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bem vindo e bem vinda. este é um labirinto herege: um desafio para medir a astúcia de quem me visita; um convite à exploração sem mapas e vista desarmada. aqui todas as direções se equivalem. as datas das postagens são irrelevantes. a novidade nada tem a ver com uma linha do tempo. sua estrutura é combinatória. pode começar de onde quiser. seja de uma imagem, de um texto, de um vídeo ou mesmo de uma música. há uma infinidade de escolhas, para iniciar a exploração, para explorar esse território e para finalizá-la. aproveite.

"vOU-mE EmbOrA prA cYbOrgÂnIA" pOr cYbIOntE 0 - mItOlOgIA cYbIOntE


vou-me embora pra cyborgânia
lá sou rei anarquista
lá sou a sexualidade que eu quero
no espaço-tempo que escolherei
vou-me embora pra cyborgânia

vou-me embora pra cyborgânia
aqui eu não quero essa felicidade
lá a existência é risco e aposta
de tal modo delinquente 
que silvia rivera cusicanqui
quíchua e anarquista
nem precisa ser insurgente
da antifamília que nunca tive

e como farei barricadas
andarei com molotovs
montarei em coronéis
subirei pelas ruínas desse país
tomarei a liberdade nas mãos!
e quando estiver aborrecido
farei uma rave na beira do rio
para celebrar com a mãe-d'água
pra refazermos toda a história
que no tempo que eu civilizado
indígenas vinham me contar
vou-me embora pra cyborgânia

em cyborgânia tem tudo
está para além da civilização
tem caos, acaso e artifícios
para impedir a ordem e o progresso
tem tecnologia reciclada
tem energia para as máquinas à vontade
todos somos prostitutas bonitas
para todos por lá namorar

e quando eu estiver mais alegre
mas alegre de não ter jeito
quando de madrugada me der
vontade de me matar
— lá sou rei anarquista —
lá sou a sexualidade que eu quero
no espaço-tempo que escolherei
vou-me embora pra cyborgânia.


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reconstrução insurgente do poema de manuel bandeira, "vou-me embora pra pasárgada.







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