; lançamento da edição limitada do box da k[A]13UtUn 0v3rdr1v[E]; e performance do grupo Posthuman Tantra. 




- Dia 23 de Novembro - Sábado -

19hs - Abertura da Mostra Nacional de Fanzines e da Exposição de Artes; Cria_Ciber II.

montando minha videoinstalação "A NUDEZ", um cordel de maísa arantes em kinematização gambipunk por mim.
 

vídeo exibido:

apreciando as outras obras tesudas da exposição!

parando para apreciar os fanzines mais que phodásticos!


ArtZine “EXTINÇ(t)ÕES”
zine com obras dxs artistas que participaram das Ciberpajelanças II
https://issuu.com/gazyandraus/docs/zine_extin__es-para_ler
minha contribuição foi com a HQ experimental ancestro:|:gambi:|:punk chamada "mɨ₴†Ǝ’Яɨ[A]".
20hs - Mostra de vídeos Cria_Ciber e Convidados, Lançamento do DVD Ciberpajelanças II.

sentado no chão mesmo. pois não há coisa melhor do que apreciar confortavel e despojadamente realizações tão criativas! incluindo vídeos meus também, claro!


21hs - Mesa: Criando vídeos independentes, com Ciberpajé e Amante da Heresia.


-----------------------

- Dia 24 de Novembro - Domingo -

14hs - 16hs - Oficinas Gratuitas: Criação de vídeos/Curtaforismos; Fanzines; Quadrinhos.
 16hs - Lançamento do Fanzine "Extinção" com a produção dos integrantes do Grupo de Pesquisa Cria_Ciber. Mesa: Criando Zines, com Gazy Andraus e Jadson Júnior.

18hs - Performance k[A]13UtUn 0v3rdr1v[E]: lançamento do box (edição limitada de 10 caixas) h4ck1ng fAnt[A]smA & 0Utr[A]s brUx[A]r14s d0 c40s  
[caixa em mdf preta adesivada na tampa + ep h4ck1ng fAnt[A]smA & 0Utr[A]s brUx[A]r14s d0 c40s + zine sobre o ep + adesivo com a logo k[A]13UtUn 0v3rdr1v[E] + mini bloco de notas para anotar maldições anticapitalistas + boneco voodoo anti-opressores com instruções de uso de magia-preta + 4 card ritualisticamente desenhados por ciberpajé (a.k.a. edgar franco)]


 


 

(vídeo filmado por josé loures)

ep para ouvir na íntegra!

20hs - Performance do grupo Posthuman Tantra.

fazendo a abertura ruidosa: berimbau com pedal de distorção e teremin óptico...

emprestando minha pele e ossos para a m0rt3 em vestes g[A]mb1pUnk... 




saudando a todxs!

agradecendo de coração!
] fotos retiradas do site do ciberpajé - https://ciberpaje.blogspot.com [





quando falamos "eu penso que...", quem será que escondendo? a voz do pai? da mãe? dos/as professores/as? padres? policiais? da moral burguesa ou proletária? ou as idéias de alguém que já lemos? escutamos? ou...
 
[A]m[A]nt[E]:|:d[A]:|:h[E]r[E]sIA © Copyright 2009 | Design By Gothic Darkness |