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bem vindo e bem vinda. este é um labirinto herege: um desafio para medir a astúcia de quem me visita; um convite à exploração sem mapas e vista desarmada. aqui todas as direções se equivalem. as datas das postagens são irrelevantes. a novidade nada tem a ver com uma linha do tempo. sua estrutura é combinatória. pode começar de onde quiser. seja de uma imagem, de um texto, de um vídeo ou mesmo de uma música. há uma infinidade de escolhas, para iniciar a exploração, para explorar esse território e para finalizá-la. aproveite.

resenha criativa: HQEscultura "NATURAE - capítulo 1 - o sonho dos deuses" (ciberpajé)

"no alto da escala dos sem-sentidos, o ser humano, em tempos remotos, introduziu o "na natureza". infelizmente, ainda hoje, insiste em reintroduzir tal pretensão para fins de iludir-se, em ligeiros aumentos de poder. eis a ideologia do natural. ou, eis a natureza enquanto ideologia do humano. mas, não! o elemento humano não está "na natureza". ele é propriamente natureza. e esta, cujo maior poder é estar desdivinizada! já que deuses são a forma e semelhança da ideologia do humano. a natureza não tem características humanas, muito menos divinas. ela é tão somente um mesmo princípio paradoxal: gerar e terminar". 

foi essa filosofia-poética que me veio de inspiração necessária, como acréscimo, ao me deliciar com a maravilhosa HQEscultura "NATURAE - capítulo 1 - o sonho dos deuses" do grande auto-demiurgo transmidiático de ficção pós-humana, CIBERPAJÉ. esta é uma obra que invade nosso vazio, com uma potencia labiríntica para estontear qualquer contemplação aberta às sensibilidades que não lhe são mais das mesmas. no entanto, tenho que advertir que sua aurora crepuscular passará desapercebida para as contemplações alienadas. já que estas não sofrem mais impacto algum em relação a arte. a beleza da potência de NATURAE começa com um literal "mãos na massa": um cosmos e seus personagens tragos à existência material via o esculpir a matéria mesma. potência escultora que das mãos irradiam para os olhos. pois foi preciso enquadrar e, assim, fotografar o que existia ali, na frente dos olhos. mas tal irradiação não parou por ai! foi preciso esculpir a fotografia. retira-lhe os excessos da matéria que lhe sobrava, para então, atribuir-lhe saborosos salpicos de eterealidade. enfim, o material respirando ares frescos de imaterialidade. e nenhum ar puro imaterial melhor para ser respirado que aqueles acrescidos pelos orvalhos da palavra poética! esculpir a abstração em graus e refinamentos é a arte de ciberpajé, esta persona que é uma das mais magnífica escultura do eu realizado pelo próprio "eu que esculpe" edgar franco!

e como uma ironia brincante, compus uma imagem, com a abstração de uma gambiarra escultória minha, a D10LÉ1A DUCK V[A]D3R. esta se fez presente como ícone, não como presença, para recomendar e, ao mesmo tempo fazer um brinde-perguntante, de abstração para abstração, a tal obra-prima ciberpajeana!

[A]m[A]nt[E]:|:da:|:h[E]r[3]s1[A], um m3t[A]²rt1st[A]:|:tr[A]n5mÍd14:|:da:|:Í]nc[3]rt[E]s[A]

 

*** NATURAE está em Zanzalá - Revista Brasileira de Estudos de Ficção Científica (v. 5 n. 1 (2020): Imaginários contagiantes: fantasia, horror e ficção científica na era da COVID-19 ) que pode ser acessada aqui: https://periodicos.ufjf.br/.../issue/view/covid-19/493 ***

  

https://periodicos.ufjf.br/index.php/zanzala/issue/view/covid-19


 

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quando falamos "eu penso que...", quem será que escondendo? a voz do pai? da mãe? dos/as professores/as? padres? policiais? da moral burguesa ou proletária? ou as idéias de alguém que já lemos? escutamos? ou...
 
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