<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991</id><updated>2012-02-12T10:26:10.005-08:00</updated><category term='pensamento em ato'/><category term='revisionismo insurgente'/><category term='diabolus/desenho'/><category term='fragmento suficiente do método'/><category term='conversas patológicas'/><category term='tentáculos'/><category term='amante da heresia'/><category term='aculturação recíproca'/><category term='mitologia cybionte'/><category term='ruínas em ruídos'/><category term='escritação'/><category term='artifícios naturais'/><category term='história natural do traço'/><category term='vocabulário em revisita'/><category term='conversas marcianas'/><title type='text'>amante da heresia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-626187860975980973</id><published>2012-02-12T10:16:00.001-08:00</published><updated>2012-02-12T10:16:16.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruínas em ruídos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mitologia cybionte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>o princípio do mundo (mitologia cybionte)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1QJa6fs129A/TzgBdv_MOEI/AAAAAAAAAmg/HpZqZNhSzfU/s1600/o+princ%25C3%25ADpio+do+mundo+-+acaso+in%25C3%25A9rcie+e+artif%25C3%25ADcio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://3.bp.blogspot.com/-1QJa6fs129A/TzgBdv_MOEI/AAAAAAAAAmg/HpZqZNhSzfU/s400/o+princ%25C3%25ADpio+do+mundo+-+acaso+in%25C3%25A9rcie+e+artif%25C3%25ADcio.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;no princípio, este mundo estava em plena luz. da luz saía de tudo: computadores, televisões, videogames, eletrodomésticos; toda medicina, comunicação, segurança, economia e educação; o mundo inteiro nada seria sem a luz. no entanto, este mundo também estava na escuridão: petróleo! do petróleo também saía de tudo: estradas, plástico, pesticidas, batons; toda medicina, comunicação, segurança, economia e educação; o mundo inteiro nada seria sem petróleo. luz e petróleo eram os pilares da civilização. ou melhor, era o círculo motor da civilização. do círculo saíram três pessoas, uma chamada acaso e outras, que era sua filha e filho, um chamado artifício e outra chamada inércia. artifício tropeçou em um barril e repreendeu severamente com este. inércia, sua irmã, pediu ao pai acaso que desse um jeito no barril com que artifício havia repreendido. acaso cumpriu o pedido da filha, empurrou rolando o barril que em seu movimento começou a crescer. do tamanho de uma turbina hidrelétrica, ele disse ao filho:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– este barril já é potente o bastante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mais crescia e mais potente então o barril e já acaso não podia empurrar. o barril continuou a crescer. foi aí que artifício decidiu ajudar seu pai. artifício começou a rolar o barril. este cresceu tanto e se encheu de poder em forma de turbina hidrelétrica que formou o cosmos.&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;apareceu então depois luz. inércia curvou-se, vendo seu pai e seu irmão serem criadores de tão fantástica energia. artifício era inimigo da irmã, porque sabia que esta era mais sábia que ele. um dia artifício cortou a energia que gerava a luz e pediu a sua irmã encontrar a fonte do problema, para ver se seu pai acaso a matava. a irmã verificou os cabos de energia, reconectou a fibra ótica que logo se iluminou ficando bonita, e assim resolveu o problema. noutro dia artifício pediu à irmã ver o que tinha acontecido com a internet que estava fora do ar e contam que sabotou todos os servidores para matar a irmã. detonou então os servidores em cima d irmã, estilhaços de hardware foram lançados em sua direção, mas ela não morreu e saiu ilesa da sabotagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;artifício saiu daí, pensando que a irmã tinha morrido. no outro dia voltou artifício e encontrou com a irmã perfeitamente boa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quando artifício ia verificar o fluxo de megawatts da turbina hidrelétrica, mandou a irmã dar uma olhada no meio dela, para que morresse eletrocutada. artifício cercou a irmã de eletricidade. quando inércia, depois, viu a eletricidade envolve-la, entrou pela terra e quando a eletricidade foi descarregada, apareceu sem nada lhe ter feito a descarga. artifício zangou-se muito, vendo que a irmã não morria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;no outro dia, artifício voltou e foi para o laboratório de pesquisa. chegou. quando no laboratório, fez de energia solar um computador portátil e o carregou no bolso, deixando um plug de fora, na qual esfregou veneno.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;chamou a irmã e lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– vamos navegar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– vamos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;andou virando pelo cosmos e chamou a irmã:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– aqui está um computador portátil feito de energia solar, vem se conectar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aquele plug ia ser conectado na glândula pineal de inércia: já estava pronta para a conexão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;inércia introduziu o plug, mas não pode sentir o veneno, porque sua anestesia se confundia com o frio do metal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;conta, então, que a conexão envenenada a levou para uma realidade virtual incerta e sumiu-se. passava seu pai outro dia, por improváveis realidades virtuais, quando viu sua filha atravessar por uma porção delas. o irmão sabendo da notícia pegou um colisor de hádrons para criar um buraco negro que sugasse todas essas realidades juntas com a irmã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;inércia lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– não adianta nem tentar, porque até mesmo nestas realidades virtuais improváveis também há como modificar o estado do movimento inicial de todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o irmão desistiu e não criou buraco negro algum. o pai enquadradou umas coisinhas e atirou no chão que cresceram transformadas em dados. inércia pegou os dados e arremessou por todas as realidades improváveis ou não. contam que pelos resultados dos dados muita coisa patética aconteceu, depois também aconteceu muita coisa trágica; dizem que, então, que os dados ficaram viciados e patética acontece mais que a tragédia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;artifício ficou furioso. contam que quando viu que os acontecimentos patéticos se darem em maior quantidade, tentou elaborar uma teleologia, pois se patéticas as situações, ela deveriam ao menos ter algum sentido. ao ponto delas se tornarem até mesmo a tragédia primordial de todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;demorando muito a criar uma teleologia definitiva, ficaram umas científicas, outras religiosas e outras filosóficas. ao acaso e à inércia artifício disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– vocês são terríveis, tudo o que faço jamais deixa de ser arbitrário. não consigo me opor à aleatoriedade, indeterminismos e falta de finalidade de meu pai.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;à irmã que era sua inimiga e cuja crueldade tinha herdado do pai, lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– toda ação de força e de conjunto delas que utilizo contra você, minha irmã, somente resulta em movimento nulo. não consigo te matar nunca. vocês são o princípio irreversível do fracasso da luz e do petróleo; noutros tempos, em breve, o colapso da civilização. o caos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;conta-se que depois, acaso olhando para inércia e lhe direcionando um sorriso que é retribuído, e ambos vendo o quanto artifício se esforça por fazer algo, lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– ah, meu esforçado filho, você está a um passo de aprender que o caos é a única constância no cosmos. sim, a civilização é apenas mais uma forma do caos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel - 2012&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;reescrita &lt;a href="http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/cyb053-al-5u1uk-mi-m0vm3n70.html"&gt;cybionte&lt;/a&gt; do mito munduruku "o princípio do mundo"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/81369753/o-principio-do-mundo-versao-cybionte-2012"&gt;para download do texto clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-626187860975980973?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/626187860975980973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2012/02/o-principio-do-mundo-mitologia-cybionte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/626187860975980973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/626187860975980973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2012/02/o-principio-do-mundo-mitologia-cybionte.html' title='o princípio do mundo (mitologia cybionte)'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1QJa6fs129A/TzgBdv_MOEI/AAAAAAAAAmg/HpZqZNhSzfU/s72-c/o+princ%25C3%25ADpio+do+mundo+-+acaso+in%25C3%25A9rcie+e+artif%25C3%25ADcio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-2351453367936469489</id><published>2012-01-13T08:31:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T08:31:23.658-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><title type='text'>ronin quilombola</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hWWwHTfmGvI/TxBbU2q89zI/AAAAAAAAAk8/AoSpGSpU6Ok/s1600/ronin+quilombola.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://4.bp.blogspot.com/-hWWwHTfmGvI/TxBbU2q89zI/AAAAAAAAAk8/AoSpGSpU6Ok/s400/ronin+quilombola.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a quem interessar uma entrada, o jantar de hoje foi comida italiana. embriagado de tiquira, devorei cuidadosamente o príncipe de maquiavel! ao príncipe, personagem-conceito da filosofia política de maquiavel, opus-lhe um de seus mais terríveis inimigos/as: ronin quilombola. cada capítulo dele (renascença italiana) um capítulo meu (colonização luso-brasileira). cada tentativa dele de estabelecer as bases do principado (estado), uma organização em rebeldia minha (quilombo). a digestão foi melhor ainda! o texto “ronin quilombola”: uma análise herege, própria e liberta dos conteúdos e das interpretações que comumente se pensou um quilombo até os dias de hoje. é um texto construído com a organização espacial circular quilombola: pode-se começar à lê-lo a partir de qualquer capítulo. inclusive o último funciona tanto como uma conclusão quanto uma introdução. bom apetite!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;léo pimentel – 2012&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;à/ao magnífica/o ronin quilombola [des]conhecida/o, de ontem, hoje e de amanhã, saudações&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aqueles/as que pretendem o escândalo desejam a palavra sacrílega. ou seja, são condescendentes. declaram oposição numa hostilidade que nada despreza – esta bela ofensa pelo silêncio. para se reconhecer um/a inimigo/a é preciso estar disposta/o a respeitá-lo/a., pois se dispõem ao diálogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de minha parte, desejando, portanto, oferecer uma perfeita insolência, sinto-me completamente inocente ao negar a existência daquilo que refutarei, com isso recuso-lhes as honras de uma polêmica. ignoro, a seguir, qualquer ideia de natureza. ignoro, portanto, qualquer possibilidade de se ser moral ou imoral, já que, para ser, tanto um quanto o outro, é preciso confrontar-se com algo que exista. portanto, a partir daqui, não se viola qualquer natureza humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;leia o texto na íntegra clicando neste link:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/78159579/ronin-quilombola"&gt;&lt;b&gt;http://pt.scribd.com/doc/78159579/ronin-quilombola&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-2351453367936469489?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/2351453367936469489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2012/01/ronin-quilombola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2351453367936469489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2351453367936469489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2012/01/ronin-quilombola.html' title='ronin quilombola'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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src="http://2.bp.blogspot.com/-QZoo4XiHRQQ/TtZnBW2m8jI/AAAAAAAAAj4/r8T9TPak8Mc/s400/pensar+e+uma+fun%25C3%25A7%25C3%25A3o+social+-+uma+inimizade.jpg" width="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;pensar realmente dói? causa sofrimento para pensantes? porque a insistência em grupos de pesquisas, de estudos, de discussão, etc.? são grupos de autoajuda? de apoio mútuo entre sofridos e sofridas? ou, é impossível pensar só? ou ainda, há um dever de se pensar coletivamente? o que significa isso? controle para a permanência social? no momento não importam as perguntas "de onde vem" e "para onde vai", o que importa é que pensar certamente é virtualmente um inimigo da cultura!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;6.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;diferença: cumprir uma função social é radicalmente distinto de ser uma. o cumprimento é antes de tudo algo pré-estabelecido. algo estratégico e tático para a defesa desta ou daquela sociedade. já ser função social é um trazer novidades que não ameace a sociedade em questão. uma é instrumento e manutenção, outra é permanência indefinidamente no tempo, duração. pensar não é uma nem outra. se pintada como visão de mundo, é tornar-se cumprimento funcional. se pintada como reflexão, é tornar-se propriamente funcionalidade. ambas uma declaração de guerra contra a nudez, a crueza e a selvageria que é pensar – portanto, que é não-ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;7.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;um preconceito comum: filósofos/as pensam! preconceito por concebê-los/as previamente como algo maior que uma função social; por concebê-los/as, não só como cumpridores/as de uma função social qualquer, mas como a mais elevada das funções humanas! comum por elegê-los/as como como preocupações universais e compromissos com a verdade. ah, quantos/as filósofos/as não são estratégias nem duração de uma sociedade? quantos/as filósofos/as se identificam com seus pensamentos de forma nua, crua e selvagem? e a filosofia? cumpre ou é uma função social? desloquemos novamente: um filósofo ou uma filósofa cumpre ou são uma função social? ardilosamente em fuga do social para a humanidade. caso contrário, não teríamos uma história de 25 séculos de ressuscitar mortos/as na tentativa de trazê-los/as ao ser; de elevá-los da condição de não-seres, existências fugidias, efêmeras, finitas e cambiantes como pensar, para a condição de seres, desejo de imortalidade, de eternidade e de imortalidade como os cumprimentos e as funções sociais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;8.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;um interessante exercício da inimizade entre pensar e função social são os jogos e festivais do povo kaxinawa (indígenas do leste peruano): aquilo que será negado, e logo abandonado, é primeiro encenado. inimizade pela mimese (damiain – brincar com inversões): tornar-se temporariamente a alteridade onde não há distância entre o olhar e a participação – sempre corpo presente. sendo assim, se encenado o pensar, um pensamento somente pode ser gerado por um corpo pensante. quando este está doente ou enfraquecido o pensamento é visto como algo independente. como um vírus à solta que deve ser reintegrado ao corpo como anticorpo. pensar é morar no corpo e, se concretiza enquanto pensamento, apenas por meio dele. pensar é ser corpo-pessoa, em todo o seu ridículo, patético e grotesto. pensar é ser corpo-pessoa em seu aumento hiperbólico, como nos jogos e festivais kaxinawa. pensar não é nenhum comportamento divino. é risível, escatológico, erótico e obsceno. só se pensa por desmedida – como no puinkimei (provocação masculina dirigida às mulheres onde se mostra a bunda), no xebi itxa (homens insultam a vagina) e no hina itxa (mulheres insultam o pênis). caso contrário, se cumpri ou se é função social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel - 2011&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8684981760567927304?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8684981760567927304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/12/pensar-e-funcao-social-uma-inimizade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8684981760567927304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8684981760567927304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/12/pensar-e-funcao-social-uma-inimizade.html' title='pensar e função social - uma inimizade'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QZoo4XiHRQQ/TtZnBW2m8jI/AAAAAAAAAj4/r8T9TPak8Mc/s72-c/pensar+e+uma+fun%25C3%25A7%25C3%25A3o+social+-+uma+inimizade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-281475545758926061</id><published>2011-11-29T07:46:00.001-08:00</published><updated>2011-11-29T09:40:33.977-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritação'/><title type='text'>suicida imaterial: identidade entre não-ser e pensar</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KBoAFP_vO9s/TtUWnGfzP2I/AAAAAAAAAjw/-h5iX8hJujU/s1600/suicida+imaterial.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-KBoAFP_vO9s/TtUWnGfzP2I/AAAAAAAAAjw/-h5iX8hJujU/s400/suicida+imaterial.jpg" width="307" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;serias capaz de suicidar sua própria obra? serias capaz da autossatisfação? serias capaz de trocar o autoconhecimento pelo autoreconhecimento? serias capaz de identificar seu pensamento com a própria finitude de teu corpo? serias capaz de sofrer coletivamente o drama de uma única pessoa?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;ah, parmênides! grande ilusionista! grande realista! “pois o mesmo é pensar e ser”. neste ilusionar e realizar se estabelece um contrato unilateral – situação humilhante. pois pensar não é uma forma de vida. muito menos uma forma de ser. nele contém uma impossibilidade: pensar o pensar enquanto ser sendo. como se pudéssemos viver a morte. como se pudéssemos ser vazio. pensar é sempre um ato suicida. é sempre um ato de realização daquilo que se é: não-ser. pensar é destituir-se do mundo. constrói-se algo exatamente pela impossibilidade de se ter algo construído. no entanto, como já disse, estamos impossibilitados/as ao vazio. este sedutor reconfortante. pensar é sempre uma aceitação do não-ser e uma identificação com tal. afirmação irreversível e patética por negar qualquer forma heroica de estar-aí. &amp;nbsp;pensar é um acidente, um ato inautêntico. incoerência insolúvel. somente possível enquanto conflito, confronto. pensar jamais é assumir a plena responsabilidade de ser. é um estar selvagem e bárbaro longe de qualquer função edificante do fantasear. pensar é uma ofensa perpétua e inextirpável; um vencedor invencível contra o ser, por isso odiado, pois é um não continuar imóvel e atingível. pensar é optar pela predação generalizada impura; oposição à edificação cotidiana; impossibilidade da verdade ou da justiça; inimigo radical de toda medicina, jurisprudência, psicologia e igreja – pensar não é um ato sanitário; é um crime; não é um estar-fora-de-si-mesmo; é uma blasfêmia e uma impiedade. pensar é uma reapropriação do não-ser constitutivo. por isso que pensar dói tanto – um luxo extremamente dolorido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;há um único valor positivo no sofrimento: tornar os outros responsáveis. a dor dos outros é uma solução mágica para minha dor. o que torna a autossatisfação algo péssimo; uma impossibilidade por si mesma. cada rosto que se apresenta para mim é apenas o sem-rosto da monstruosidade do reconhecimento alheio. o sem-rosto me quer aí para que eu continuamente esteja insatisfeito. estranho mérito surge disto: sofrer. a este tecem os mais belos e pomposos elogios e reconhecimentos. do mesmo modo que se fazem com os mortos. pois se, enquanto vivo, ou enquanto permanentemente autosatisfeito incomodo cada rosto. não há mérito algum no autoelogio e no autoreconhecimento. deve-se sacrificar. deve-se sofrer. deve-se assinalar todos os aspectos da organização do ser. mérito ou demérito algum, já que o sem-rosto é a pantomima social de um controle que não se possui e que não se pode possuir. cada rosto quer ser reconhecido como um narciso ao contrário – sutil forma de autoagressão: optar pelo autoconhecimento e não pelo autoreconhecimento. sofre e ser, sim, são a mesma coisa. quanta gente é capaz de renovar a ilusão de pensar, clamando para que valorizemos seu esforço para tal? autossatisfação nada tem a ver com algo que recebo ou eu faça ao sem rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;a indeterminação do pensar gera necessariamente uma defesa do dever-preservar-se. preservar-se por otimismo ou preservar-se por pessimismo. duas reações contra o cru, portanto contra o pensar. este que nada tem a ver com reflexão. refletir é tentar estar seguro; é sistematicamente ocultar o cru fundamental – o inconstruível. necessidade pulsional do corpo em questão. pensar é a própria dissolução do problema do sentido das coisas. pensar é como chover. ninguém chove, no entanto, chove. ninguém pensa, no entanto, pensa. ah, quanto ilusionismo e quanto realismo (estes irmãos gêmeos) são capazes de assassinar um corpo sem que este seja um pensamento?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;3.1.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;zizekianamente falando, faz-se capaz de viver a morte de si mesmo; faz-se capaz de viver a destruição do planeta; faz-se capaz de ver um mundo sem ninguém; no entanto, faz-se incapaz de viver num mundo sem civilização/barbárie/capitalismo. toda esta capacidade é vivida como dramas individuais – tudo o que é coletivo deve-ser vivido apenas individualmente. toda a incapacidade é viver coletivamente o drama de um único indivíduo. se assumo tal como minha mais própria capacidade, me torno aquele indígena que ao ser assassinado, todo o seu mundo desaparece com ele sem deixar rastros – língua, cultura, hábitos, pensar. um mundo comigo e tu sem civilização/barbárie/capitalismo é possível enquanto, eu e tu, somos pensares. lembremo-nos! nada há de identidade entre ser e pensar! sim, entre cru e pensar. onde a crueza, ou seja, o maior ato de crueldade é eu ou tu cometer um suicídio imaterial: não dar a menor importância para o reconhecimento do sem-rosto; dar a maior importância à autossatisfação – esta que fora declarada inimiga por tudo o que afirma uma verdade (religião); que afirma que tudo é falso, ou vazio (niilismo); que afirma ser agnóstico ou cético. pensar é estar nu e selvagem; abrigar-se livre em sua solidão; colocar-se fora da linguagem, cujas mensagens são indiferentes a qualquer que venha recebê-las. endolinguagem, como a do último indígena. um pensamento sendo ao mesmo tempo uma mensagem trocada e a negação de toda mensagem – como a linguagem acontece nos cantos dos caçadores guayaki cujas falas não são um colocar os outros em jogo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;3.2.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;a europeidade que temos a obrigação de digerir é, antes de tudo, um tornar-se completamente exterior. nela pensar é apenas meio de comunicação e informação; é servir-se de; é mero instrumento que se caminha com; é algo que sobrevive além de quem pensa; é ser. e nós, não-seres? que nos reconhecemos em nossos louvores a nós? pensar é suicidar-se constantemente até um suicídio final – ser suicidado também é válido. pensar é colocar-se fora da individualidade e recusa da troca que funda o reconhecimento como eu e o conhecimento do tu. vigorosa intensão contra a regra geral do indivisível de ser indivíduo. pensar é uma dedicatória apenas para quem pensa. no entanto, quem pensa não é uno (falar sozinho), nem duplo (diálogo); sim, um múltiplo não-ser que jamais se identifica com um vazio grávido de possibilidades. ao recusar o reconhecimento pelo sem-rosto, torna-se uma legião; torna-se multípluo – recusa de ser indivíduo (moderno/civilizado/capitalista) e atentado contra ser divíduo (múltiplas personas isoladas uma das outras).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;semejante a un aché (guayaki) / el excelente pájaro cazador / se volvió un aché.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;el que me perforó el labio, / el de la flecha con pluma de cañón blanco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[cancão de airagi (pessoa cuja alma tem algo de bárbaro)]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;5.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;ao pensar atingimos o cru. caso contrário, a banalidade e a sedução pelo vazio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;léo pimentel - 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-281475545758926061?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/281475545758926061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/suicida-imaterial-identidade-entre-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/281475545758926061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/281475545758926061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/suicida-imaterial-identidade-entre-nao.html' title='suicida imaterial: identidade entre não-ser e pensar'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KBoAFP_vO9s/TtUWnGfzP2I/AAAAAAAAAjw/-h5iX8hJujU/s72-c/suicida+imaterial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-872013418803050275</id><published>2011-11-25T08:38:00.001-08:00</published><updated>2011-11-25T08:42:42.968-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vocabulário em revisita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fragmento suficiente do método'/><title type='text'>vocabulário: revisionismo insurgente e pluralética</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rZK3P5xK5v0/Ts_FBsIbkXI/AAAAAAAAAjo/abijAOgZ5W8/s1600/revisionismo+insurgente+e+plura%25C3%25A9tica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://3.bp.blogspot.com/-rZK3P5xK5v0/Ts_FBsIbkXI/AAAAAAAAAjo/abijAOgZ5W8/s400/revisionismo+insurgente+e+plura%25C3%25A9tica.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;revisionismo insurgente&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;: antes de tudo, uma assertiva: reescrever a história! “hasta que los leones tengan sus proprios historiadores, las histórias cacería seguirán glorificando al cazador” (provérbio africano). reescrita por retirar da história seu designador rígido ideológico de “processo superador” (erro e fantasma ideológico). insurgente por irromper da cotidianidade em sua condição única, incomparável, irrevogável e irrepetível. livre do engajamento em história (nem passado perdido nem futuro a instaurar). livre da tentativa de tradução de “processos históricos” para o mundo cotidiano (passageiro e desastroso). cada ato individual é uma abertura a-histórica desprendida de “espírito de época”. é um recolocar (adequação a nada). é um produzir outra realidade (fracasso do controle prático e fracasso do controle intelectual). é seu elemento construtor e destruidor que se manifesta nos gestos do dia-a-dia. meio que revisa a história para alcançar algo além da história mesma. não um além de qualquer outra ordem. sim um processo de estrutura complexa em muitos níveis não lineares. ruptura com a unidimensionalidade do pensamento histórico ocidental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;pluralética&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;: desobediência epistêmica própria da interculturalidade da américa-latina (reivindicação indígena de direitos epistêmicos). desobediência lógica (instantaneidade e artificialidade) contra os domínios da oposição maniqueísta interna aos conceitos – em sua concepção básica moderna (retórica triunfante de salvação e boa vida para todos/as) e eurocentrada (forma de pensar fundamentada no grego e no latim). resitência invisível plurilógica além da dialógica (interpenetração de contrários) e do discurso triunfante (passagem da quantidade à qualidade) da síntese como ação recíproca da tese e da antítese. constituição de um domínio aberto a todas as possibilidades de inexistência de natureza; de todas as possibilidades dos agregamentos tanto fortuitos quanto artificiais (estado de acaso, utilização de acaso, faculdade de utilizar o acaso); de todas as possibilidades de violação das “naturezas” instituídas; e de todas as possibilidades de se prescindir de qualquer referencial ontológico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-872013418803050275?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/872013418803050275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/vocabulario-revisionismo-insurgente-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/872013418803050275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/872013418803050275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/vocabulario-revisionismo-insurgente-e.html' title='vocabulário: revisionismo insurgente e pluralética'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rZK3P5xK5v0/Ts_FBsIbkXI/AAAAAAAAAjo/abijAOgZ5W8/s72-c/revisionismo+insurgente+e+plura%25C3%25A9tica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8770529863201885239</id><published>2011-11-21T07:18:00.001-08:00</published><updated>2011-11-21T13:10:01.976-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>a fermentação da tragédia proveniente da embriaguez na cauinagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QwrhtCtmDyo/TsptTzdFHJI/AAAAAAAAAjg/zlFgA_r1wuE/s1600/a+fermenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+da+trag%25C3%25A9dia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-QwrhtCtmDyo/TsptTzdFHJI/AAAAAAAAAjg/zlFgA_r1wuE/s400/a+fermenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+da+trag%25C3%25A9dia.jpg" width="286" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;introdução, ou ingestão: como era gostoso o meu alemão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;em minha guerra contra a europeidade moderna e cristã&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;, há muito deixei de ser um realista acomodado, para correr os riscos de ser um guerreiro indígena, arcaico e desconhecedor de deus e de outros ídolos. minha declaração de guerra nada tem a ver com hierarquia de exércitos ou belicismos – ambas expressões mesquinhas. minha guerra é a inútil luta trágica contra o patético estrutural que é o existir. guerreiro trágico ôntico inutilmente lançado contra o cômico ontológico. nesta inutilidade, fui a busca daquele que poderia me colocar dentro da europa, para que, eu pudesse travar minha guerra e retomar de assalto tudo o que me interessasse – como o belíssimo manto tupinambá, por exemplo. escolhi, então, cuidadosamente o aliado. no entanto, eu não poderia escolher qualquer um, pois este deveria saber que, ao final de sua ajuda, eu o devoraria para absolver toda a sua vitalidade e coragem. o aliado deveria saber que eu apenas o usaria para fins culinários. o que decidiu minha escolha foi uma mensagem lançada ao futuro, por um homem que há muito nasceu póstumo. sua mensagem foi a seguinte: “sê ao menos meu inimigo!”. “deve-se, no amigo, honrar ainda o inimigo. podes acercar-te de teu amigo sem passar para o seu lado? no amigo, deve-se ter o melhor inimigo. deves com o coração estar mais próximo dele, quando a ele te opões.” – assim falou zaratustra, “dos amigos” (f, nietzsche). ahá! eis o homem! meu melhor inimigo a ser devorado! que assim seja! a crônica de vingança a seguir é uma digestão de proteína à proteína, uma reescrita digerida e defecada do texto desse saboroso alemão friedrich nietzsch regada à muito cauin: “o nascimento da tragédia no espírito da música” &amp;nbsp;(die geburt der tragödie aus dem geiste der musik, 1872).&amp;nbsp;bom apetite e boa bebedeira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;____________________&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;vocabulário:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;cauinagem&lt;/b&gt;: cerimonia indígena dedicada à obtenção da embriaguez mediante a beberagem do cauin. realizada em rituais antropofágicos, em rituais de passagem da juventude à fase adulta, em casamentos, funerais, e outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;cauin&lt;/b&gt;: bebida alcóolica obtida da fermentação por insalivação da mandioca ou do milho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;estética da crueldade&lt;/b&gt;: a erotização com algo em toda sua crueza, sem que este tenha sido previamente estetizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;fermentação por insalivação&lt;/b&gt;: técnica indígena de fermentação onde mulheres indígenas mascam a mandioca ou o milho e suas salivas servem como elemento fermentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;natumortaleza&lt;/b&gt;: o mesmo princípio que nos gera, também nos mata. (julio cabrera).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;nonombziá&lt;/b&gt;: herói demiurgo, herói criador da tradição do povo jabuti, nascido de uma fecundação mágica – sua mãe tem um filho e imediatamente fica grávida novamente – nasce enquanto sua mãe morre. os urubus vêm comer o cadáver da mãe e o levam para o céu. o herói rouba uma das vestimentas-personas (capa de penas que os urubus usam para voar) e foge do céu com todo o conhecimento da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;regime etílico&lt;/b&gt;: modo como se trata culturalmente a bebida alcóolica. o lugar em que esta ocupa na cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;___________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;a fermentação da tragédia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;1.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;daremos um salto qualitativo importantíssimo no agir político ao chegarmos, não só à compreensão lógica, mas ao embriagante conhecimento de que a qualificação dos feitos está ligada à estética da crueldade, de maneira que esta se torna uma erótica. assim, indo em direção a uma política onde tanto a ética quanto a estética, ambas cruas, portanto cruéis, tornam-se erótica – fermentada por insalivação. a bela escuridão da noite, onde brilha a cauinagem em sua festa, antropofagia e bebedeira, todo um mundo de sonho, de guerra não belicosa e de conquista tupinambá do revolver da vida, em cuja realização homens, mulheres e crianças são eróticos perfeitos em sua embriaguez, é a condição de existência para todo o agir político, e também de parte crucial da autodeterminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;2.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;até aqui vamos considerar o momento civilizatório e seu contraste, a cauinagem, como forças eróticas e patéticas que emergem da existência sem medição afirmativa do agir humano, e nas quais se contentam, por enquanto e de modo direto os seus impulsos embriagantes, por um lado como mundo configurado pelas crônicas de vingança, de inimigos devorados e de crânios estraçalhados, pelos sonhos de guerra, não como belicosidade, mas sim como devir histórico, por outro lado como verdade embriagadora de que não se tem conhecimento nem de deuses, nem de ídolos, apenas poligamia, canibalismo, nudez e bebedeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;3.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para que possamos compreender esta estética da crueldade que se torna erótica, portanto base de todo nosso agir político devemos tirar, uma por uma, as aversões litúrgicas ocidentais à fermentação por insalivação. é preciso positivar esta. é preciso levar ao status filosófico o apodrecer – como o fizeram os/as tupinambá e os/as asuriní. o apodrecer pela fermentação por insalivação é privilegiado por ser a chave de nossa relação para com o mundo mortunatural, relação esta que sempre se apresenta como predação. é na fermentação exatamente que se encontra uma espécie de “pureza” da condição humana. no fermentado, a exemplo do cauim, não se tem apenas uma busca pelo lúdico da embriaguez, mas um construir, destruir e reconstruir cotidianamente nossa humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;4.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;por mais certas que nos pareçam as metas de vida “civilizada” e a de vida pela cauinagem, a parte desperta e a parte adormecida, a primeira como a mais preferida, mais digna e importante do agir político, como a mais merecedora de ser vivida e mesmo considerada como a única a ser vivida, quero eu, apesar de toda aparência de paradoxo e lutas contínuas em com reconciliações somente periódicas, sustentar que não há nenhum misterioso fundo em nosso ser, cuja manifestação somos, a valorização contrária da cauinagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;5.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;agora estamos em frente ao como de minha investigação, que tende ao conhecimento da erótica, ou da estética da crueldade e de seu agir político, pelo menos à compreensão, cheia de embriaguez, daquela falta de mistério. as fontes da existência sempre podem estar contaminadas ou impróprias para a vida positivada – no entanto, eis o vácuo existencial. não há fonte alguma! é neste acaso que procuramos substitutos para essa falta de fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;6.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o que é porém, a cauinagem tupinambá e de outros povos em comparação à epopeia atual da europa e dos estados unidos da américa totalmente civilizada? a cauinagem é para mim, inicialmente, um espelho embriagado do mundo, como uma festa original, fermentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;7.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;convidemos para nossa cauinagem todos os princípios fermentados por insalivação até o momento. tomemos que a fermentação da tragédia não possa ser explicada nem pela consideração da inteligência guerreira tupinambá, nem da perspectiva de quem pode se entregar às festas da cauinagem como civilizado de segunda ordem – ser já brasileiro. na bebedeira selvagem se consola uma etnogênesis profunda, o único apto para todas as dores, sejam elas as mais suaves, sejam elas as mais cruéis, que com a dança, com a antropofagia e com a narrativa embriagada fitou o terrível, por ser patético, impulso de destruição do que se chama história mundial. da mesma forma perceptiva que fita-se a crueza da natumortaleza, encontrando-se em perigo constante de ansiar por uma moral afirmativa do viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;8.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tanto o tupinambá quanto o filósofo trágico ocidental são um anseio dirigido à embriaguez e à natumortaleza. a constituição posterior de fermentadores da tragédia é a atualização cotidiana dos mitos em que a fermentação por insalivação é a origem da cultura. como no mito jabuti do roubo do feijão e do milho por nonombziá, ou na mitologia asuriní, do pará brasileiro, onde são os urubus, por serem animais carniceiros, que ocupam a posição de dono original do fogo (onde um homem teve de se casar com personagem feminina urubu para se ter acesso à cultura). tal atualização tornou-se necessária. a fermentação destes que atualizam é condição de todo conhecimento trágico e patético, símbolo de todos os povos embriagados na cauinagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;9.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tudo o que chega até a pele civilizada da embriaguez, no regime etílico ocidental cristão, ou na falta dele no islamismo, se apresenta-nos como algo simples, transparente e belo. a vida como algo não trágico e não patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;10.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o trágico e o patético da cauinagem tinha por assunto, em sua forma mais primordial de destruição, construção e reconstrução cotidiana de sua humanidade, o devir histórico de guerrear, devorar inimigos e morrer. o sofrimento virtual, líquido e espumante dos tupinambás era a própria loucura da liberdade. só há liberdade, ou esta só é possível, se louca! todo sofrimento de guerreiros e heróis vivificado na cauinagem era a busca louca pelo aligeiramento e leveza do corpo, embriagar-se com o máximo de cauín possível e logo vomitar, é o escapar da tragédia e da comédia da humanidade em sua condição temporal, e não em sua essência ou em sua natumortaleza. da fermentação faz-se memória e cultura num jogo de soma zero: todos os seres no mundo exercem uma predação generalizada; todos buscam sua cota finita de substância vital existente no cosmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;11.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a cauinagem geradora da estética de crueldade e da erótica como agir político pereceu diferentemente de todas as outras espécies de embriaguez irmãs (as órguias helênicas e as bacchanalias romanas), contemporâneas à ela; a cauinagem pereceu como suicídio da parte feminina da comunidade, isto em virtude de um conflito insolúvel, a misoginia e a temperança dos missionários cristãos aliadas a parte masculina da comunidade representadas pelo xamã e seu tabaco. isto quer dizer que morreu tragicamente; enquanto que todas aquelas irmãs morreram pateticamente em idade avançada, sofrendo a morte mais calma e mais agradável possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;12.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;retirada a loucura e a embriaguez da liberdade e reedifica-la em termos puros, lógicos e novos, sobre a base do agir político, do realizar estético da crueldade e da erótica do mundo sem a cauinagem nos revela como claridade ofuscante. a predação humana deixa de ser o devir histórico e torna-se belicosidade inteligível. torna-se um agir político não-erótico e bélico. com uma estética higienizada e uma ética afirmativa a fim de ser uma predação bela e justificável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;13.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;desenvolvimentismo e cristianismo, adversários do agir político erótico e embriagado da estética da crueldade da cauinagem. o cristo moribundo tornou-se ideal novo, nunca dantes visto por pindorama, dos novos convertidos (indígenas catequisados) e da nobre juventude colonizadora. o brasileiro, jovem povo mameluco, prostrou-se, diante toda a europa, com toda a dedicação fervorosa de sua sensibilidade à concessão de honrarias por parte dos europeus, ante o desenvolvimentismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;14.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;imaginemos agora o grande olho ciclópico de cristo sobreposto ao do desenvolvimentismo voltado para a cauinagem, aquele “olho da providência” no qual seu brilho é a inteligibilidade absoluta, no qual jamais brilhou a embriagada loucura de arrebatamento erótico. a veria como algo muito primitivo, selvagem, irracional e imoral em seu esquematismo lógico, ora maniqueísta, ora dialético, cristalizou-se a tendência civilizatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;15.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na picada destas últimas interrogações, cheias de embriaguez cruel, deve-se desocultar agora como se estendeu a influência colonial/civilizatória/moderna até o presente momento, e, mais ainda, por todo o futuro, semelhante a uma aurora ofuscante à bela escuridão da noite em que se teve uma grandiosa cauinagem, que aumenta a intensidade do brilho, pela posteridade, como a mesma obriga sempre novamente a obrigação do trabalho e da produtividade: no entanto acabam por morder o próprio rabo – então abre caminho na mata a nova forma de conhecimento, o conhecimento trágico e patético que, para poder ser suportado, necessita de um novo regime etílico como defesa e sanativo: a cerveja nas partidas de futebol e no churrasco – símbolo da vitória do fator masculino europeu na guerra contra a expansão da consciência e dos sentido e contra a liberdade e o riso permitidos pela ebriedade – fator feminino indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;16.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;procurei mostrar, mediante a situação histórica da guerra da colonização contra a loucura da liberdade, que a erótica enquanto estética da crueldade do agir político morre pelo desaparecimento da embriaguez pela cauinagem, com a mesma certeza com que a liberdade somente pode nascer por intermédio da mesma embriaguez louca. não é possível deduzir do agir político a erótica da estética da crueldade, segundo categorias lógicas, estéticas ou éticas afirmativas, a cauniagem vivencialmente se deseja agir; só se deduzirmos da loucura da liberdade é que entendemos a alegria na destruição do indivíduo (guerra não bélica, vinganças e inimigos devorados) como o próprio devir histórico humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;17.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;todo agir político da erótica estética da crueldade deseja convencer-nos da eterna tragédia e comédia da existência, não devemos, entretanto, procurar tal trágico sem o tal patético nos fenômenos, mas sim ambas íntegras atrás dos fenômenos. devemos reconhecer que tudo aquilo que existe está em dolorosa imersão, assim vemo-nos na obrigação de encarar os males e os tropeços da existência individual – e apesar disso não nos devemos sóbrios; um consolo ébrio metafísico tira-nos apenas momentaneamente do apodrecimento, ou do deixar apodrecer, ou do apodrecer pela fermentação por insalivação de nossas vidas. a luta, a dor, a destruição, o cômico dos fenômenos e o devorar o inimigo nos apresentam como necessárias, em vista das reduções e asujeitamentos de inúmeras formas de existências, que se apresentam para tomar status de vida em si mesma, como a única digna de ser vivida, em virtude da fermentação demasiada da loucura da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;18.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;toda a brasilidade está contida na rede da cultura cristã e desenvolvimentista e conhece como ideal o homem sóbrio, moderno, trabalhador e teórico. tal cultura necessita da classe de todo tipo de subalternos para poder subsistir – de escravos/as cínicos/as, trabalhadores/as resignados/as, “minorias” e “vulneráveis”; mas ela nega, em sua concepção afirmativa da vida e otimista da existência, a necessidade de tais subalternos/as com políticas públicas e belas palavras sedutoras e tranquilizantes como “dignidade humana”, “direitos humanos” e “trabalho digno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;19.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é impossível desenhar com pinceladas mais vibrantes o conteúdo mais ocultado dessa cultura brasileira do que ao mostra-la enquanto cultura da ordem e do progresso. a ordem e o progresso estão edificados sobre princípios iguais à cultura da colonização cristã e desenvolvimentista moderna da europa à época do “descobrimento” e da colonização. a ordem e o progresso é o nascimento do/a brasileiro/a sóbrio/a, moderno/a, trabalhador/a e teórico/a, da mestiçagem pacífica, não do resultado trágico e patético do choque entre culturas. um dos fatos mais estranhos nesse ordenamento progressista é que ambos se tornam um prazer cômodo em uma verdade terrível, cômica e dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;20.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;deveria se julgar uma vez, sob a supervisão de ancião das aldeias, de velhos guerreiros de “corpos riscados” (que já mataram e devoraram seus inimigos) e de velhas “feiticeiras” (fabricado muita bebida fermentada mascando mandioca e milho), em que época em que pessoas têm lutado com maior coragem e embriaguez a brasilidade para aprender com as cerimônias etílicas indígenas; devemos, entretanto, acrescentar que desde a época das cauinagens e desde as primeiras influências daquelas bebedeiras insurgentes, o esforço, a jihad como dizem os árabes, para alcançar numa mesma perspectiva os tupinambá, os tiriyó, os kaingang, os araras, os piro, os asuriní, os arapuim e suas respectivas culturas, se tornou incompreensivelmente mais fraco, débil e moribundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;21.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;somente pode ter-se aprendido das cerimônias etílicas indígenas o que representa o alcance de um insurgente embriagar excessivo para fundamento mais interno de um povo. o povo que necessita do cauin como bebida edificante. o cauin absorve o supremo orgasmo festivo. no entanto, a cauinagem falando a linguagem insurgente de mestiços/as e mestiços/as falando a linguagem edificante da cauinagem, consegue-se o fim mais elevado do agir político e da estética da crueldade em geral – erótica como fundamento da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;22.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a estética da crueldade pode, somente, ser entendida como erotização de sabedoria embriagante por meios políticos indiginizados; conduz o mundo da vida (o quotidiano) aos limites, onde ele se nega a si mesmo como embriagante, procurando refugiar-se novamente no seio da realidade civilizada e sóbria. assim apresenta-nos o próprio agir político em seu imenso impulso erótico que devora todo este mundo ordenado, para depois, e por sua destruição gastronômica e ébria fazer atual, seu sistema cultural, nas festas e rituais regados ao cauin. imensa alegria louca no seio da embriaguez insurgente. assim com a fermentação da tragédia, fermenta-se também o patético, no lugar do qual costumava está enraizado, a brasilidade européia, um estranho quidproquo, com exigências semi-morais e semi-civilizadas: o/a brasileiro/a seguro/a de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;23.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quem quiser fazer um autoexame, para verificar se pertence ao erotismo do agir político da estética da crueldade, ou à sociedade dos/as semi-morais e semi-civilizados/as, deve interrogar-se sobre o modo como se embriaga em uma festejo. se festejares como um ser sóbrio e abstrato, não conduzido ao estado de irrupção que uma festa deve se apresentar diante do cotidiano, de datas abstratas comemorativas, de obrigação da compra de presentes e de festas cuja função é de puro entretenimento e que nada desvia da necessidade de se voltar ao trabalho. e quando o brasileiro e a brasileira procurar um/a guia que com ele e/ou ela retorne à pindorama há muito destruída, e cujas picadas e trilhas, nem mais se conhece – então o/a brasileiro/a deve atentar ao chamado do guará-piranga (pássaro-vermelho), que embala acima de sua cabeça e de suas penas tece-se um belíssimo manto para cuja dádiva é a força de todo o cosmo, e que deseja mostrar-lhe o caminho certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;24.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;eis o momento que se torna necessário entrarmos com impulso destemido numa estética da crueldade, erótica do agir político, repetindo a festa da cauinagem onde a existência e o mundo são uma e mesma predação generalizada, sentido no qual justamente as crônicas de guerra, de vingança e a devora dos inimigos nos deve convencer de que o trágico e o patético representam um jogo sem sentido, ao acaso e inútil, que a embriaguez, na eterna plenitude de seu gozo, joga tal jogo consigo mesma. para avaliar bem a loucura da liberdade de um povo, deveríamos pensar não só nas narrativas, cerimoniais e festas desse povo, no modo de fruem a embriaguez deste, como testemunha segunda daquela capacidade, mas sim como recusam outros modos de se embriagar. é preciso o negativo e a recusa em toda a sua gradação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;25.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;embriaguez e agir político são expressões idênticas da capacidade da loucura da liberdade de um povo; ambos são originários de uma estética cuja erótica é crua e fermentada, que se encontra além do desenvolvimentismo e de qualquer ordenamento progressista, seja material ou imaterial como no caso do cristianismo. fermentação de onde se elevam tão impetuosamente as forças do cauin, como é por nós presenciada (fundamento da crueza estética e do apodrecimento metafísico), já deve ter se embriagado o inimigo a ser devorado, envolto em uma insalivação, e seus mais exuberantes feitos de coragem e força serão admirados, saboreados, provavelmente, pelas gerações futuras. que este efeito da embriaguez e o de ser digerido, porém, é altamente necessário, poderia ser experimentado por cada um e por cada uma de nós, com a maior segurança e honra, através da intuição, se alguma vez se sentisse, embora em sonhos, transportado/a à insalivação e à bebedeira insurgente e restauradora da humanidade em seu devir histórico das cauinagens dos tupinambá e outros povos de regimes etílicos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;[&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/73392581/a-fermentacao-da-tragedia-proveniente-da-embriaguez-na-cauinagem"&gt;download do texto&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8770529863201885239?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8770529863201885239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/introducao-ou-ingestao-como-era-gostoso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8770529863201885239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8770529863201885239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/introducao-ou-ingestao-como-era-gostoso.html' title='a fermentação da tragédia proveniente da embriaguez na cauinagem'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QwrhtCtmDyo/TsptTzdFHJI/AAAAAAAAAjg/zlFgA_r1wuE/s72-c/a+fermenta%25C3%25A7%25C3%25A3o+da+trag%25C3%25A9dia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-1096396748990667609</id><published>2011-11-17T13:09:00.001-08:00</published><updated>2011-11-18T08:35:55.786-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vocabulário em revisita'/><title type='text'>universidades: novos aldeamentos e eu, para além de foucault</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kXY_ALBv8Qk/TsV312Thc7I/AAAAAAAAAjY/r5rpBBY50Rc/s1600/aldeamento+e+universidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="345" src="http://2.bp.blogspot.com/-kXY_ALBv8Qk/TsV312Thc7I/AAAAAAAAAjY/r5rpBBY50Rc/s400/aldeamento+e+universidade.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;por foucault não ter tido a experiência cultural da colonização,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; como tivemos na américa-latina, esse filósofo acabou deixando de fora de suas pesquisas, sobre o modo de pensar e fazer política social, a questão dos aldeamentos, das reduções, das missões jesuítas. em seu “vigiar e punir” sua perspectiva é basicamente pensar a caracterização do delinquente a partir da noção de cidadão comum. a vigilância e a punição são as estruturas básicas encontradas em prisões, hospitais e escolas. claro que podemos pensar um aldeamento, uma redução, uma missão sob esta ótica, no entanto, teríamos que deixar muita coisa importante de lado, apenas para estar de acordo com as análises foucaultianas. pois bem, de nossa perspectiva latino-americana podemos pensar que há mais elementos na estrutura de poder do que apenas vigiar e punir. eu chamaria de “aldear e reduzir”. aqui a perspectiva parte do pensar a caracterização do selvagem e primitivo a partir da noção de civilizado e moderno cristão. da perspectiva da colonização, de nossa experiência indígena, saímos da condição ôntica da delinquência (foucault) e somos lançados à condição ontológica de selvagens e primitivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;uma forma que os jesuítas fizeram, na época da colonização, para tirar os/as nativos/as do ambiente das aldeias, “propícios aos maus costumes” (leia-se “toda e qualquer manifestação cultural indígena”) foi a criação dos aldeamentos – ora chamadas de reduções, ora chamadas de missões. tal retirada tinha como propósito a constituição de comunidades cristãs sólidas e duradouras. tal constituição tinha com base o delírio de se refundar a humanidade a partir do indígena, matéria-prima humana, orientada pelo cristianismo de seus primeiros tempos. exemplo de empreitadas como esta é aquilo que os jesuítas chamam de “república comunista-cristã guarani (ou os povos das sete missões no sul do brasil, argentina e paraguai). a disposição espacial desses aldeamentos fixavam-se os/as indígenas em torno de uma igreja e isolam-se novos/as convertidos/as da “corrupção” dos colonialistas. o isolamento nos aldeamentos era justificado pelos padres como proteção da moralidade e da liberdade das tribos ainda não subjugadas. tal proteção significava &amp;nbsp;reduzir indígenas, torna-los/as sujeitos submetidos aos padres, ao rei e a deus. indígenas que recusavam e não acreditavam nas promessas de “liberdade” dos missionários e de outros indígenas convertidos eram considerados selvagens, feiticeiros/as, possuídos/as pelo diabo e destituídos/as de coragem. deste modo, os aldeamentos, ou as reduções, eram bolsões de isolamento para o exercício da conquista espiritual, da tecnicalidade instrumental e a obtenção de resultados civilizatórios. tudo o que estava fora (em seu lançar-se sobre seu desamparo e incompletude necessários) era a imoralidade, a poligamia, a embriaguez, o primitivismo, a selvageria, o ódio aos colonizadores, o laxismo e a feitiçaria. enfim, tudo o que estava fora era um atentado bárbaro contra a cultura. aldear e reduzir para um melhor vigiar e punir? não, eu diria que aldear e reduzir para que vigiar e punir não fossem necessários. o próprio olho que tudo vê não se daria em situação panóptica, mas sim internalizado em quem fora reduzido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;pois bem, mesmo após séculos dos jesuítas terem sidos expulsos de suas reduções (primeira metade do século xix), tal forma de isolamento (aldear e reduzir) ainda persiste até os dias de hoje (século xxi): as universidades. estas também separam o fora e o dentro para além do vigiar e punir. o fora é tudo o que é diletante, improvisado, e conhecimento falsamente autossuficiente – não necessitam de vigilância nem de punição. o dentro é o virtuoso domínio da literatura, a sobriedade argumentativa e diligente obtenção de resultados – aldeado e reduzido. seu próprio significado etimológico nos mostra sua origem de aldeamento/redução/missão: universidade, do latim &lt;i&gt;universitate&lt;/i&gt;, que significa totalidade, conjunto, companhia, corporação, comunidade. um universo, sim, com cara de ilha, pois exclui todo o pluriverso. tal exclusão não se dá porque falte algum valor ao que está fora, e sim porque tudo o que está dentro desta ilha já foi subjugou, reduziu, tornou sujeitos submetidos aos padres (professores/as e pesquisadores/as), ao rei (o estado) e a deus (o conhecimento profissional). tantos os aldeamentos quanto as universidade representam uma instituição crucial para a boa ordem do sistema colonial. ambas cumprem a função de “civilizar” nós, indígenas, selvagens e primitivo, e tornar-nos obedientes vassalos da coroa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;tal qual: os refugiados e refugiadas indígenas que se viram obrigados/as a refazerem suas culturas uma infinidade de vezes (sobreviventes do genocídio pelos bandeirantes); os anciãos das aldeias; os velhos guerreiros de “corpos riscados” (que já mataram e comeram inimigos); as anciãs “feiticeiras” (que já mascaram muita mandioca ou milho e fabricaram muito cauim); aqui estou. fora do aldeamento. fora das reduções. fora da universidade. desconfiado e sem qualquer interesse em estar dentro. pondo-me a rir com liberdade e sem controle, desrespeitando toda autoridade que me observa, vigia e me censura. nenhuma moderação grega, nem romana, muito menos temperança pós-tomista alguma. estar fora significa não ter conhecimento nem de deus nem de ídolos. ao mesmo tempo em que não se é tábula rasa, em que não falta nada, nem que há um vácuo simbólico e epistêmico. na produção de conhecimento não aldeado, não reduzido, portanto, na produção de conhecimento de modo amador (por aquele que se erotiza como livre personalidade – soberania de caráter não adestrado), de modo que o saber teórico morra (sufocado pela nossa ancestralidade indisciplinada) e renasça como vontade louca (a pedagogia sem relação alguma com a ideia de civilizar), não só realizo um ato contrário à boa ordem civilizacional, como também cometo uma falha grave enquanto ausente da comunidade civilizada. já que não há nenhum tipo de abstinência, sobriedade nem castidade em meu tipo de epistemologia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-size: x-large; font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;portanto, carpe dien, seja indígena!&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;léo pimentel,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;enth&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;ū&lt;/span&gt;siasmado por uma uainuy&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(anciã antropofágica tupinambá)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-1096396748990667609?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/1096396748990667609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/universidades-novos-aldeamentos-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1096396748990667609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1096396748990667609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/universidades-novos-aldeamentos-e-eu.html' title='universidades: novos aldeamentos e eu, para além de foucault'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kXY_ALBv8Qk/TsV312Thc7I/AAAAAAAAAjY/r5rpBBY50Rc/s72-c/aldeamento+e+universidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8756570016672459407</id><published>2011-11-17T09:44:00.001-08:00</published><updated>2011-11-17T09:51:56.149-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><title type='text'>panfleto: contra a civilização pelo estupro</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;“danem-se! eu não sou um índio, sou um aymara!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;mas você me fez índio e como índio lutarei pela libetação!”&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;– fausto reinaga (aymara)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-a9an1UO3qVs/TsVIeNkZUbI/AAAAAAAAAjM/U24k9bEztIE/s1600/panfleto+contra+civiliza%25C3%25A7%25C3%25A3o+pelo+estupro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-a9an1UO3qVs/TsVIeNkZUbI/AAAAAAAAAjM/U24k9bEztIE/s400/panfleto+contra+civiliza%25C3%25A7%25C3%25A3o+pelo+estupro.jpg" width="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;sendo pelo estupro, a gênesis do povo brasileiro, nós, bastardos e bastardas, trazemos um problema irreversível aos dias de hoje: somos responsável (aos nossos cuidados) pelo como fruímos a mestiçagem. todo o sistema cultural brasileiro não gira em torno da guerra nem da vingança contra os violadores. como também, em seu momento de independência, o sistema cultural brasileiro não levou em consideração, indígenas, negros e negras africanas, como participantes ativos e ativas na constituição de um projeto nacional. jamais atualizamos tais memórias. o sistema cultural brasileiro prefere o cinismo e o ocultamento. uns usam ambas como estratégias de manutenção de privilégios. outros e outras as usam como um levar a vida como se nada de negativo tivesse acontecido. ou mesmo, como um levar a vida da perspectiva de que o passado já tivesse, pomposamente, sido superado pelos ideais de civilidade, ordem e progresso. o mesmo cinismo e ocultamento que, atualmente, trabalhadores e trabalhadoras mantêm em relação a seus patrões e patroas. o mesmo cinismo e ocultamento de escravos e escravas que tiveram a oportunidade de fugir para quilombos, mas preferiram dedurar a existência dos mesmos para seus senhores. o mesmo cinismo e ocultamento dos capitães do mato escravo-descendentes. o mesmo cinismo e ocultamento dos bandeirantes com ascendência indígena. o mesmo cinismo e ocultamento de ativistas de esquerda que brigam entre si na ambição pelos postos de donos da causa. quantos revolucionários e revolucionárias desejam revoluções sem nada revolucionar? mas voltemos ao caso de nós, bastardos e bastardas, ou melhor, de nós, mamelucos/mulatos e mamelucas/mulatas: descendentes dos colonos estupradores com as indígenas e negras estupradas. nossa responsabilidade, ou melhor, os nossos cuidados para com o fruir a mestiçagem se dá, na medida em que, temos a função de mediadores culturais! por um lado, realizamos práticas indígenas e africanas e, por outro, realizamos práticas europeias. o problema é que nesta realização sempre faz-se a opção por guiar as tropas de colonos à caça de indígenas escravizáveis e por comandar guerras contra indígenas hostis e contra escravos e escravas fugidas. tais realizações cínicas e ocultantes servem para destruir toda nossa memória negativa ancestral (o pessimismo estrutural de povos invadidos, desterrados e sacrificados em nome de uma nova ordem) e aniquilar qualquer foco de resistência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;sendo estes parágrafos um panfleto, evoco as consciências para o modo como fruímos nossa mestiçagem! que tal darmos uma chance aos nossos antigos congressos noturnos? onde ali estavam anciões e anciãs não sensíveis à concessão de honraria por parte dos estupradores! tal abandonarmos o sonho milenarista de refundar o mundo a partir de bases cristãs? principalmente desocultando que seu fundamento é a misoginia. por exemplo, a velha indígena era a figura social que mais incomodava os missionários jesuítas. isto por que elas carregavam a cultura dentro de si, especialmente na condição de serem proficientes no uso das matérias-primas de seu mundo e na condição de serem as responsáveis pela condução cerimonial. que tal darmos uma chance ao nosso vácuo simbólico (representações, imaginário, sonhos e pensamentos) e assumirmos a desconfiança pelas promessas de desenvolvimento onde temos que abrir mão de nossa memória violada? ser mameluco/mulato/bastardo e mameluca/mulata/bastarda não é paradigma nem de inferioridade, nem de superioridade. é paradigma de mediação. mediação insurgente e arcáica. insurgente por revolucionar a tristeza dos “vencidos” tornando-a contramemória (auto-arqueologia). arcaica por negar o orgulho dos “vencedores” tornado memória oficial.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;léo pimentel, tlamatini negativo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8756570016672459407?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8756570016672459407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/panfleto-contra-civilizacao-pelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8756570016672459407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8756570016672459407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/11/panfleto-contra-civilizacao-pelo.html' title='panfleto: contra a civilização pelo estupro'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-a9an1UO3qVs/TsVIeNkZUbI/AAAAAAAAAjM/U24k9bEztIE/s72-c/panfleto+contra+civiliza%25C3%25A7%25C3%25A3o+pelo+estupro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-6664540857819208753</id><published>2011-10-23T15:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T15:24:00.755-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>colonização fálica - ou a civilização pelo estupro</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M7AEvfoP8AM/TqSTCnu1mLI/AAAAAAAAAig/3SQT9xtblJg/s1600/coloniza%25C3%25A7%25C3%25A3o+f%25C3%25A1lica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-M7AEvfoP8AM/TqSTCnu1mLI/AAAAAAAAAig/3SQT9xtblJg/s320/coloniza%25C3%25A7%25C3%25A3o+f%25C3%25A1lica.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;o estupro foi a primeira prática do processo europeu de civilização por estas terras.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; práxis erótico-pedagógica violenta de modernização pelo domínio dos corpos. subsumir sexualmente a indígena. invasores espanhóis e portugueses abandonaram a europa “civilizada” para viver aqui em poligamia perversa: sexualidade puramente masculina, opressora, alienante e injusta. sob a cruz e a espada trouxeram para cá a colonização fálica do conquistador: símbolos da racionalidade cujos usos são a própria violência sacrificadora: morte e desolação por ouro, prata e pedras preciosas. o indivíduo que chega com as caravelas, chega violento, guerreiro moderno, de moral dupla: dominação sexual da indígena (considerada primitiva, rústica e inferior) e aparente respeito à mulher da europa (considerada moderna, civilizada e temente à deus). frei manuel calado (1584 - 1654) foi o primeiro a mencionar em seus textos, no brasil, essa moralidade dupla do macho colonizador: “os estupros e o adultério eram moedas correntes...”. &amp;nbsp;outro testemunho, uma coletânea minuciosa dessa poligamia perversa colonizatória e práxis erótico-pedagógica violenta são os arquivos da primeira visitação do santo ofício ao brasil, entre os anos de 1591 e 1592. os estupros “civilizatórios” eram tão comuns, que eram considerados pelos colonizadores algo corriqueiro, banal e até jocoso. como podemos ver, por exemplo, nos próprios &amp;nbsp;relatos de viagens e de um tal viajante francês jean moucquet (1575), ou mesmo de um tal bandeirante paulista sebastião pinheiro raposo (1640).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;enrique dussel em seu livro 1492 também descreve o que ele chama de colonização do ego fálico: “o conquistador mata o varão índio violentamente ou o reduz à escravidão, e estupra a indígena ainda na presença do varão índio, em seguida se ‘amanceba’ com elas”. a cada estupro, índios e índias têm a obrigação de negar seus direitos, sua própria civilização, seu mundo, sua religiosidade em nome de um deus estrangeiro e de uma burocracia invasora. a cruz e a espada dão aos pênis entumecidos dos conquistadores a legitimação de conquista pelo estupro. a cruz culpabiliza a indígena pelo crime do estupro. primeiramente por estarem nuas, depois por não terem a castração da moralidade cristã como vício. algo que persiste nas mentalidades brasileiras até os dias de hoje (século xxi), na insistência cultural machista-judaico-cristã de responsabilizar a vítima do estupro como provocadora do crime cometido contra ela; seja pelo modo que vestem ou pelo lugar e hora que transitam sozinhas. a espada justifica a violência civilizatória como enfrentamento “necessário” contra a “barbárie primitiva” (nudez e ausência de trabalho) dos indígenas e como garantia da riqueza conquistada (pilhagem de ouro, prata e pedras preciosas em um primeiro momento e em seguida, as monoculturas da cana-de-açúcar, do café e do tabaco juntamente com a criação de víveres). ambas às vontades e aos caprichos dos senhores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;perversamente, as indígenas não foram as únicas estupradas em nome da colonização/civilização. as mulheres africanas também foram vítimas da mesma práxis erótico-pedagógica violenta de modernização: já subjugada e estuprada em sua terra natal, a mulher africana era traga para cá em um processo continuo de violação. conquistas jamais são foram feitas sem estupro e genocídio. mas isso não os tornam um mal abstrato generalizante da condição humana atribuído cinicamente à qualquer condição de “guerra”. é um mal concreto exclusivo tanto das lideranças quanto de seus liderados estupradores e genocidas. se na história humana os europeus foram hábeis em coisificar pessoas como mercadorias, é na figura da mulher africana que a situação alça seus voos mais altos de crueldade. africanas tragas à força para a américa, eram desnudadas e colocadas em mercados para serem vendidas e marcadas com fogo, após terem seus corpos minuciosamente apalpados por diversos possíveis compradores. como descreve, por exemplo, o padre fernando de oliveira em seu livro arte da guerra do mar (1555), ou a coletânea de textos de ana barradas, ministros da noite, livro negro da expansão portuguesa (1995). após serem apalpadas e compradas eram levadas para as fazendas e logo submetidas ao estupro continuado de seus senhores. nas palavras de paulo padro em seu ensaio sobre a tristeza brasileira de 1928: “só o macho contava. a mulher, acessório de valor relativo, era a besta de carga, sem direitos e proveitos, ou o fator incidental da vida doméstica”. são inúmeros os relatos, que vão até décadas depois da abolição da escravatura no brasil, feitos pelas autoridades cristãs e militares insistindo em descrever as mulheres africanas como lascivas e instigadoras do estupro para justificar as atrocidades de seus congregados. primeiro como um fator étnico-cultural (“a dança em seus movimentos corporais e agilidades nos pés cuja motivação é a satisfação depravada de apetites libidinosos”. – cavazzi, 1687) depois como escrava (“nem era preciso violência para estuprar as cativas, tal era o medo que nos tinham”. – soldado português josé da costa, 1961 em angola).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não há como romantizar a mestiçagem ou mesmo ocultar em livros ufanistas que a formação do povo afro-ameríndio teve como gênesis o estupro: miscigenação violenta e não consentida. mistura étnica em meio aos holocaustos/pachakutis/porajmos/mba’e-meguâs indígenas e africanos. gênesis de bastardos e mais bastardas, por um lado envergonhadas/os pelos crimes ocorridos contra suas mães (não serem proprietárias de seus próprios corpos e espíritos), melancólicos/as, envolvidas/os numa triste luta (pois lutará contra parte de seu sangue) e, por outro, ansiosos/as e altivas/os por estabelecerem elos mais duradouros com seus senhores estupradores pais (homem moderno, prático, ativo e capaz de impor sua individualidade violenta à outas pessoas). destinadas/os a viver cotidianamente com esse paradoxo escarlate. mestiços e mestiças muitas vezes odiadas por indígenas e sempre despreciados pelos europeus por não serem brancos. filhas e filhos que erram (na maior parte do tempo voluntariamente e insistindo conscientemente no erro): em não alcançarem a liberdade em quilombos, nem nos imaginários indígenas; em assumir sua identidade como europeus de segundo escalão (elites hegemonizadoras); em não ter incluído nos projetos nacionais de emancipação, indígenas e negros/as (concepção de cidadãs/os abstratos/as, individualistas e burgueses); em viver na condição sacrificial de um modelo de vida pretensamente híbrido e equilibrado (ocultação do passado para, grego-messianicamente, se começar do zero ou vangloriarem-se como frutos de um &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;“encontro em culturas” ou de um “diálogo intercultural”); em pretenderem ser modernos/as ou mesmo pós-modernas/os (assumir que a história tem seu início, meio e fim na europa).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é preciso que nós, filhos e filhas bastardas, revisemos a falácia desenvolvimentista de que, o que passou, passou. ainda vivemos sobre as terras de cemanáhuac, abia yala, tahuantisuyo, pindorama, piratininga e seguindo em direção a tekkoha. ainda vivemos sob os mesmos processos históricos há meio milênio só que de modo geográfico: implantação, consolidação e reestruturação do sistema colonial em alguns lugares; noutros a “paz” colonial, a expansão latifundista e a modernização dependente. é preciso abandonar o sonho de fácil unificação. ainda vivemos sob a cruz e a espada. é preciso lembrar que, apesar de estupradas, indígenas e africanas continuam a resistirem; continuam a criar movimentos insurrecionais; a dar continuidade a movimentos de insubordinações; de lutar contra o sequestro de seus discursos e corpos. somente nos primeiros momentos humilhantes após o estupro, a indígena e a africana se expressaram predominantemente de modo oral e interno ao seu meio. somente nos primeiros momentos humilhantes após o estupro, optaram por uma estratégia defensiva que as permitiram conservar uma autonomia relativa e daí nos criar. apesar das aparências jamais deixaram de atuar como protagonistas em uma história que lhes pertenciam somente em parte: por vezes uma parte muito mínima. debilitadas e marginalizadas reorganizaram, bem ou mal, as suas e as nossas vidas e autonomias relativas certamente em um marco incômodo e desvantajoso em que seus estupradores lhe ofereceram.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é hora de dar um basta no ficar justificando, ou positivando, as razões de se fazer a opção histórica de se estar sempre do lado do pai estuprador! é hora de dar um fim a toda esse permanente holocausto/pachakuti/porajmo/mba’e-meguâ erótico violento que persiste até os dias de hoje. optemos por um grande basta afetivo e epistemológico! optemos por um grande revisionismo insurgente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;pequeno vocabulário:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;abia yala&lt;/b&gt;: território cultural dos kunas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;cemanáhuac&lt;/b&gt;: território cultural dos astecas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;pachakuti&lt;/b&gt;: hecatombe radical que anuncia o fim de um sol (ciclo de existência)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;porajmos&lt;/b&gt;: literalmente "devorar". o termo usado pelo povo cigano rom para descrever o holocausto que sofreram na &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;alemanha nazista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;mba’e meguâ&lt;/b&gt;: o “mal absoluto” para os guaranis. um lugar onde não se pode mais reproduzir suas vidas bem como escolher qual direção tomar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;tahuantisuyo&lt;/b&gt;: território cultural dos incas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;tekkoha&lt;/b&gt;: lugares onde guaranis abrem na selva para construir sua aldeia, para realizar sua agricultura e viver culturalmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;pindorama&lt;/b&gt;: território cultural de várias etnias indígenas “brasileiras” de matriz tupi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;piratininga&lt;/b&gt;: outro nome para o território cultural de várias etnias indígenas “brasileiras” de matriz tupi.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-6664540857819208753?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/6664540857819208753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/10/colonizacao-falica-ou-civilizacao-pelo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-1508149097899364779</id><published>2011-10-19T11:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T15:23:29.154-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>um país odiosamente governável</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rNi4xlO9zIg/Tp8RZObJeYI/AAAAAAAAAiU/3dtWB4J2cT0/s1600/um+pa%25C3%25ADs+odiosamente+govern%25C3%25A1vel.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-rNi4xlO9zIg/Tp8RZObJeYI/AAAAAAAAAiU/3dtWB4J2cT0/s320/um+pa%25C3%25ADs+odiosamente+govern%25C3%25A1vel.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;o que torna um país odioso de se viver é o grau de sua governabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; quanto mais odioso maior sua governabilidade. pois tal condição tem como componentes dois dos elementos mais desprezíveis (que não podemos desprezar) importados das civilizações da miséria: ordem e progresso. [alerta: estas duas palavras aqui empregadas não são meras coincidências]. porque desprezíveis? simples. a ordem é a própria razão de ser da polícia, dos militares, das milícias, do poder judiciário e dos organizadores das religiões (grupos confessionais). ordem ou, simplesmente, ordenar. já o progresso, a própria razão de ser de empresários, industriais, banqueiros, investidores, latifundistas e lobbystas. progresso ou, simplesmente, progredir. ambos os elementos são desprezíveis que não podemos desprezar por comporem uma estratégica para reduzir, qualquer expressão transformadora, à mera ideologia desenvolvimentista moral, espiritual e material. ordem e progresso jamais alteram ou transformam estados de coisas, apenas reafirmam e perpetuam um estado apenas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o desenvolvimentismo áureo da governabilidade é uma reta entre dois pontos: obediência dedicada e atmosfera de benfeitoria (responsabilidade social). o primeiro ponto é a própria condição de aceitabilidade a priori daqueles/as que, estando fora da “ordem e do progresso”, sobrevivem da esperança de providências salvadoras de um poder central. o segundo é a garantia de que democratas e “homens de negócios” (os quais há muito deixaram de estar separados) desenvolvam ciência especial para continuarem a fazer aprovar seus privilégios pelo parlamento (um tipo de aposta onde a banca sempre ganha). a reta traçada entre tais pontos é o caminho que isenta banqueiros, empresários, investidores, industriais e latifundistas, de saírem às ruas para protestar por melhores condições de vida (quem já os viu pelas ruas em enfrentamento com a polícia?). esse caminho se apresenta como uma maldisfarçada luta de uns contra os outros, pois o resultado já foi decidido previamente nos bastidores. ordem e progresso é o modo confesso de governabilidade de nem abalar a monarquia, e de nem consolidar a república. tudo se resolve em reuniões secretas de camaradas (grupos de interesse) e influentes (grupos de pressão) que antecipam o modo como audiências públicas serão realizadas. interesse, sim. ação política, não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;temos que lembrar que nessa reta encontramos três grandes figuras sociais que atravessaram os séculos, da colonização até os dias de hoje, se adaptando e adquirindo novos nomes na conjunção ordem-e-progresso (gesto pelo qual se traça a referida reta): o benfeitor, o bandeirante e o capitão-do-mato. em outras palavras: a exploração de negócios, a proteção dos mesmos e a pacificação. seja na monarquia ou mesmo na república, jamais participaram dos projetos e da distribuição das riquezas nacionais a população autóctone e a população escrava importada. pois: a elas sempre foram negadas as possibilidades da exploração de negócios; a elas foram impostas obrigações de respeito, de geração, de manutenção e até proteção das riquezas alheias; a elas sempre foram dirigidas as forças pacificadoras de subjulgamento de seus corpos e espíritos. guerras civis (lutas mesquinhas por riquezas “conquistadas”), abusos do fisco (burocracias metropolitanas), abusos do clero (messianismo e pilhagem para roma), epidemias de fome (luta contra a natureza na qual o indígena faz parte) e transoceanismo (ganhar fortuna aqui para gastá-la além-mar): tudo isto enquanto durar a miragem da governabilidade áurea. para aqueles e aquelas que sofrem o ordenamento e estão impossibilitadas de progredirem, a esperança e a obsessão melancólica sem revolta como consolo: benfeitorias particulares, políticas públicas, exportação, manifestações contra a corrupção, laços tênues de língua e de culto, invocação de discursos de belas palavras, unificação por hegemonia, mitificação do desenvolvimento, tecnologização, performance sexual, idolatria à saúde, ocultamento da contingência das coisas, eterna busca pela felicidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel - amante da heresia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-1508149097899364779?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/1508149097899364779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/10/o-que-torna-um-pais-odioso-de-se-viver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1508149097899364779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1508149097899364779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/10/o-que-torna-um-pais-odioso-de-se-viver.html' title='um país odiosamente governável'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rNi4xlO9zIg/Tp8RZObJeYI/AAAAAAAAAiU/3dtWB4J2cT0/s72-c/um+pa%25C3%25ADs+odiosamente+govern%25C3%25A1vel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-678544929247131974</id><published>2011-10-14T11:25:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T15:23:45.023-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revisionismo insurgente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>o real e a ilusão estão mortos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5t70e-isa-w/Tph9eZvTLXI/AAAAAAAAAiM/qbre8gDQf4A/s1600/o+real+e+a+ilus%25C3%25A3o+est%25C3%25A3o+mortos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-5t70e-isa-w/Tph9eZvTLXI/AAAAAAAAAiM/qbre8gDQf4A/s320/o+real+e+a+ilus%25C3%25A3o+est%25C3%25A3o+mortos.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o real existiu até a virada do século xix: imponente, cruel, indiferente e implacável – pois já está aí apesar de tudo. quando se sabia o que era e o que não era uma ilusão: aquilo que se vê (revelação teórica – ilusão filosófica). quando ainda se sabia onde estava o limite entre consciência e alienação: aquilo que se faz (revelação prática – ilusão tecnológica). o real passou o século xx inteiro cambaleando: frustração, proibição e privação. aqui e ali era quase possível vê-lo vivo: acontecimento múltiplo capaz de se reproduzir. cambaleou até os nossos dias, quando neste século xxi, podemos afirmar com toda certeza que o real está morto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;interessante notar é que, com a morte do real, a ilusão também se foi junto a ele. pois ambos possuem a mesma necessidade de ausência/presença e aqui/agora (obsessão da simetria). portanto, a ilusão também está morta: triunfo e humilhação – unicidade irredutível entre ambas. vice e versa disso: sem o real não há ilusão. eis o futuro desta. nem evolução, nem revolução. ah, e muito menos involução. talvez, volução. um movimento patético rumo ao fim: arte, filosofia, religião, ciência, política. besteiras de todos os graus: excessos paranoicos de certezas imperiosos em seu caráter indestrutível de crença: toda questão e crítica de qualquer espécie é afrontada de modo até serene por esta que se coloca como fortaleza inexpugnável. e aqui o real e a ilusão tornam-se inúteis, moribundas e irrisórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para melhor visualizar esta dupla morte, vejamos o seguinte exemplo: os movimentos sociais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;os movimentos sociais têm um comportamento duplo impossível de dissociar um do outro: uma ilusão falando em nome do real ao mesmo tempo em que se coloca como uma realidade, falando ilusoriamente. vejamos: como “ilusão falando em nome do real” lutam por melhores condições (por exemplo, assalariados/as lutam por melhores salários e, grupos de ações afirmativas lutam por políticas públicas); como “realidade falando ilusoriamente” lutam pela permanência daquilo que são contrários às suas melhores condições (a luta dos/as assalariados/as deixa intacto o modelo econômico que estão submetidos, e, a luta dos grupos de ações afirmativas deixa intacto o modelo político que as colocam em condição de vulneráveis).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;no caso dos/as assalariados/as lutas garantem a mesma realidade e a mesma condição ilusória: compra-se um carro (para melhor e confortavelmente ir e vir do trabalho) e uma casa (que garantirá sua acomodação quando não se está trabalhando). no século xix, quando havia realidade de um lado e ilusão de outro, trabalhadores e trabalhadoras não veriam isso como uma importante vitória – à ilustração disso, na europa, aparecem movimentos comunistas e anarquistas. no entanto, ao longo do século xx, com o real cambaleante, trabalhadores/as não sabiam se lutavam contra seus patrões (empresas, etc.) ou contra os patrões de seus patrões – o estado. não sabiam se lutam por melhores salários para comprar casa e carro (contra seus patrões e/ou patroas) ou, se lutam por garantir transporte coletivo e financiamentos pela casa própria (contra o estado).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;neste momento, onde real e ilusão estão mortos, trabalhadores e trabalhadoras tornam-se escravos/as lutando por melhores condições de escravidão. aquilo que garantiria seu bem-estar é o mesmo que o oprime. e isso também vale para as lutas por políticas públicas encabeçadas pelos grupos de ação afirmativa. sim, e o que podemos fazer agora? ah, usemos a imaginação esta poderosa terceira dimensão de existência para além da dupla coordenada real e ilusão. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel - amante da heresia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-678544929247131974?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/678544929247131974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/10/o-real-e-ilusao-estao-mortos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/678544929247131974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/678544929247131974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/10/o-real-e-ilusao-estao-mortos.html' title='o real e a ilusão estão mortos'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5t70e-isa-w/Tph9eZvTLXI/AAAAAAAAAiM/qbre8gDQf4A/s72-c/o+real+e+a+ilus%25C3%25A3o+est%25C3%25A3o+mortos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-3092130052139046451</id><published>2011-09-09T12:02:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T17:53:15.495-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>agora, em versão livro! diabolus|desenho - léo pimentel - 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="245" src="http://www.youtube.com/embed/t9lUZQIQ-SI?rel=0" width="430"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_EsJHxirIzM/TmpjASCynmI/AAAAAAAAAhE/20H9NtlvGew/s1600/di%25C3%25A1bolus-desenho+_+l%25C3%25A9o+pimentel+%25282011%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-_EsJHxirIzM/TmpjASCynmI/AAAAAAAAAhE/20H9NtlvGew/s320/di%25C3%25A1bolus-desenho+_+l%25C3%25A9o+pimentel+%25282011%2529.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;num diálogo comum, duas ou mais pessoas falam e escutam intercaladamente. marcia tiburi e fernando chuí assim se propuseram em seu projeto diálogo/desenho. falaram e escutaram, mediante a troca de correspondências. a intenção de ambos era a da troca de percepções, experiências e reflexões sobre a questão do desenho. o resultado é fantástico. muito inspirador. porém...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;em todo o momento de minha leitura, eu era tentação inquieta. sentia-me um terceiro excluído. eu queria falar. ser um inturmão, como dizem. um intrometido. meter o nariz onde não é chamado. mas... eis que de repente, não mais que de repente, saltei de minha inquietação. saltei como um intervalo de três tons correspondente a uma quarta aumentada. uma entoação difícil. um trítono – como os medievais diziam – saltei como um “diabolus in musica”. insurgência diabólica. meti o bedelho bem no meio desse profícuo diálogo. pura má educação; perturbação dos bons costumes. assim, arbitrariamente, escrevi um diabolus/desenho. Já que o símbolo é aquele que une e o diabolus aquele que separa, divide. dividi. sem permissão, omiti todas as correspondências de fernando chuí. o silenciei para ficar em seu lugar. o silenciei para ficar apenas com as escritas pela marcia tiburi. ah... belíssimas e inspiradoras idéias!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;eis as minhas cartas às de marcia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel, amante da heresia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F22974578"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F22974578" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;  &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia/in-diabolus-desenho"&gt;In diabolus, desenho&lt;/a&gt; by &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia"&gt;amantedaheresia&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/64387129/diabolus-desenho-leo-pimentel-2011" style="display: inline !important; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; line-height: normal; margin-bottom: 6px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 12px; text-decoration: underline;" title="View diabolus-desenho - léo pimentel (2011) on Scribd"&gt;diabolus-desenho - léo pimentel (2011)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.708333333333333" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_69975" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/64387129/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-4boakac2flb97qj11cs" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-3092130052139046451?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/3092130052139046451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/09/agora-em-versao-livro-diabolusdesenho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3092130052139046451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3092130052139046451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/09/agora-em-versao-livro-diabolusdesenho.html' title='agora, em versão livro! diabolus|desenho - léo pimentel - 2011'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/t9lUZQIQ-SI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-518903580639051334</id><published>2011-09-01T10:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-09T11:59:56.823-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>enfim! ecche ludens! fragmento biográfico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="245" src="http://www.youtube.com/embed/vZiCBdDGuro?rel=0" width="430"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-e9VZ_1UuM88/Tl-9kyomHGI/AAAAAAAAAg4/c-BFAqcf58I/s1600/capa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-e9VZ_1UuM88/Tl-9kyomHGI/AAAAAAAAAg4/c-BFAqcf58I/s320/capa.jpg" width="227" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;conheci Suluque Ibn as-Sabil quando estive, clandestinamente, na Bolívia no início de 2008 – país maravilhoso, terra de povos originários extremamente combativos e terra das Mujeres Creando, grupo anarcofeminista da iconoclasta Maria Galindo. em um acaso alegremente dividimos um taxi. uma inusitada toyota japonesa reciclada, cujo vestígio, do volante no lado direito, ainda estava presente. juntos, puxávamos conversa com seu motorista. um carismático indígena aymara de Cochabamba. juan, era seu nome, nos contou histórias de sua participação em uma insurreição popular pela água boliviana. deixem-me abrir um parêntese aqui: lá pelos idos anos 2000, empresas estrangeiras estavam privatizando os recursos hídricos bolivianos. até a água da chuva seria taxada. o povo, em revolta, saiu às ruas para protestar. este levante popular, onde teve sua maior expressão em Cochabamba, ficou conhecido como a Guerra da Água. fecho parêntese. descobrimos que íamos para o mesmo lugar, Copacabana – curiosa cidade que aos sábados abençoa seus carros. sendo assim, também pegamos a mesma Van, pois igualmente fugíamos das rotas dos ônibus legalizados. dividimos esse veículo com as místicas e tradicionais cholas. onde troquei um saco de amendoim por um punhado de folhas de coca. graças a esse escambo não sofri o soroche (el mal del alto). nesse trajeto, de La Paz à Copacabana, cuja paisagem era o lago Titicaca, tivemos a oportunidade de trocarmos heresias à vontade. em espanhol. No entanto, em um tropeço lingüístico aqui outro ali, eu soube que Suluque já havia morado no Brasil por uns bons 5 anos. (conhecimento que não nos fez conversarmos em português, pois eu estava disposto em espanizar-me) estes os quais o fizeram um apaixonado tanto pela postura carnavalesca da brasilidade – aquela postura bem caracterizada na primeira versão do filme Orfeu de 1959 – quanto pela curiosidade de viver o indigenismo desde dentro – pois sabia que o Brasil era um país que ainda não havia passado a limpo seu violento e vergonhoso passado, tal qual os países islamizados e seus povos originário. sua paixão o fez um habilidoso escritor em língua portuguesa. o que me deixou, mais tarde, espantado com o modo como Suluque conseguira mimetizar certas nuanças literárias da língua portuguesa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WEpABwHYUdU/Tl-9j4Y275I/AAAAAAAAAg0/TeT1Om0MMXE/s1600/cap+3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-WEpABwHYUdU/Tl-9j4Y275I/AAAAAAAAAg0/TeT1Om0MMXE/s320/cap+3.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;Suluque me dizia que seu autor brasileiro preferido era Ezio Flavio Bazzo – o qual me disse que nunca o procurou por achar melhor os livros a seus autores. para ele Ezio era um peculiar escritor. pois era alguém que viajava pelo planeta para refinar sua percepção negativa do ser humano. o Titicaca ao fundo, ao lado e à frente, as conversas das cholas, nas línguas Quechua e Aymara, preenchendo maravilhosamente bem a precariedade da Van, nos foi o cenário ideal para iniciarmos, tanto uma confiança mútua quanto uma aculturação recíproca. foi em um barquinho, no meio do Titicaca, já avistando o Monte Calvário, que trocamos nossos mais valiosos presentes. Suluque me entregou o esboço de um trabalho que havia iniciado no norte da República Popular da China. lá estava fazendo uma pesquisa de campo no deserto de Gobi. na época em que era professor visitante na Universidade Livre do Curdistão. lá pelos idos anos finais de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AfIQ6drG5AE/Tl-9iJpfXXI/AAAAAAAAAgs/GWV3UzvVMzk/s1600/cap+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-AfIQ6drG5AE/Tl-9iJpfXXI/AAAAAAAAAgs/GWV3UzvVMzk/s320/cap+1.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;sua obra me foi dada em um pequeno cd, outrora guardado dentro de pequena bolsa de couro sintético – que, humoristicamente, dizia ser de camelos artificiais. ele me disse que aquela era sua única obra. no mesmo estado de humor também lhe entreguei uma pequena obra que eu havia levado para a Bolívia, com o intuito de terminá-la por lá. entreguei-lhe meu caderninho com todas as anotações que gerariam essa minha obra. o título da minha era “Memória dos Anos que não vivi”. a dele era “A Arte Anarquista do Ronin Zen ‘Wu Wei Kaishakunin’”. este acaso boliviano nos tornou guardiões da obra de um e de outro. porém, não fora somente esta nossa única missão recíproca. fizemos um pacto. primeiro, saberíamos pouco sobre o passado pessoal, como família etc, um do outro. segundo, caso um dos dois parasse de dar notícias – um ano era o tempo mínimo de ausência – isso significaria sua morte. esse desaparecimento seria o sinal pra que o ainda vivente teria a obrigação de publicá-la.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7lyecJa2t0s/Tl-9jK9rVzI/AAAAAAAAAgw/oDXw9I5LPls/s1600/cap+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-7lyecJa2t0s/Tl-9jK9rVzI/AAAAAAAAAgw/oDXw9I5LPls/s320/cap+2.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;faz pouco mais de um ano que não tenho nenhuma notícia desse querido herege. o que faz de Suluque Ibn as-Sabil um homem morto. (considerá-lo apenas desaparecido não seria algo digno para qualquer um de nós.) portanto, esse amigo póstumo faz de mim o curador de seu espólio. que pelas maravilhosas da internet, ampliou. não só decidi publicar sua única obra (1), me dada como presente na travessia do Titicaca – a qual trabalhamos juntos em uma tradução para língua portuguesa –, como também resolvi publicar os seus escritos em seu blog (2), seus comentários sobre postagens da versão blogueira de Ezio Flávio Bazzo (3) e algumas de nossas correspondência (4). Sendo assim, voi lá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;léo pimentel -&amp;nbsp;maio de 2011&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F22379853&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=000000"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F22379853&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=000000" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;   &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia/uma-sulukiana-para-suluque"&gt;uma sulukiana para suluque&lt;/a&gt; by &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia"&gt;amantedaheresia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/63739801/ecche-ludens-leo-pimentel-2011" style="display: inline !important; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant: normal; line-height: normal; margin-bottom: 6px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 12px; text-decoration: underline;" title="View ecche ludens - léo pimentel (2011) on Scribd"&gt;ecche ludens - léo pimentel (2011)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" data-aspect-ratio="0.708333333333333" data-auto-height="true" frameborder="0" height="600" id="doc_44721" scrolling="no" src="http://www.scribd.com/embeds/63739801/content?start_page=1&amp;amp;view_mode=list&amp;amp;access_key=key-uws017r44ch18v01ph3" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-518903580639051334?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/518903580639051334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/09/enfim-ecche-ludens-fragmento-biografico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/518903580639051334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/518903580639051334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/09/enfim-ecche-ludens-fragmento-biografico.html' title='enfim! ecche ludens! fragmento biográfico'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/vZiCBdDGuro/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8885804777727562319</id><published>2011-08-22T09:18:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T09:18:51.258-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><title type='text'>livro virtual: "téchne kybernetiké - a arte de pilotar, versões beta e 2.0"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="245" src="http://www.youtube.com/embed/91DSaj_QvOc?rel=0" width="430"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dzpGbBkky6g/TlJpOAW6wgI/AAAAAAAAAgc/TxzJZPCebs4/s1600/capa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-dzpGbBkky6g/TlJpOAW6wgI/AAAAAAAAAgc/TxzJZPCebs4/s320/capa.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;na virada do ano de 2001 para 2002, eu tinha um problema para resolver e uma necessidade para ser satisfeita. o problema era a falta de espaço. eu tinha uma enorme pilha de papeis e pequenos cadernos em minha casa, que continham&amp;nbsp;de notas&amp;nbsp;e mais notas de leitura, de aulas, de alguns outros tipos de registros e mais algumas idéias. eu precisa fazer algo imaterial com tudo aquilo e ainda me livrar materialmente de seus suportes. já a necessidade era a de ler algo que eu gostaria de ler. algo que até então eu jamais tinha visto. tanto em sua forma quanto em seu conteúdo. pois tudo o que eu havia lido até então faltava algo que eu mesmo não sabia o que era. foi assim, nessa dupla negação, a do lixo e a do novo, que resolvi escrever um conto que dialetizasse ambas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yt-ptQJ0OyI/TlJpbX-oQUI/AAAAAAAAAgg/y7T3Z_FpXG8/s1600/contra-capa+-+beta.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-yt-ptQJ0OyI/TlJpbX-oQUI/AAAAAAAAAgg/y7T3Z_FpXG8/s200/contra-capa+-+beta.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;a primeira coisa que fiz foi passar rapidamente os olhos naquela papelada toda e pescar o que saltasse aos meus olhos. pescada algumas idéias e anotações, as joguei no chão de meu quarto. em seguida me dispus em frente ao computador e me prontifiquei a escrever algo. no entanto, eu precisa de um estilo literário para servir de motivo para a composição. e eis que de repente, à espreita, saltou contra mim o livro "idoru" do escritor estadounidense william gibson. seu estilo literário é o subgênero de ficção-científica chamado de cyberpunk. ah, adorei isso! adorei esse motivo! sempre tive intensões hackers expandidas. pois bem, quanto à ficção tornei-a delírios. do científico, fiquei com suas pretensões. do cyberpunk inspirei-me de tudo o que lhe era, simplesmente, punk. nesta disposição caótica do universo, escrevi a versão beta de "téchne kybernetiké - a arte de pilotar". e assim, escrevi, para mim mesmo, um livro que eu gostaria de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;da feita da escritura, coletei uma grana com meus amigos e montei uma versão impressa cherocada que foi distribuída numa celebração-performance apocalíptica. nesta, me caracterizei de personagem cyberpunk dos trópicos. me coloquei ao centro de um pentagrama. este desenhado com gasolina unindo cinco computadores (sucatas, é claro). enquanto tudo isso pegava fogo e explodia, eu lia uma espécie de profecia que contava a história do último suspiro humano: depois do fim da humanidade, um único computador ainda gozava de seus última carga de bateria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-P2QuRUGMwiI/TlJpt5wRNaI/AAAAAAAAAgk/6VmQXKsTJGE/s1600/contra-capa+-+2.0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-P2QuRUGMwiI/TlJpt5wRNaI/AAAAAAAAAgk/6VmQXKsTJGE/s200/contra-capa+-+2.0.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;alguns anos se passaram. chegamos a 2006. outro vazio se dispôs à minha frente: a dialética entre problema e necessidade. mas desta vez, o motivo já tinha forma, delírio-insurgente enquanto estilo literário. e o que era para ser escrito não era mais resultado de uma pescaria, mas sim, o resultado de uma caçada. eu tinha que expor a caça: pornografia-política ou, simplesmente... pornopolítica. com pólvora e sêmem nas mãos, escrevi a versão 2.0 de "téchne kybernetiké - a arte de pilotar".&amp;nbsp;versão somente distribuída virtualmente.&amp;nbsp;um texto que não teve sua merecida performance de lançamento. os tempos eram outros. no entanto, ele foi celebrado! sua estratégia de propaganda tinha ser à altura de suas pretensões. propaganda pela ação! e assim, ao bom e velho estilo anarquista, uma barricada foi levantada com pneus em chamas, paredes de prédios públicos foram pichadas e outdoors sexistas foram vandalizados. a conexão entre tais eventos e o livro virtual foi feita por e-mails manifestos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F21648808&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=000000"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F21648808&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=000000" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;   &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia/la-ravachole-para-t-chne"&gt;La ravachole para téchne kybernetiké&lt;/a&gt; by &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia"&gt;amantedaheresia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pois bem, chegamos em 2011. as duas versões estão juntas. matéria e anti-matéria. devem ser celebradas como tais. outro caos é possível!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a title="View téchne kybernetiké -versões beta e 2.0 - léo pimentel (2011) on Scribd" href="http://pt.scribd.com/doc/62829756/techne-kybernetike-versoes-beta-e-2-0-leo-pimentel-2011" style="margin: 12px auto 6px auto; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 14px; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none; display: block; text-decoration: underline;"&gt;téchne kybernetiké -versões beta e 2.0 - léo pimentel (2011)&lt;/a&gt;&lt;iframe class="scribd_iframe_embed" src="http://www.scribd.com/embeds/62829756/content?start_page=1&amp;view_mode=list&amp;access_key=key-mt047wtsnihw3hn337w" data-auto-height="true" data-aspect-ratio="0.70635838150289" scrolling="no" id="doc_36037" width="100%" height="600" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8885804777727562319?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8885804777727562319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/08/livro-virtual-techne-kybernetike-arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8885804777727562319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8885804777727562319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/08/livro-virtual-techne-kybernetike-arte.html' title='livro virtual: &quot;téchne kybernetiké - a arte de pilotar, versões beta e 2.0&quot;'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/91DSaj_QvOc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-4638069070208979559</id><published>2011-07-26T11:00:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T11:00:26.572-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas patológicas'/><title type='text'>apologia de house: um experimento de ética negativa com o conceito-imagem dr. house md</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: large;"&gt;glossário para a realização do dr. house como um médico-filósofo negativo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;conceito-imagem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; [1]: desmontagem da imagem como alucinação e remontagem da imaginação; capacidade de restituir as dimensões abstrativas da imagem; a imagem surge como um passo em direção ao mundo; função dialética da imaginação e da conceituação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;dr. house md&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;: meta-ficção dentro da ficção; personagem caracterizado pela falta de ressentimentos, pelo oportuno desrespeito pelos comportamentos conformistas e pelo desprezo pelas éticas afirmativas; combinação de paixão, perícia e não ortodoxia; lógica holmesiana (sherlock Holmes).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;ética negativa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;: “trata-se da ética daquele que procura viver e morrer segundo as opções morais decorrentes dessa análise negativa da condição humana”; reflexão radical sobre o valor da vida humana; “seu viver não será um indefinido proteger-se, mas um risco”; (cabrera, 2008, pg. 28)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;experimento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;: vontade de superar a gravidade conformista; prazer da resolução em si; coragem de se afirmar; dar estilo à própria personalidade; libertar-se da culpa, vergonha e amargura; libertar-se do passado; desinteresse pelos artifícios de preservação da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;apologia de house&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aCkw1iK27AI/Ti8AM_SogNI/AAAAAAAAAeQ/cE0ZSXsArt4/s1600/apologia+de+house.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-aCkw1iK27AI/Ti8AM_SogNI/AAAAAAAAAeQ/cE0ZSXsArt4/s640/apologia+de+house.jpg" width="368" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;primeira parte:&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;o acusado não dá a mínina&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não sei, mas... como é possível utilizar todo o nosso aparelho perceptivo, para não perceber? de minha parte, ao olhar vejo, ao ouvir ouço. aqueles ali, resistem. aqueles dali fazem prodígios. tudo para que as informações exteriores concordem com a ordem de suas expectativas e desejos. por exemplo, atribuem valor intrínseco à vida humana. recusam o que vêem e ouvem o que querem ouvir. empurram o desvalor da vida humana para o plano dos entes. não felizes com tudo isso, ainda decidem por uma verdade de uma vez por todas! e dela, nunca mais falarão. nada mais se falará de procriação, suicídio e heterocídio. estabelecem uma zona inviolável! conjuração alucinatória no plano do ser. proteção antecipada; “per se”. refutação a priori. eis que inventam a corrente e o cadeado para vincular moralidade e condição humana. eis o fenômeno mais próprio de quem possui uma ética afirmativa: a recusa da percepção. doloridos recusando a natureza dolorosa da existência. desse modo, utilitaristas, aprioristas, contratualistas, blá, blá, blá, se protegem da realidade que lhes opõe. ocultam a negatividade, a dor, e a inabilitação moral. ignoram o real, pois seu reconhecimento pode acarretar algum desagrado. ocultam a capacidade de sofrer o real, administrando doses diárias de valor intrínseco e a suspensão do mesmo arbitrariamente. esse ocultamento e administração tornam-se habilidades de eliminar qualquer real que os aflijam. no entanto, esse modo de ignorar e essas habilidades estão associadas diretamente ao ódio e ao ciúme. eis as paixões que os movem, antes de qualquer racionalidade. suas intuições são meros resíduos do pensamento religioso; nada conseguem sustentar racionalmente. ouço, todos os dias pelos corredores desse hospital, perseguições manifestas a cada ato, a cada palavra e a cada intenção minha. a importância que dou à elas? resta-me apenas zombar dessa distinção ilusória entre o ato, a palavra e a intenção. zombar tanto daqueles que repreendem minhas intenções e inocentam meus atos e palavras no final das contas, quanto daqueles que inocentam minhas intenções e repreendem meus atos e palavras no início das contas. a ilusão dessas perseguições é a mesma. assim não dou a mínima para a distinção entre o feito e o que se pretende fazer, e entre o dito e o que se pretende dizer. tudo isso está igualado pelo nada de seu desvalor. não sei. mas... como é possível utilizar todo o nosso aparelho perceptivo, para não perceber? de minha parte, ao olhar vejo, ao ouvir ouço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;segunda parte&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;declarado infeliz, house prefere algo melhor que a felicidade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ah, as prostitutas... estas guardiãs da verdade crua e nua de que é inútil esperar da realidade mais do que ela pode dar... da verdade crua e nua de que nada pode, por si só, trazer a felicidade... o prazer sexual com elas revela o comum a qualquer tipo de felicidade: haver uma notável defasagem entre o prazer esperado e o prazer obtido... estar com prostitutas chama o pensamento para responder sobre sua pretensão de reconhecimento universal... o orgasmo é somente condição. não carrega nenhum vício inerente ao totalitarismo da felicidade. não carrega nenhuma eterna regra própria ao fanatismo da felicidade. é uma virtude-pecado; um pecado-virtude. prostitutas não julgam. por isso as amo. melhor, simplesmente, amo estar na companhia delas. estar acompanhado por elas nada tem a ver com a comum escapatória à existência dolorosa e fugidia em prol do ser eterno feliz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ah, e meus comprimidos de vidodin... eles também não significam acomodação à vida. muito menos significam viver no registro da resignação e na falta de coisa melhor. por isso digo que o pior dos vícios, o mais selvagem enquanto força, é o de menosprezar o que é próprio em mim e em tu. a felicidade é uma ilusão efêmera que pensa ter acabado com a natureza dolorosa da existência. a felicidade é uma mitificação da vida humana. para mim é suficiente meu autocontentamento particular. contentamento singular que me torna, a um só tempo, indiferente à felicidade e à infelicidade. ambas são apenas opções opostas e igualmente viáveis. assim me recuso ser complacente para com qualquer que seja o pretenso caminho tanto para a felicidade quanto para a infelicidade. estas não são condições de necessidade. apenas preservam uma existência neurótica e de mentira permanente. me é suficiente meu saber viver. e olha que não há nada de mais duro e penoso que essa sabedoria indiferente à vida indiscutível e eternamente desejável. Assumo todo e qualquer risco. viver indefinidamente protegendo-se nada mais é do que o caráter neurótico da esperança. não sou universalista muito menos prescritivista. sou suficiente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;prostitutas e vicodin não são atrativos de uma outra vida melhor que eu jamais viverei. nem mesmo pior. não sou um cara exausto e niilista. muito menos estou esgotado. mesmo sendo médico não mantenho minha atenção e meu entusiasmo sobre aquilo que poderia haver. sou fiel à nua e crua experiência do real. minha opção moral se coloca ao lado de qualquer outra sem pretender ser a única possível. esta crueza que tudo horizontaliza é minha providência pessoal. é ela que me leva aos momentos oportunos. minhas intenções, palavras e meus atos não tentam desviar da evidência da morte, da dor e do sofrimento. não tentam desviar da evidência do efêmero e do acaso, estes que a todo tempo garantem minhas deduções e soluções de problemas. minha medicina não é uma filosofia-remédio chamada para testemunhar contra o desvalor da vida humana no plano do ser. é uma tomada de decisão singular e própria, tal qual não-procriar ou me suicidar. o meu melhor que ser feliz ou infeliz não é um simples assunto de psicologia, implica sim um conhecimento desde dentro. um conhecer eviscerado. é um saber da desilusão. é insensato e um contra-senso como toda a realidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;terceira parte:&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;condenado à vida, house permite-se o luxo do acaso e do artifício&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pois bem, aqui estou completamente livre. posso cultivar em mim o que eu bem entender. assumo o risco da dor como uma secreta aliança entre trágico e jubiloso. não esta dor que sinto em minha perna. esta que vocês insistem em ver como pretexto exterior de meu suposto sofrimento. assumo o risco da dor fundamental de estar no mundo, provação e prova. a dor estrutural que a existência nos impõe: evidência da morte, do efêmero, do sofrer. dor imposta como exigência na qual temos que tomar uma posição. não uma posição de esperança ilimitada e luminosa. como as esperanças que nada mais são do que disfarce, indício de falsidade e ocasião de logro. mas uma posição onde eu possa estabelecer outras relações. as relações que eu bem quiser. seja ela pessimista, triste ou mesmo niilista. não me venham condenar a uma falsa e medíocre alegria. estou absolutamente à vontade em minha existência não dissimulada. o remorso da consciência é indecente. sou livre para cultivar minhas qualidades mais elevadas sem o menor pudor. cultivo minha tristeza, minha melancolia e meu humor crepuscular com todo o luxo que me permito. sim, é a luxúria provinda dessas qualidades que me tornam exuberante. e vou mais longe! minha posição diante a existência está em plena harmonia com minha atuação médica. saber da desilusão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sei que, enquanto faço algo para salvar a vida de meus pacientes, suas próprias vidas estão desfazendo, tanto o feito quanto a si mesmas. o horizonte de atuação é sempre o mesmo: indeterminação, incerteza e despejo. e é justamente por causa desta condição negativa fundamental que me solidarizo com meus pacientes. nem eu nem eles temos algum valor estrutural. assim, os respeito. condenados à vida... condenados à morte ao nascer... sim, é o mesmo princípio que nos gera é o que nos mata: nascimento. ah, esse ato violento de nos impor a existência. certamente, a única cura possível é não ter nascido. ah, a inconveniência de ter nascido... também como médico invejo tudo o que é não-ser. não-ser do ente. não-ser doente. minha única inveja e lucidez. e por falar em lucidez... há pessoa melhor neste hospital para lidar com os elementos trágicos e inegociáveis da vida? essa é minha virtude. admito atuar fora da moralidade na maioria de meus comportamentos. pois desse modo posso constantemente insurgir contra todas as moralidades da totalidade. estes delírios de grandeza que a todo tempo tentam justificar moralmente ações terríveis. a ética é somente uma, dentre muitas outras, dimensão de justificação das nossas ações. na mesma medida sou inabilitado tanto para moralidade quanto para imoralidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ah, e não esqueçamos mais uma dialética crucial! a gratidão também é mistificação de miseráveis. doloridos que ultravalorizam a ausência de dor. e agradecem o alívio. a maior riqueza do miserável é sempre o mais insignificante. insignificância planejada como algo da mais alta importância no planejamento da afirmatividade vigente. por isso não escondo de ninguém que seu otimismo é parte de sua miséria. da esperança de gratidão e alívio. e assim, miseravelmente, todo mundo mente. contra isso, não a paranóia pela verdade. sim, saibamos utilizar nossa mortalidade contra todo tipo de projeto infinitista de vida. sabedoria, sempre reativa, crítica, opositora e desestabilizadora. sabedoria triunfante com as de hercuile poirot e a de sherlock holmes. e por falar nisso... que venha o próximo caso!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel [junho de 2011]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;nota:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;[1] idéia apropriada de:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;cabrera, Julio. cine: 100 años de filosofia. una introducción a la filosofía a través del análisis de películas. gedisa, espanha, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;______________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;bibliografia:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cabrera, Julio (org.). ética negativa: problemas e discussões. editora UFG, goiânia, 2008&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;______. “políticas negativas y ética de La libertación: ¿es posible ser un pesimista revolucionario? (mi encuentro con enrique dussel) (2002). en análisis y existencia – pensamiento en travesía. ediciones del copista, argentina, 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;filmografia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;house md. (seriado de tv). criador: david shore. elenco: hugh laurie, robert &amp;nbsp;sean leonard and lisa edelstein. produtores: heel &amp;amp; toe films, shore z productions, bad hat harry productions, moratim productions, nbc universal television e universal media studios. usa, 2004-2011.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-4638069070208979559?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/4638069070208979559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/apologia-de-house-um-experimento-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/4638069070208979559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/4638069070208979559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/apologia-de-house-um-experimento-de.html' title='apologia de house: um experimento de ética negativa com o conceito-imagem dr. house md'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aCkw1iK27AI/Ti8AM_SogNI/AAAAAAAAAeQ/cE0ZSXsArt4/s72-c/apologia+de+house.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-2753423281151018894</id><published>2011-07-18T12:44:00.000-07:00</published><updated>2012-02-12T10:26:10.017-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruínas em ruídos'/><title type='text'>cYb!053 al-5u1uk - mi m0v!m!3n70</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-f5NV8THgdhk/Thx9GfC62SI/AAAAAAAAAds/W4yDDRN_Q1U/s1600/cYb%2521053+al-5u1uk.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-f5NV8THgdhk/Thx9GfC62SI/AAAAAAAAAds/W4yDDRN_Q1U/s320/cYb%2521053+al-5u1uk.jpg" width="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;qualquer viajante que trilha, errantemente, pelo planeta terra, sabe que, a partir de uma certa distância, seguir em frente é retornar ao ponto de partida:a trilha mais distante é um círculo. o mesmo acontece com o tempo. chega-se a um momento da distância em que, seguir para o futuro é um retornar ao passado. não que isso signifique algum tipo de retrocesso, comumente pensado. significa sim que, nas trilhas circulares do espaço-tempo, seguir em frente é ir à origem e, assim, abri-la novamente, pois muito já se percorreu até aí. em termos de ancestralidade, este seguir-voltar significa restabelecer, a qualquer que seja a raiz ancestral, sua constitucionalidade histórica criativa original: toda raiz é constituída historicamente a cada momento. desse modo, chega o momento decisivo para qualquer que seja o/a descendente: seguir em frente na linha do tempo, para trilhar os passos originais, do mesmo modo que o fizeram seus ancestrais. se num movimento passado criaram-se etnias, este processo nunca se fechou. criar etnias nunca foi um privilegio imemorial. criam-se etnias a cada instante da história, inclusive neste momento está nascendo alguma etnia que logo se fará ver. podemos chamar esse processo em aberto, de etnogênesis permanente. porém, por todos os lados encontramos resistência violenta que tentam suprimir etnias nascentes. do mesmo modo que etnias antigas insistem em aniquilar etnias contemporâneas a elas. no entanto, é preciso tanto um revisionismo insurgente quanto um lançar-se ao ainda não colocado para existir. e isto exige outras sensibilidades. a minha está a meio caminho. meus sentidos são pontes. assim, toda minha arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;neste horizonte batizei meu auto-movimento de seguir em frente no círculo de cybiose al-suluk. movimento de seguir em frente como retorno para ser outro. pois, as ferramentas intelectuais e geradoras de sensibilidades, a formas de auto-organização e gestão não são mais as mesmas; os afetos e as idéias são outras. até os instintos são outros. a luta se metamorfoseou. cybiose é o híbrido simbiôntico tenológico de um futuro primitivo. al-suluk é o estado de ânimo dos antigos heróis e poetas desgarrados de suas tribos pelos desertos da antiga arábia. juntos, cybiose al-suluk é a sensibilidade combatente e rebelde de uma etnogênesis permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para melhor esclarecer o parágrafo acima, vejam a baixo, o &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;e-mail&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;que enviei ao&lt;b style="font-size: x-large;"&gt; &lt;i&gt;wilson sukorski&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;olá wilson sukorski. meu nome é léo pimentel. fui amigo da sabedoria (filósofo) de formação, no entanto, ao fazer de minha vida um experimento, e abandonando o meio acadêmico em prol de uma liberdade maior de ser e pensar, tornei-me amante da heresia. nesse processo de tornar-me algo próprio, fiz uma série de viagens míticas buscando uma ancestralidade que foi, de descobertas genealógicas até fragmentos de culturas em mim que eu não percebia (textualidade e musicalidade principalmente). essa tentativa foi de muito proveito, pois tive a oportunidade de ter contato com culturas passadas e voltar ao hoje e ser outro. carrego comigo, e as valorizo radicalmente, tudo o que há em mim de africano, indígena, cigano e também do leste europeu. para minha pretensão se completar eu precisava de um upgrade profundo, pois minha sensibilidade era outra. foi então que, assistindo a uma entrevista que a tv cultura fez contigo, lá pelo ano de 2004, não sei bem ao certo, que o upgrade me foi oferecido. sukorski, você falava dos instrumentos que tu inventaras e da música que fazias: “novas sensibilidades precisam de novas musicalidades, portanto novos instrumentos”. bom, acho que eram mais ou menos assim suas palavras. mas o importante é que essa tua idéia me morde os calcanhares até os dias de hoje. já fazem uns bons seis anos de mordidas.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;no final do ano de 2010, adquiri um programa para fazer música eletrônica. foi nesta data que me vi numa sinuca. eu tinha que fazer algo com tudo isso. minha única formação musical é um ouvido curioso de anos e anos de antropofagia. curioso e de calcanhares mordidos, estudei o básico desse programa de fazer música. comecei a fazer uma serie de experimentos. até que uma música que fiz me intimou. foi irreversível. fiz mais 12 músicas de mesma inspiração. só para você ter uma idéia conceitual dessas criaturas: para minhas pretensões demiúrgicas, elas expressam toda minha ingenuidade e sinceridade musical. as considero músicas tribais de uma tribo extinta de um futuro primitivo na qual, tranquilamente, eu seria o primeiro e último representante, sem a menor humildade. as compus como as futuras sociedades de florestas e desertos farão sua comida: fogo em uma fogueira (cujo combustível é todo o lixo tecnológico que não funciona mais, pois combustíveis fósseis já não existirão mais), música reproduzida em um velhíssimo laptop (com baterias solares e ornamentado com ossos, sementes coloridas e cascas de árvores) acompanhada por músicos-arqueólogos que acharam em escavações alguns instrumentos com a assinatura wilson sukorski. bom, após todo esse cenário sci-fi noir de pretensão e composição musical, cheguei a um resultado final que o batizei de as “sukorskianas”. pois é Sukorski este foi o meu modo de lhe agradecer e homenageá-lo pela sua involuntária, e também fantasmagórica orientação musical.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;é com essa estranha carta-manifesto-cyberpunk-primitivo, que espero abrir um proveitoso diálogo entre nós. em anexo lhe envio uma das 13 Sukorskianas. Ingênuas, porém sinceras.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;desde já lhe agradeço,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;um abraço,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;léo pimentel&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;a flor e a palavra - letras insurgentes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;após compor as sukorskianas me foi necessário escrever letras para elas (no entanto que jamais serão cantadas, mas&amp;nbsp;estranhamente&amp;nbsp;recitadas). assim, o fiz. escrevi letras hardcore para elas. a interação entre ambas as expressões se deram de modo independente, aleatório e autônomo, no entanto, simbiôntico. tanto que, a cada momento em que ambas interagem, algo diferente acontece. vivendo isso, fez-se necessário não gravar letra sobre música. pois isso mumificaria a maravilhosa relação simbiôntica aí existente. salvaguardando isso ei-las aqui com um dos mundo possíveis de relação entre elas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7ApMV6fRRKg?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;eis as sukorskiana!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="345" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F935966&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;show_playcount=true&amp;amp;show_artwork=true&amp;amp;color=000000"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" height="345" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F935966&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;show_playcount=true&amp;amp;show_artwork=true&amp;amp;color=000000" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;   &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia/sets/sukorskianas"&gt;sukorskianas&lt;/a&gt; by &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia"&gt;amantedaheresia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;instruções:&lt;/b&gt; clique com o botão direito do mouse sobre o link (a baixo) da letra correspondente à musica acima escolhida, para que ela seja aberta em outra guia de seu&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;navegador&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;(&lt;/i&gt;&lt;i&gt;browse&lt;/i&gt;&lt;i&gt;), e assim, você a leia enquanto ouve a música.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=17xnuxz4lYmWpY8rZGlwfesi1tFx7XA3uKkGQwvTgnuE"&gt;hiper-anarkia transcontinental&lt;/a&gt; para sukorskiana 01&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1b23-JuWO1gHv0-4hNgQxQfikkvOlDVpk2FGvPWT6OCk"&gt;passos de insurreição&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 02&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1FGySzlTVYs8iQxwfhF-dvuV_g3OCBsilEkG5gPCviBA"&gt;grande deserto da realidade&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 03&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1nwJulWtnwz5W25JU1K92Yl8qhaZAz0oogPSqhPIIai4"&gt;hardcore entre real-vitual&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 04&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1H16izkmvDSoAUwVlnFxhFuIRJELzSJoriPqFCHzs8Og"&gt;etnogêneses, eu e você&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 05&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1CwIAF0iogvG2hfutqDjzyGur_-yogYjxbt7uRyEfp5o"&gt;criemos novos instintos&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 06&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=12VvD5rZ13Epq523EJU1Wx8YL6xJINq9t9sor1KZT_GA"&gt;além do hiper-real&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 07&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=17E11fwz92lSdG3dLgfOUPwqtUuj9qm7mVsGW5NonTNA"&gt;desligue e venha&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 08&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1-2Y5K8ACruw9M4kU4ooecgMErasnMA8WmwnjBJXMnFM"&gt;o dever de morrer do brasil&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 09&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1iJz-Ta4mOLZa3hbvGWIPpJ5zI2VuS1llux_h5I5175M"&gt;divididos, perdemos&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 10&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1v1aZYmk4t2RvkTx_cF_GXEK734sLhUwm-e6BILFKVUw"&gt;à morte, com carinho&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 11&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/document/pub?id=1CDYe0Vgd07h8wNg6fqy52c1VUCJWzWCgrqqA9CiV0kc"&gt;eutanásia à pátria&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para sukorskiana 12&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;sukorskiana 13 &lt;a href="http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/o-nascimento-de-uma-quetzalcoatl-ou-dos.html"&gt;para filosofia cinza de marcia tiburi&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;caixa preta - tempo-espacialização imagética&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mas não termina por aí. há um terceiro elemento! vídeo! isso mesmo, um triângulo. o vídeo está montagem como um espaço para o acontecimento da relação simbiôntica entre letras recitadas e música hardcore-eletroacústica. o vídeo tem duração de 45 minutos, tempo-espacializado em imagens para a apresentação aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;---&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="font-size: x-large;"&gt;&lt;i&gt;mitologia cybionte&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"o princípio do mundo" (&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/81369753/o-principio-do-mundo-versao-cybionte-2012"&gt;leia o texto aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;release&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para conhecer a operacionalidade do projeto, &lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/81368860/Release-Cyb-053-Al-5u1uk-2012"&gt;veja aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;vocabulário:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;cybiose&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;: união metamorfa das palavras simbiose (relação entre dois organismos na qual um ou ambos beneficiam-se.) e cyber [abreviatura do inglês – cybernetics (cibernética: significando condutor, governador, piloto) é uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas cibernéticas (homeostatos, servomecanismos, etc.)]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;hardcore&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;: comumente conhecido como um estilo de punk rock. suas características são: tempos extremamente acelerados, letras de protesto político e social e revolta, e cantadas de forma agressiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;música eletroacústica&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;: música criada ou modificada através do uso de equipamentos e instrumentos electrônicos, tais como sintetizadores, gravadores digitais, computadores ou softwares de composição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;al-suluk&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;: palavra árabe que significa aqueles/as que perderam os vínculos tribais e por tais passam a viver à margem da sociedade tribal. vagam pelo deserto em busca de hospitalidade ou vivem de pilhagens. também são considerados heróis/heroínas já que sobrevivem sem a proteção dos laços de sangue.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;léo pimentel, amante da heresia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;julho de 2011 - up-grade em fevereiro de 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/XmSsrMOXul0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-2753423281151018894?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/2753423281151018894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/cyb053-al-5u1uk-mi-m0vm3n70.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2753423281151018894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2753423281151018894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/cyb053-al-5u1uk-mi-m0vm3n70.html' title='cYb!053 al-5u1uk - mi m0v!m!3n70'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-f5NV8THgdhk/Thx9GfC62SI/AAAAAAAAAds/W4yDDRN_Q1U/s72-c/cYb%2521053+al-5u1uk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-6432354545475577730</id><published>2011-07-11T15:48:00.000-07:00</published><updated>2012-02-11T14:13:39.973-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><title type='text'>o nascimento de uma quetzalcoátl :ou: dos cinzeiros de uma medusa cúbica invertida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NPAm7ctnRcE/Tht8KbOsacI/AAAAAAAAAdo/o0nsntpaAWA/s1600/filcinza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://1.bp.blogspot.com/-NPAm7ctnRcE/Tht8KbOsacI/AAAAAAAAAdo/o0nsntpaAWA/s320/filcinza.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;após diabolus/desenho (experimento inturmão com o diálogo/desenho [1]), fui presenteado, pela própria marcia tiburi (&lt;a href="http://filosofiacinza.wordpress.com/"&gt;http://filosofiacinza.wordpress.com/&lt;/a&gt;), com um exemplar de sua obra-prima “filosofia cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita” [2]. já fiquei fascinado (canto de sereia) desde o título. assim, ébrio, abri o li. adoravelmente uma dedicatória saltou em mim (mensagem ao mesmo tempo futura e póstuma). sua técnica de ataque foi a mesma de uma vespa-do-mar [3]. tentáculos ágeis me envolveram e me inocularam saboroso e mortal veneno. porém, marcia me alertara: “toque de medusa ao contrário”. sim, primeiro “toque de medusa”, que ao invés de cobras tinham delicados tentáculos saindo de sua cabeça. que ao simples contato com minha pele, abriu-me feridas e inoculou-me cinzas e brasas. em seguida “ao contrário”: ao invés de um colapso generalizado em meu corpo, fui tornado quetzalcoátl [4]. com essa nova pele e forma, “serpente emplumada”, “pássaro serpente da guerra” (para astecas, toltecas e maias) voei sobre a filosofia cinza de marcia tiburi em busca da melancolia e do corpo nas dobras da escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYWUxZmZjN2YtMzE1ZS00NWE5LThlMWUtZWNjOWYyOWZhOGIy&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;b&gt;leia o artigo aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouça a música abaixo:&lt;br /&gt;&lt;object height="81" width="100%"&gt; &lt;param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F18850942&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=000000"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F18850942&amp;amp;show_comments=true&amp;amp;auto_play=false&amp;amp;color=000000" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;   &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia/surkoskiana-13-para-filosofia"&gt;surkoskiana 13 para filosofia cinza&lt;/a&gt; by &lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia"&gt;amantedaheresia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;notas:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] &amp;nbsp;tiburi, marcia e chuí, Fernando. diálogo/desenho. são paulo: senac, 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] &amp;nbsp;tiburi, marcia. filosofia cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita. porto alegre: escritos editora, 2004.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] tão bela como letal, a vespa-do-mar (chironex fleckeri) é uma medusa cubozoária. famosa pelo poder de seu veneno. tão poderoso que pode matar uma pessoa em 2 minutos. tal eficácia torna o resgate muito difícil. um única vespa-do-mar carrega veneno suficiente para matar aproximadamente 60 homens adultos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[4] inventor dos livros e do calendário; doador de milho para a humanidade; às vezes um símbolo da morte e da ressurreição&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-6432354545475577730?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/6432354545475577730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/o-nascimento-de-uma-quetzalcoatl-ou-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6432354545475577730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6432354545475577730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/o-nascimento-de-uma-quetzalcoatl-ou-dos.html' title='o nascimento de uma quetzalcoátl :ou: dos cinzeiros de uma medusa cúbica invertida'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NPAm7ctnRcE/Tht8KbOsacI/AAAAAAAAAdo/o0nsntpaAWA/s72-c/filcinza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-6980923706146267201</id><published>2011-07-04T17:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T17:38:09.444-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>sobre “filosofias com cotidiano - andanças filosóficas” - com gabriel s. a. antunes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nL1mgj4Hs3Y/ThJbxR9kZFI/AAAAAAAAAdk/IuBossLCU8k/s1600/filosofias+com+cotidiano.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-nL1mgj4Hs3Y/ThJbxR9kZFI/AAAAAAAAAdk/IuBossLCU8k/s320/filosofias+com+cotidiano.jpg" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;uoatá (i), uguatá, divagar, percorrer, mover-se, dar passos: andança. ocupar e desocupar espaços. pois bem, em espaços e tempos filosóficos. assim sugere gabriel. sugestão para colocar-se a caminhar pelo cotidiano. não qualquer caminho, mas caminhos que precisam ser abertos. picadas filosóficas em seus dois, ou três sentidos. assim li seu livro: um percorrer sem mapa. percurso topográfico aos tatos. mais do que provocações literárias de um nomadismo psíquico. mas uma andança não-histórica para lançar-se a um futuro para além do progresso. diferente de seu outro livro, que tinha um compromisso com sua juventude, neste, gabriel firma um compromisso com sua imigração. imigrante dialético que recebe o impacto do ambiente ao mesmo tempo que o ambiente recebe ser impacto. rumo a uma síntese autêntica, mais do que uma síntese verdadeira. pois bem, sigamos. como dizia a banda ramones: hey ho, let’s go.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;[&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYTAyZjUyNjktMjFjNi00MTQ5LWE4MDktZWRlMDczMzEzNmU0&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;leia o texto na íntegra aqui&lt;/a&gt;]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;___________________________________________&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;bibliografia:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;antunes, gabriel silveira de andrade. Filosofias com cotidiano: andanças filosófica. brasília: bibliofonte, 2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-6980923706146267201?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/6980923706146267201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/sobre-filosofias-com-cotidiano-andancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6980923706146267201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6980923706146267201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/sobre-filosofias-com-cotidiano-andancas.html' title='sobre “filosofias com cotidiano - andanças filosóficas” - com gabriel s. a. antunes'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nL1mgj4Hs3Y/ThJbxR9kZFI/AAAAAAAAAdk/IuBossLCU8k/s72-c/filosofias+com+cotidiano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8307280489283519817</id><published>2011-06-27T08:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T08:59:55.971-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritação'/><title type='text'>para uma fenomenologia da histeria militar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pon8_0xA7ZM/TginqVoj_YI/AAAAAAAAAc0/g45UeW1c8Vs/s1600/para+uma+fenomenlogia+da+histeria+militar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://1.bp.blogspot.com/-pon8_0xA7ZM/TginqVoj_YI/AAAAAAAAAc0/g45UeW1c8Vs/s400/para+uma+fenomenlogia+da+histeria+militar.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: lime; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: lime; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;1. existe alguma forma de estarmos livre da ameaça de guerra?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;esta sentença, elaborada na forma de questão, desde já nos coloca na situação de tentarmos solucioná-la. é essa tentativa que me interessa analisar. uma análise que abandona, de pronto, a pretensão de verdade e abraça a pretensão de sinceridade. tal qual acontece na psicanálise. não me interessa as condições lógicas da veracidade do fenômeno. interessa-me suas condições manifestas. tais elevadas ao nível da significação. significado gerador de sentido que determina os assuntos à vida e à morte de um corpo. por isso a sentença foi elaborada nos termos de algo que ameaça. e este não é qualquer algo. é, antes de tudo, um algo estabelecido na esfera dos conflitos de um/a humano/a contra outro/a. conflito que não é jogo nem debate. não que, alguns/mas não estejam por aí jogando jogos de guerra ou mesmo, debatendo as condições de se declarar ou não uma guerra. conflito que é, antes de tudo, luta: fazer mal a um/a adversário/a. mal que adquire os contornos graduais entre subjugar o/a inimigo/a e a pura e simples aniquilação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;de quais ferramentas intelectivas faríamos uso para a fenomenologia proposta? somente aquelas que nos ajude a analisar de forma prática a questão. desse modo a própria análise já construiria uma metodologia. portanto, algo também por se fazer. o acabamento é escolhido como ferramenta literária. a descrição, escolhida para dimensionar o fenômeno. a ironia, escolhida para dar o tom afetivo da apreensão da coisa. e, a heresia é escolhida como estilo de crítica para colocar pontos até então não colocados por motivos de falta de liberdade. portanto, é a liberdade a grande direcionadora dessa análise. não uma liberdade abstrata, mas uma concreta e prática. uma que pode ser elaborada na seguinte sentença: pretendo-me ver livre do quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;2. guerra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;existe um grande vazio, tanto na literatura quanto na cinematografia, ao tratar a questão da guerra. por exemplo, na literatura, a situação mais expressiva sobre o assunto são dois livros clássicos, ambos intitulados “arte da guerra”. um escrito por sun tzu e outro por nicolau maquiavel. no cinema, eu poderia citar o filme de stanley kubrick, “born to kill”. claro que há uma vasta bibliografia e cinegrafia sobre o assunto. mas isso não me interessa. meu interesse é o fenômeno mesmo naquilo que ameaça a minha ou a tua vida. o curioso vazio a que me refiro é o silêncio que há sobre a arbitrariedade profunda da guerra. não há nela nenhuma necessidade, seja ela funcional ou mesmo epistemológica. nem mesmo há nela raízes em regiões internas e obscuras da vontade e do sentimento humano para explicar sua existência. não é questão de essência (perspectiva religiosa ou científica) ou mesmo da condição humana (perspectiva filosófica). o curioso vazio, que nenhuma representação tocou no assunto até então, é que a guerra é arbitrariamente estabelecida como uma resposta a qual já se esqueceu (voluntariamente ou não) qual havia sido a pergunta. Isso torna mais visível quando vemos que tal “solução” é sempre defendida quando preconceitos nacionalistas entram em jogo: soberania, segurança territorial, autoridade federal, liberdade de ação estatal, etc. fora tais preconceitos, que sentido haveria ter as instituições legislativas e judiciárias internacionais que arbitram e administram uma possível luta entre nações? ou ainda, que sentido haveria ter nações, ao sabor de um ou outro interesse, tranquilamente deixarem de se submeter às obediências a decretos internacionais? sendo solução de um problema que já se esqueceu, o/a nacionalista atuar nela apenas na ordem do fazer cumprir veredictos ou de anular decisões extrajudicialmente. o mais absurdo do silêncio é quando o problema esquecido (ou ocultado voluntariamente) é colocado nos termos daquilo que é considerado absoluto nas relações humanas, a “vida instintiva”. essa colocação só nos diz que os artifícios estão aí para nos colocar alheios/as à nossas questões fundamentais: vida e morte. nada disso nos serve para compreendermos o que pode ter originado a pergunta na qual a solução seria a guerra. pois os artifícios mesmos também são soluções para problemas esquecidos. e aqui o silêncio nos diz muito mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;3. poder&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;representação inventada, caprichosa e mutável, posta como central para a organização sócio-política de nós enquanto comunidades. invenção posta como força obscura, onipresente. não menos que imposta. postulação para adesão. mera potência bruta, cruel: ser capaz de, enquanto importância, influência, eficiência. é antes de tudo verbo: representação de um feito. assim o “poder” sai da ordem do desejo (não é objeto de satisfação) para se estabelecer na ordem da crença (representação de satisfação). o “eu posso” do desejo se transfere ao “eu poderei” que arrasta o/a crédulo a eternamente de uma representação a outra sem jamais conseguir satisfazer-se. indiferença do guerreador (ativista da guerra). a partir do instante que uma representação se desfaz uma outra se faz. toma seu lugar de modo mais forte, já que a prática da anterior nada lhe serviu como experiência de anulação da primeira. assim ora se crê no dinheiro como poder, ora se crê na fala, ora se crê na tecnologia, e assim por diante, indefinidamente. objeto de desejo ausentado. interessante notar que nenhuma delas se estabelece como satisfação real. são eternas transições de realidades de ordenamentos abstratos. portanto, também invenção arbitrária. a guerra, cuja pergunta poderia ser como se satisfaz o desejo pelo poder, é tão vazio quanto o desejo de paz. paradoxalmente, tanto a guerra quanto a paz, podem ser reduzidas ao caráter irredutível da segurança total. não há argumento possível que consiga flexibilizar uma crença. esta carrega em si mesma a fantástica capacidade de aniquilar qualquer idéia de modificação. curiosa maneira de se institucionalizar uma precipitação de acontecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;4. muitos como instrumentos de uma minoria&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;vivemos numa permanente sensação de que existe algo; este nunca aparece; logo outro algo o impede de aparecer. descontentamento ou ressentimento permanente. no entanto, o vazio e o silêncio que muito nos diz nos colocam na situação de que isso não passa de precipitação de acontecimento. é importante que continuemos acreditando na felicidade e na harmonia encontrada somente no futuro. vale mais inventar eminências da solução do que renunciar a própria pergunta. por exemplo, as forças armadas estão aí, pois é eminente a guerra. não importa quem seja o inimigo, a guerra está sempre por vir. essa permanente eminência nos é colocada como a única a garantir a “normalidade original” de toda a humanidade. toda violência é colocada como necessária para que a normalidade ideal se dê. para essa garantia é preciso colocar nossa carne e osso à disposição desta ou daquela nação. esta grande fórmula territorial garantidora da felicidade e da harmonia. de quem? da real felicidade e harmonia de uma minoria? não. pois até a “conspiração dos dominantes” torna-se um mero artifício de esconderijo do vazio. é sempre resultado de uma experiência mística o mostrar que existe ou não existe; o mostrar que isto é verdadeiro ou falso. nostalgia recomendada. o lamento de uma maioria que se entregou ao jogo. lamento que gera hostilidade não contra a minoria, razão de seus lamentos. hostilidade contra a situação de que nada possa haver para além de qualquer que seja a promessa. no caso, nacionais não dirigem seus ódios contra a guerra enquanto tal, mas contra esta ou aquela guerra. ódio contra a possibilidade de que jamais haja um passado perdido ou mesmo um futuro a ser instaurado. ser instrumento somente torna-se problema quando, neste estado de ser, nos lembramos que somos corpos perecíveis. lembramos-nos que não devemos nos adequar a permanente eminência de algo. lembramo-nos de que nosso corpo não é um fantasma ideológico. mesmo que seu domínio seja estranho a qualquer idéia ou ideal, não se está a salvo às chamadas “epidemias psicológicas”. não se está a salvo dos surtos de violência institucionalizada; do acaso geográfico tornado necessidade; das propagações por multiplicação. a guerra não é da ordem das doenças latentes. é da ordem da pressuposição norteadora; da impossibilidade de satisfação. nenhum determinismo o sustenta. não há nem mesmo forças históricas. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;5. entusiasmo e sacrifício&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;qualquer que seja seu gênero, toda verdade tem algo de duvidoso. a não ser que se renuncie aos fatos e alegremente limita-se a conciliar conclusões com premissas. mas a situação, para com a verdade, que estamos acostumados/as a experienciar é a de que, ter certeza de algo pouco tem a ver com a natureza de sua verdade mesma. assim, por exemplo, o fato do ódio e da destruição, e o reconhecimento universal de seu interesse, sempre se dão em caráter altamente obscuro e incompreensível. o grau de interesse por algo aumenta proporcionalmente àquilo cuja realidade seja fundamentalmente ambígua. mas é interessante notar que se preferem mais uma verdade aparentemente segura a uma verdade duvidosa. talvez porque a segurança tende muito mais à loucura de um confronto incansável com a prova da realidade do que a dúvida. desejo ardente e obsessivo. tendência cega por colocar-se a serviço de alguma causa. toda indubitabilidade de um discurso está sempre prestes a anunciar uma cruzada. quanto mais “seguro” estiver um discurso, mais se pensa em termos de ferro e fogo para a obtenção de um assentimento universal. ninguém quer perder a “honra” e arriscar-se a cair no “ridículo” confessando uma dúvida. reivindicação universal de certeza. preferência à indiferença do estar seguro com relação ao próprio conteúdo da segurança. seguro, crédulo e fanático. ato de fé. gosto pela certeza. gosto pela servidão. incapacidade de acomodar-se com a dúvida. capacidade de acomodar-se em algo que se afirma ser portador da verdade. esta a qual o crédulo mesmo não se incomoda em não ter acesso. ama-se guardiões e vigias da verdade. ama-se aquele que pensa por outros. ama-se pensadores intermediários e fantasmáticos. ama-se a adesão a qualquer que seja a causa. ama-se o “em nome de”. um estranho amor por fuga e esconderijo. fuga por não responsabilizar-se diretamente pelo pensado como discurso seguro, portanto verdadeiro. esconderijo por se esconder por de trás deste ou daquele que “sabe”. este considerado como fortaleza inexpugnável, capaz de frustrar toda possibilidade de dúvida. fortaleza que acolhe paixões facilmente despertáveis e eleváveis à potência de psicose coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black; color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;6. conflitos extravagantes da humanidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;é comum identificar como reações “naturais” a autodefesa e a vingança; “lutar pelo que lhe pertence”; “lutar pela maneira de viver que agrade”. &amp;nbsp;as ações que provocariam tais proviriam de fonte externa: um ataque. caso todos os governos se preocupassem apenas com a autodefesa de seus nacionais não haveria oportunidade para a guerra. esta somente poderia ocorrer de um ato de agressão. portanto, a quem seria a preocupação de atacar? a quem seria a iniciativa “artificial” de uma hostilidade? quem seria a ameaça cuja reação seria a “legítima” e “natural” autodefesa? ao revermos a história da humanidade, o quem sempre foi irrelevante. pois, estão todos sempre dispostos a lutar em sua autodefesa. disposição nutrida pela obsessão de “desmentir” a idéia de que há intenções essencialmente pacifistas. obsessão gerada a partir da desconfiança dos pressupostos éticos e das intenções para com aqueles que não partilham das mesmas certezas sociais. assim arbitrariamente surgem inimigos fantasmáticos à espreita. eminência cujo resultado seria a necessidade de acumulação de armamentos. daí ocorre, com o peso de uma norma, por isso se coloca como normalidade, a sensação de que é melhor estar preparado, pois o inimigo não descansa em sua obstinação por nos atacar a qualquer momento. quanto mais temor das possíveis armas que o inimigo possa ter, mais há estímulo por se ter armas mais potentes. no entanto, o modo auxiliares dos governos manterem a constante sensação de temor são, as despesas com armamento e o “prazo de validade” do mesmo. o primeiro modo auxiliar se dá na exigência de maiores orçamentos para os ministérios de defesa e para as forças armadas. e o segundo, na necessidade de evitar o desperdício e renovar o antigo estoque. ambos os modos resultam a chamada “corrida armamentista”. a extravagância deste tipo de corrida é a maneira das políticas internacionais administrarem a quantidade de hostilidade para com o “inimigo”. assim, ora a hostilidade é dirigida para inimigos “externos”, ora para inimigos “internos”. em ambas a hostilidade se dá como elemento para forjar a regularidade do comportamento de um povo. tornar o comportamento hostil algo tão natural que não se nota no cotidiano. ou seja, a hostilidade como movimento inercial de um povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;7. direito e violência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;em nossa vida cotidiana vivemos na idéia de que direito e violência são um a antítese do outro. mesmo que a história da “civilização” que nos é contata, coloque o direito como a superação da violência. no entanto, basta andarmos pelas ruas que vemos que nada se superou. como o entusiasmo e o sacrifício são a experiência da normalidade, o direito é deixado como assunto monótono para ser tratado por estadistas. pois, é um princípio geral que os conflitos de interesse são resolvidos pelo uso da violência: “já que no reino animal é assim que ocorre”. é desse modo que a superação se torna coexistência. o direito não superou as armas que não superou a força muscular. todas coexistem simultaneamente. não se superou a intenção de matar o inimigo para apenas o subjugar. a sede de vingança jamais conseguiu ser ocultada pelo direito. de modo simultâneo se domina pela força bruta e se domina pela força do intelecto. para o primeiro tipo de dominação há as forças armadas. para o segundo tipo, há o judiciário. transição oscilante da violência cujo princípio é o reconhecimento de uma entidade de interesses: vínculos emocionais, sentimentos comuns entre membros de um grupo de pessoas unidas. a situação não é simples, já que poucos indivíduos são igualmente fortes. desse modo os mais fracos tendem a abrir mão de liberdades em prol da segurança. e tende a piorar. quanto mais se deixam a força se concentrar nas mãos de alguns, mais está se ocultando o modo em que se é dominado. criam-se graus desiguais de poder. criam-se graus também desiguais de sujeição. uns tentando se colocar acima das proibições que se aplicariam a todos. outros em constantes esforços para a obtenção de mais poder. e muitos sonhando em ver seus interesses reconhecidos nas leis. no entanto, a transformação cultural daqueles que detém o poder, por vias pacíficas, é algo que parece excessivamente distante de qualquer experiência cotidiana. vemos que não trocamos as infindáveis guerras menores por raras guerras em escala maiores, no entanto mais destrutivas. apenas ampliou-se o horizonte que facilita misturar motivações. preserva-se somente enquanto se destrói o alheio. desse modo, direito e violência somente fazem sentido como uma espécie de mitologia. uma mitologia nada agradável por sinal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;8. adesão ou repulsa às guerras&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;há muito se deixou de tentar elaborar maneiras para se eliminar os impulsos agressivos dos indivíduos. o método que se utiliza é a tentativa de desviá-los, temporariamente, para quando necessário se fazer uso deles. por exemplo, manter unido um povo pelo ódio contra qualquer pessoa que esteja além das fronteiras de seu país ou região. o desvio temporário se dá como uma espera e uma resposta de submissão ou obediência à palavra ou à ordem de uma autoridade hierarquicamente situada. parece não haver problema algum com as usurpações cometidas pelo poder executivo do estado ou, as proibições estabelecidas pela igreja contra a liberdade de pensamento e de agir. em todo caso, a guerra é a pura e simples expressão do impulso agressivo dos indivíduos que se organização em estados e igrejas. Impulsos que visam por fim às personalidades plenas em liberar-se. impulsos que visam colocar outros indivíduos, contra sua vontade, em situações humilhantes: matar outros indivíduos; destruir patrimônios culturais; seguir ordens; etc. já que não correspondem mais aos antigos ideais de heroísmo. a guerra é o espaço de propagação endêmica da violência. espaço de estima e controle do “estado de espírito” de muitos. espaço onde interesses individuais, em um limiar crítico, estão em proximidade geográfica. por exemplo, a luta pela sobrevivência num sistema entre predador-presa cujo folclore chama de “inimigos naturais”. espaço de administração entre determinismos: (1) religioso: os acontecimentos futuros são pré-ordenados e inevitáveis, como a luta entre o bem e o mal; (2) histórico: os vários grupos da sociedade resultam da divisão do trabalho, como a luta entre senhores e escravos; (3) baseado em leis físicas: o comportamento dos povos são explicáveis e previsíveis à base de equações; em termos da dualidade entre verdadeiro e falso; (4) biológico: a violência é uma das calamidades da vida; como a luta entre presa e predador. assim, o poder real de uma guerra é algo mais que uma idéia metafísica. ela opera por ume série de aparelhos que a concretizam. a força seja ela “legítima” ou não, aos aparelhos da guerra pertence. tais se colocam como detentores legítimos do direito de dispor da vida dos indivíduos. tal legitimação confunde o dever de obediência com a obrigação social. para que cada indivíduo se veja frente à necessidade de salvaguardar a liberdade e a segurança de todos os cidadãos: obrigação social. visto desse modo, o indivíduo deve legitimar as bases dos aparelhos da guerra: dever de obediência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;9. soluções que não se sabe a quê: o caso brasil&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;teria os fenômenos culturais a marca do espírito de seu tempo? em cada instante histórico toda a humanidade assume uma determinada perspectiva? apenas uma “elite decisiva” tem acesso a tal perspectiva e consegue impô-la a grande maioria? e a grande maioria? continuam usando perspectivas ultrapassadas? ou está disposta em um número limitado, mas variado, de perspectivas? de modo breve, pensemos, comparativamente, o brasil e a europa em dois momentos históricos. que conexão há a intentona mineira de 1848 com a marcha para versalles dos sans-culottes parisienses? e o valor europeu camponês e operário, que deram as bases para os movimentos socialistas, e os valores quilombolas e indígenas no brasil da virada dos mesmos séculos XIX para o XX? e se avançarmos mais no tempo e chegamos à primeira década do século XXI? qual a relação entre o comunicado em tempo real, de algo acontecido em qualquer lugar do planeta, e o vivido pelo receptor brasileiro? quais os elementos a serem sintetizados no brasil? com são sintetizados? com estão dispostas na cultura brasileira as influências das ondas migratórias da europa e do oriente para o sul do país, das sociedades indígenas de floresta do norte e centro-oeste, dos afrodescendentes filhos de ex-escravos do nordeste? há aí algum tipo de equilíbrio entre seus modelos econômicos, sociais, culturais, artísticos, filosóficos e religiosos? qual espírito de época vive a população brasileira rural (camponeses, indígenas e quilombolas), a proletária e a burguesa? arrisco a seguinte resposta: todas elas vivem inautenticamente. a rural vive o processo de extinção migrando à força para as cidades. a proletária encontra-se dividida entre aqueles que sonham um sonho marxista e outros, que sonham de que é possível enriquecer pelo trabalho duro. a burguesia é a mais patética, pois vive de reações ideológicas desesperadas por implantar realidades fracassadas alheias: a moralidade luso-cristã, o liberalismo norte-americano e a “alta-cultura” européia. &amp;nbsp;e pior, gera uma elite intelectual alheia às outras populações brasileiras, imóvel, incapaz e inapta para romper com a realidade inautêntica na qual vive a cultura brasileira. esta inconfessavelmente ainda em aberto e ainda por inventar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b style="background-color: black;"&gt;10. uma ditadura militar espontânea em histéricos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;tomo emprestado da psicanálise freudiana o termo histeria. tal amplia um pouco mais uma das nuances do fenômeno que aqui investigamos: a guerra. a histeria é a perda do autocontrole devido a um extremo pânico. sendo a guerra um fenômeno que representa um determinado modo da violência, a ditadura militar é um fenômeno derivado; um epifenômeno. desta perspectiva, posso afirmar que a ditadura militar, tal qual a inquisição, é uma espécie de neurose (no caso neurose coletiva e propagada) desencadeada por uma instabilidade emocional decorrida do modo de representar a guerra; sintoma manifesto de conflitos interiores mal resolvidos. para melhor ilustrar minha afirmação, tomo o como e o que desencadeou o golpe militar de 1964 no brasil. faço uso das próprias palavras (de “a verdade sufocada” - 2008) de um general que teve atuação direta em todos os 20 anos que durou a ditadura militar. palavras escritas na forma de um discurso com toda pretensão de verdade universal. general escritor que personifica o “guardião” da verdade, capaz de “impedir que uma nova história seja reescrita pelos derrotados”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;no dia primeiro de abril de 1964, instaura no brasil mais uma ditadura militar – pois já havia ocorrido outra em 1956 que depôs getúlio vargas. foi uma reação exagerada ao que setores da sociedade brasileira acreditavam estar eminente: a instalação de uma “república sindicalista” no brasil. Instalação, “pelo uso da força, por parte de comunistas a solto da ex-urss, de cuba e da china”, de uma república que seria internacionalista onde, a classe trabalhadora, via seus sindicatos, teria o poder de atuação, via o partido comunista, na administração do estado brasileiro. tal modo de administração somente seria possível caso houvesse profundas reformas de base. ou seja, essa possibilidade visava mexer profundamente na ordem e nos valores estabelecidos no brasil desde a época de sua colonização portuguesa. ordem (política e econômica – ou terra, família e pátria) sempre garantida pelas forças armadas – já que o brasil jamais se revolucionou. valores estabelecidos a ferro e fogo pelo processo luso-cristão da igreja – já que o cristianismo sempre se viu como avanço cultural ao lado das forças militares de pacificação. essa reação exagerada considerava o comunismo o grande inimigo da vez – por sinal inimigo fantasmagórico. inimigo tão grande cujo mal era representado como a internacionalização do brasil. “tamanha maldade” manifesta tanto por forças externas (nações comunistas) quanto internas (nacionais considerados “traidores da pátria”). essa profunda e eminente reforma de base, prestes a ser “instaurada pela violência”, teve como grande pivô, joão goulart.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;jango é empossado na presidência sob o regime parlamentarista; reata relações diplomáticas com a ex-urss; se põe contrário às sansões impostas à cuba; estreita relações com o movimento sindical; determina a realização da reforma agrária, fiscal, educacional, bancária e eleitoral; limita a remessa de capital para o exterior; nacionaliza as empresas de comunicação (1961). as forças armadas, a igreja, o latifúndio e outros setores privados, de modo obsessivo, vinham acompanhando de perto todos esses acontecimentos. e esse acompanhamento apenas criava as condições de histeria de guerra cujo sintoma foi a própria instauração da ditadura militar. o próprio Jango, deposto em 1964, após isso manifestou que, o que impediu suas reformas de base foi “absolutizar a possibilidade de um caminho pacífico e não nos prepararmos para enfrentar o emprego da luta armada pela reação”. ou seja, a luta armada nem mesmo estava em segundo plano. a histeria foi tão evidente que por um lado foi organizada uma marcha chamada “marcha da família com deus e pela liberdade” e por outro não houve sequer uma reação violenta de esquerda imediatamente ao golpe militar. a primeira ação violenta da esquerda somente ocorreu, de forma bastante precária, dois anos depois, em 1966. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;léo pimentel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;abril de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8307280489283519817?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8307280489283519817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/para-uma-fenomenologia-da-histeria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8307280489283519817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8307280489283519817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/para-uma-fenomenologia-da-histeria.html' title='para uma fenomenologia da histeria militar'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pon8_0xA7ZM/TginqVoj_YI/AAAAAAAAAc0/g45UeW1c8Vs/s72-c/para+uma+fenomenlogia+da+histeria+militar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-9069106102231214944</id><published>2011-06-20T16:09:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T16:09:32.048-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>eviscerações sobre "escritos de juventude - breves encontros" com gabriel silveira de andrade antunes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SrHSCnpl85k/Tf_SHHrxXGI/AAAAAAAAAcw/TaQjJOi_RFw/s1600/escritos+de+juventude.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-SrHSCnpl85k/Tf_SHHrxXGI/AAAAAAAAAcw/TaQjJOi_RFw/s320/escritos+de+juventude.jpg" width="255" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;“de juventude”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;... começo relembrando um sensação que tive ao reler meus primeiros esboços filosóficos: embaraço. mas... alto lá! nada de mal com isso! explico: sabe quando pré-adolescente? no alto daquela paixonite aguda por aquela/e que faz sua espinha arrepiar? que você resolve escrever uma poética cartinha de amor? pois então, no fogo da paixão tudo o que ali estava escrito fazia o maior sentido. mas a vida seguiu. anos se passaram. envelhecimento irreversível. e eis que de repente, a carta reaparece dentro de uma caixa velha de sapato. a curiosidade o faz lê-la. e eis que chega o momento que falei acima: embaraço. assim você até ri de si mesmo. mas... alto lá! como assim? todas aquelas melosas e ingênuas palavras perderam o sentido? claro que não! &amp;nbsp;foi a inteligência de nossa libido que mudou. e assim li os “escritos filosóficos de juventude” de gabriel s. a. antunes: apreendendo em suas palavras o momento inicial de sua inteligência libidinal, despreocupado em saber onde esta iria me levar. pois bem, vamos lá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;[&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HZWYxNTYxZTMtZGY2NS00ODA0LTk3NTktNzY5MmY0ODY0MWM5&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;leia o texto na íntegra aqui&lt;/a&gt;]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;_______________________________________________&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;bibliografia:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;antunes, gabriel silveira de andrade. &lt;i&gt;escritos filosóficos de juventude – breves encontros. &lt;/i&gt;brasília: bibliofonte, 2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="background: #7F7F7F; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-background-themecolor: text1; mso-background-themetint: 128; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-themecolor: background1;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-9069106102231214944?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/9069106102231214944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/evisceracoes-sobre-escritos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/9069106102231214944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/9069106102231214944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/evisceracoes-sobre-escritos-de.html' title='eviscerações sobre &quot;escritos de juventude - breves encontros&quot; com gabriel silveira de andrade antunes'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SrHSCnpl85k/Tf_SHHrxXGI/AAAAAAAAAcw/TaQjJOi_RFw/s72-c/escritos+de+juventude.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-2661886696080409080</id><published>2011-06-13T17:19:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T17:19:58.460-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>stirnerianas - últimas: "excentricidade-do-próprio"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;[iii]. excentricidade-do-próprio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EioyYGaHw9o/TfaoG7cPXZI/AAAAAAAAAcs/Kjm5PXBJcNw/s1600/egoistas+contra+euistas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://3.bp.blogspot.com/-EioyYGaHw9o/TfaoG7cPXZI/AAAAAAAAAcs/Kjm5PXBJcNw/s200/egoistas+contra+euistas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.i].&lt;/b&gt; &lt;i&gt;não é liberdade se não apropriada por mim&lt;/i&gt; – a liberdade nada tem a ver com abstrações ou idéias fixas. se assim o for és escravo. vives atormentado. sufocado. ser livre é a mais própria representação desse sufocamento. é doutrina apoiada na autoridade. não tem conseqüências práticas. no entanto, estar livre é sua oposição mais radical. apropriação e se ver livre disso e daquilo. &amp;nbsp;poder livrar-se de. relativização abismal. liberdade total que insurge contra qualquer estabelecimento de uma nova dominação. só há liberdade se liberdade desmedida: auto-liberação. um caos sem luz e sem estrela que guie. júbilo arbitrário de se livrar da nostalgia, do lamento romântico e da esperança no futuro e no além. a liberdade não é um bem. não pode ser dada nem imposta. a escola obrigatória e o voto obrigatório são da mesma ordem do serviço militar obrigatório. o mercado, a imprensa, um povo, o pensamento, a ação somente são livres se eu e tu formos excêntricos cada um a seu modo. se eu e tu formos experimento de nossas próprias liberdades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.ii].&lt;/b&gt; &lt;i&gt;eu levado às últimas conseqüências&lt;/i&gt; – minhas loucuras e opiniões pessoais são suficientes para ti? este eu de carne e osso? cheio de coisas privadas? ou para ti sou mero conceito? sei que sim, vês em mim um ser irreal. buscas em mim um princípio de igualdade. prestas mais atenção a apenas uma de minhas qualidades e a apenas um de meus múltiplos vícios. metes em mim um espírito. metes em mim uma humanidade. tornaste-me um ser imortal. algo de transcendente. algo estranho à meu poder. me atribuis uma vocação; uma nacionalidade; uma religião; um gênero. um camarada de manicômio. seres humanos atuais não são seres humanos. apenas pálidas correspondências conceituais. espectros inumanos. no entanto, eu me levo às últimas conseqüências. não me relaciono na qualidade disto ou daquilo. me apresento como ruínas do estado, da sociedade e do humanismo. me apresento egoisticamente. a religião e eu somos inimigos. o estado e eu somos inimigos. o humanismo e eu somos inimigos. tudo o que faço nunca é in abstrato, mas sempre próprio. sempre às últimas conseqüências. não sou finalidade nem resultado de nada. sou transitório. não um produto do pensamento. rebelde e nada subjugado. Inimigo confesso de tudo o que é superior e inferior. meu poder sou eu próprio. dá-se enquanto sou poder de minha propriedade. empoderamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.iii].&lt;/b&gt; &lt;i&gt;desfruta-te e terás direito a desfrutar-se&lt;/i&gt; – não há tribunal no mundo habilitado por mim para decidir se tenho ou não razão. nenhum direito estabelecido por mim será defendido por mim como direito de todos. somente minha força e poder estabelece meus direito. se tenho poder, tenho direitos. sou eu quem decido o que é justo para mim. eu que me defenda. até a impunidade é meu direito. aquele que se ponha a dispor de mim como se eu fosse sua criatura é meu inimigo. trago a razão e a desrazão para o mesmo nível; às minhas regras de conduta. tudo o que é coletivo tem a duração de uma vontade dominante. não conheço lei alguma que domine minha vontade própria. nem mesmo sou escravo ou senhor de mim mesmo. minha contravontade está livre. exercício de rebeldia e desobediência. meus crimes contra todos os crimes do estado, da religião e do humanismo. ruptura radical de velhos laços. infidelidade, deserção, perjúrio, coisas ímpias e criminosas. por isso tanta atenção policial sobre eu e sobre tu. todo nasciturno é um criminoso. goza de todas as suas forças. é sua graduação negação que o torna agradável, utilizável, cordial. caso contrário: vingança e direito se confundem. os castigos da lei. assim não reclamo direito algum. aquilo que não desfruto não tenho qualquer direito. autorizações e legitimações são obsessões produzidas por espectros que nada tem a ver comigo e contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.iv]&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;minhas relações são sempre um atentado contra a majestade do estado, a santidade da igreja e a inviolabilidade da humanidade&lt;/i&gt; – &amp;nbsp;os membros de uma sociedade determinam o caráter de sua sociedade. povo é uma sociedade enganosa. interesses generalizados de membros enganosos. abstração universalizada. ponta extrema da negação do meu bem; da minha emancipação. minha liberdade não é a liberdade do povo. cada indivíduo é inimigo irreconciliável de toda a universalidade. pois cada uma de suas capacidades, se desenvolvidas de modo independente, perturba a harmonia de qualquer povo. somente ao povo à soberania. agrupamento que nos tem em si. ação de um terceiro. entrelaçamento de uma rede de dependências e adesões obrigatória. da família ao estado. necessidade imposta de adaptação de uns aos outros. sociedades independentes de nossos feitos. sociedades que me educam enquanto ferramenta útil; membro útil. as questões da família são as mesmas questões do estado. toleram os inofensivos e os inócuos. aos isolados, libertos das superstições do amor familiar, da fraternidade ou do sentimento filial, a fogueira e a fúria popular. vox populis, vox dei. meu atentado contra tudo isso é a associação. sem princípios ou obrigações. sempre é preciso quebrar a fidelidade e o juramento. associação viva entre hereges, culpados de alta traição; entre aqueles que receberam as penas eclesiásticas, as penas criminais; entre aqueles que sofreram processos inquisitoriais e fiscais. associação viva entre criminosos sem crime que riem de tudo o que considerado sagrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.iv.i].&lt;/b&gt; &lt;i&gt;pauperismo: a manifestação da minha impossibilidade de me valorizar &lt;/i&gt;– o maior dos problemas sociais é definir o meu próprio preço. o maior temor dos governos e de seu respectivo sistema econômico é o levante dos indivíduos. pois isso elevaria os preços de cada pessoa. contra isso, a polícia. pacificadora por tal natureza: “decidam o que quiserem somente não atravessem o meu caminho”; “tenham e valorizem suas idéias, mas somente enquanto minhas idéias forem as suas”. assim, se comportando generosamente lhes é concedido, diplomas, legitimidade e passaporte. como não compartilho as idéias do estado, sou seu inimigo número um. meus pensamentos são sancionados apenas por mim. apoderar-me. ter minha própria força e poder sob meus interesses. ser eu mesmo raiz – radical. não coloco meus poder nas mãos de nenhuma coletividade abstrata. fim da miséria. o miserável continua miserável enquanto não definir um preço muito alto para si; enquanto não sublevar-se para elevar-se. sublevado, sou possuidor de tudo aquilo de que necessito. vou lá e pego simplesmente. o que pego não tem nada de sagrado. no entanto, para saber o que farei enquanto rebelde, revoltado, sublevado, depois de ter quebrado as prisões, teremos... de preparar.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.iv.ii].&lt;/b&gt; &lt;i&gt;ricos, responsáveis pela miséria; pobres, responsáveis pela riqueza&lt;/i&gt; – eis a cachaça do povo: o que possuímos não nos torna felizes; permanente corrida e concorrência. eis a champanhe do rico: desprezo, ganhar dinheiro e vigilância policial. coresponsabilidades. pois não existe poder em si. muito menos direito em si. para tais enquanto não respeito ambas forças sociais, me autorizo a fazer o que bem eu entender. tudo o que falo, escrevo e faço somente é livre enquanto estou livre. me é próprio. nada se liberta daquilo de que eu não me libertar. apenas um pode ser livre, ou eu ou a legalidade ou a lei moral. enquanto há essa tensão permanente eu prefiro ser falso para com o inimigo. ter a coragem da mentira. livre da ilusão de que as palavras entre amigos e entre inimigos têm o mesmo valor. reciprocidade. livre de qualquer amor que pede tributos. livre de qualquer falta de coragem, a humildade. assim todos os poderes se reduzem ao meu poder. todos os poderes que me dominam serão rebaixados à condição de me servir. mártir? apenas de mim mesmo e em meu nome apenas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.v]. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;o gozo do mundo faz parte de meu gozo pessoal &lt;/i&gt;– as misérias da vida são todas as preocupações constantes em apenas viver. preocupado se esquece de gozar a vida; qualificá-la. não há qualidade de vida, há vida qualificada; vida consumida; usar a vida. me uso e me gozo. sem preocupações perco o medo. daí, a esbanjo. dissolvo-me a viver até que a vida se esgote por completo. a busca, seja ela qual for, é o estado terminal da vida do vivente; romantismo, nostalgia e esperança. até o suicídio é um gozar a vida. não dever a minha vida à pátria, à deus, à vida em si. nenhuma missão. nenhuma destinação. nenhuma tarefa. apenas usar minhas forças até onde posso. sou o que posso ser. minha arte, filosofia, postura e ações são as que posso ter. tudo me pertence. tudo me é suficiente. se algo me foge, logo o recupero. as culturas me tornam mais poderoso. a ciência e a arte me permitem poder. não renuncio a nada. e quero mais. assim sou mais que carne e mais que espírito. arbitrário e caprichoso. meus pensamentos às últimas conseqüências. puro movimento da interioridade. movimento que também se auto-consome. consome-se até a aotinção. somente assim deixo de ter crenças. loucura furiosa. pensamento próprio não pensamento livre. este último é tão vazio quanto digestão livre. pensamentos não se libertam, no entanto, eu me liberto de pensamentos. este expressos por uma língua. minha propriedade, a uso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[iii.v.i]&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;qualquer hierarquia somente durará enquanto se acreditar em princípios&lt;/i&gt; – enquanto houver verdade, pressupostos, crítica em ti, és um servidor. todas elas são instrumentos. sirvo-me delas sem me deixar ser usado por suas exigências. verdade própria. pressupostos próprios. crítica própria. para todas critério. nenhuma delas é livre. pois nenhuma delas está livre de mim. não são elas que se desevolvem. eu e tu é que desenvolvemos. não viso combater idéias paras as substitui por outras. pretendo apenas me valorizar. assim mudo subitamente, pois já não me adiro a nada. meu fim e de todas as minhas coisas estão em minhas mãos. nenhum pensamento é sagrado. verdade, pressupostos, crítica são pensamentos. me livro delas quando eu quiser. eu e tu somos perfeitos. não há faltas nem falhas que nos afetam. pecado e crime são pura imaginação. assim como virtude e lei. eu não sou um eu dentre outros eus. sou único. desenvolvo-me a mim próprio enquanto eu único.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;______________&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;eu único&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nem oposição, nem pólos, nem dialética – qualquer maniqueísmo só pode ser superado se se destruir os dois – o um e seu duplo. tanto a matéria quanto o espírito jamais tornar-se-ão algo em mim. apenas corporeidades terminais podem ser algo em mim. o divino, as idéias, a matéria são o que menos importa. nenhuma delas é capaz de ser carne. jamais estarão presentes. jamais serão algo atual. suficiente. apenas grande nostalgia. somente um próprio pode desenvolve-se a si próprio. vive a sua vida até seu fim sem preocupação alguma em saber se o vivido é bom ou mal para a humanidade. minha vida é muito curta para perdê-la cumprindo missões. nenhum conceito me serve para me dar expressão. nenhuma essência que me é apresentada me esgota. são meros nomes. sou criador mortal e perecível. proprietário do meu poder. a minha causa é a causa de mim mesmo; de nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-2661886696080409080?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/2661886696080409080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/stirnerianas-ultimas-excentricidade-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2661886696080409080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2661886696080409080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/stirnerianas-ultimas-excentricidade-do.html' title='stirnerianas - últimas: &quot;excentricidade-do-próprio&quot;'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EioyYGaHw9o/TfaoG7cPXZI/AAAAAAAAAcs/Kjm5PXBJcNw/s72-c/egoistas+contra+euistas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8253463363990349044</id><published>2011-06-03T17:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T17:04:09.866-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>stirnerianas - parte [ii] "liberdades maduras": política, sociedade e humanismo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;[ii] "liberdades maduras": política, sociedade e humanismo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--93lf-QsRzg/Tel2Nnbp8HI/AAAAAAAAAco/OB8dG_L0Tlc/s1600/egoistas+contra+euistas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://3.bp.blogspot.com/--93lf-QsRzg/Tel2Nnbp8HI/AAAAAAAAAco/OB8dG_L0Tlc/s200/egoistas+contra+euistas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;[ii.i]. &lt;i&gt;despi-vos da vossa singularidade para ser um cidadão dessa nação&lt;/i&gt; – tudo o que é coisa do mundo e objetivos do futuro pertencem ao “interesse geral de todos”. belíssima idéia, caso o interesse não fosse estabelecido pelo cidadão desse estado. indivíduo incapaz de interesses particulares. ser humano exemplar. apenas busca a vantagem do estado e não a de seus interesses pessoais. vantagens econômicas, de justiça e de poder. minha pessoa nada conta. absoluto contra qualquer iniciativa. absoluto contra qualquer liberdade. és livre, caso sejas servidor obediente; caso seus objetivos sejam os do comportamento moral e liberdade moderada. sujeito às leis. ativista entusiasmado contra qualquer coisa que signifique autodeterminação totalmente livre. a liberdade torna-se algo pesado e velho. não se livra-se das coisa, sim livra-se nas coisas. estas nas quais o sagrado estado santificou como aquilo que o serve e lhe serve. soberano impessoal: constituição, imprensa, mercado, legalidade, reforma, progresso, titulação e polícia. tudo é dito pela lei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[ii.ii]. &lt;i&gt;a sociedade é a única que tem autonomia&lt;/i&gt; &amp;nbsp;– meu corpo vivo. teu corpo vivo. tens algo que eu gostaria de ter. tenho algo que gostarias de ter. unidos temos nossos corpos a serviço da distribuição igualitária. no entanto, cada corpo é um indivíduo sem comando nem propriedades. o comando, já o deixei nas mãos da lei. agora, as propriedades, as deixo nas mãos da sociedade. elevação e rebaixamento como critérios da liberdade. trabalhar uns para os outros é a base da dignidade. o único valor possível é que sejamos trabalhadores aos olhos dos outros. trabalhadores pacientes e submissos. questão de mérito. é a aquisição e a distribuição de bens que nos torna mais humanos. aspirar a tudo. política da esperança. dia útil. destino e vocação. preguiça e vagabundagem são pecados mortais e crimes hediondos. a ocupação é permanente. se burguês me indigno com os vagabundos; se proletário me irrito com o preguiçoso. a vagabundagem é parasitária. a preguiça, associal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[ii.iii]. &lt;i&gt;construção em mim uma imagem da humanidade&lt;/i&gt; – eis a liberdade futura: a liberdade tornada impessoal, universal. onde não haja mais nada de atual. consciência superior. a possibilidade abstrata e absurda de fazer aquilo que outra pessoa faz. a igualação é completa. nada é raro, excêntrico ou original. não há espaço para singularidades. não podemos ser menos. um só indivíduo; frágil; efêmero; desejoso; interessado. jamais podendo se relacionar com outros na qualidade que és apropriativamente. o indivíduo não é nada. a humanidade é tudo. o indivíduo não é essencial. a humanidade sim. toda pessoa é, em si, potencialmente desumana. monstro inumano. potência causadora de danos às outras. por isso é preciso abstrair-se. tornar-se imagem da humanidade. superação das limitações do eu para um eu humano ilimitado. tornar-se um preconceito. separado e acima.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[nota] :&lt;/b&gt; &amp;nbsp;em meu âmbito radical, a dessacralização do pensar, do sentir e do desejo. nivelamento radical entre pensar ou não-pensar, sentir ou não sentir, desejar ou não desejar. ser livre por pura diversão ou capricho amoroso. luta corpo a corpo contra tudo que é pressuposto para além da personalidade de minha carne. nada será poupado das conseqüências práticas de minhas apropriações e empoderamentos. &amp;nbsp;descobrir-me a mim mesmo. novos ares para dar força à minha tendência à indisciplina e à teimosia. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8253463363990349044?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8253463363990349044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/stirnerianas-parte-ii-liberdades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8253463363990349044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8253463363990349044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/06/stirnerianas-parte-ii-liberdades.html' title='stirnerianas - parte [ii] &quot;liberdades maduras&quot;: política, sociedade e humanismo.'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--93lf-QsRzg/Tel2Nnbp8HI/AAAAAAAAAco/OB8dG_L0Tlc/s72-c/egoistas+contra+euistas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8590129495262356750</id><published>2011-05-30T14:36:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T14:36:38.331-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>stirnerianas - parte [i] psicogêneses do eu impessoal</title><content type='html'>&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[i] psicogêneses do eu impe&lt;/span&gt;ssoal&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Q_w0RuU2rRg/TeQNxcQbcvI/AAAAAAAAAcg/nDNVVntQ8es/s1600/egoistas+contra+euistas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" src="http://1.bp.blogspot.com/-Q_w0RuU2rRg/TeQNxcQbcvI/AAAAAAAAAcg/nDNVVntQ8es/s320/egoistas+contra+euistas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[i.i]. &lt;i&gt;em mim mesmo&lt;/i&gt; – para mim, não há nada acima de mim. ao nascer fui entregue à insuportável indiferença do ser: colocado de frente a outros mortais, na condição de que, do ponto de vista da mortalidade, não há morte melhor que outra; nem acima, nem a baixo estamos uns dos outros. horizontalidade do descrédito fundamental. sentimento de vacuidade. incapazes de espírito, nascemos “anticristos”, antipatrióticos, anti-sociais. nada há de verdadeiro em tais coisas. estamos a bel-prazer. não temos ideais, idéias nem pensamentos. nascemos corpos, pessoais e egoístas. vivemos para si. referência única de todas as coisas. niilistas de símbolos. aterrados neste mundo suficiente pelo princípio do atual suficiente. somente eu sou corpo. deus, governantes, líderes religiosos, pátrias, etc., meras desnecessidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[i.ii]. &lt;i&gt;falta de espiritualidade&lt;/i&gt; – a infância se estabelece&amp;nbsp; como desinteresse pela mesquinhez de sua vida. o corpo infantil começa a não mais ter reflexo no espelho. pedagogia para o anti-narcisismo. imagem liberta. na promessa de que, sem reflexo, jamais se sentirá oprimido e amedrontado. à indiferença do ser não lhe é dada mais importância alguma. planta-se a esperança do liberar-se das coisas do atual suficiente. a vida enquanto vida suficiente torna-se “vida verdadeira”. ou seja, vida insuficiente. a verdade é a insuficiente. tal qual a insuficiência é a verdade. o mundo vazio de verdade no nascimento, na infância torna-se cheio. rejeita-se a suficiência na impossibilidade de se liberar da indiferença do ser. toda participação daqui para frente deve ser cuidadosa, paranóica e de pura cordialidade. o vazio é introduzido ao corpo. é nomeado como alma. abertura para que tudo torne-se participação espiritual. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[i.iii].&lt;i&gt; insurreições da vacuidade &lt;/i&gt;– tornado estrangeiro e liberto do atual suficiente, é preciso ter planos de insuficiência: melhoramento de vida, salvação do mundo.&amp;nbsp; banimento radical de nós próprios. seu eu torna-se insuficiente. ser outro é a necessidade: ser alma;&amp;nbsp; ser espírito; ser humano. verdadeiramente verdadeiro. verdade em si. assim o vazio introduzido no corpo infantil é preenchido. tornando-o corpo ilusório. corpo para culto e serviço. pessoa santificada que guerreará por toda sua vida contra os prazeres egoístas. abstrações e espectros combatendo o histórico de uma materialidade. mortalidade subjugada. neste momento a “vida verdadeira” acaba por fixar-se da forma mais opressiva possível: sacralidade. o grande entusiasmo! origem de toda religiosidade. entusiasmado, apenas se vive enquanto a lei aí vive. caso contrário, nunca se estará seguro de sua vida. assim, um jovem nunca poderá compreender um nasciturno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[i.iv]. &lt;i&gt;a renúncia a si mesmo&lt;/i&gt; – capazes de espírito, eis que é chegado momento. uma vida inteira de sentimentos impostos. sentimentos para que neles acreditemos e para que deles dependamos. necessidade maior do que para com o oxigênio. deus, pátria, família, liberdade, imortalidade, humanitarismo, democracia: todos sentimentos distanciados de suas idéias. pois estas ao menos podem ser reversíveis e abandonadas. nenhuma iniciativa nos é mais deixada. nos restando apenas o temor, o respeito, a veneração e a submissão. nenhum sentimento próprio. nenhum sentimento apropriado. por vezes, de modo repentino, volta o entusiasmo. com ele pretende-se atacar um velho poder, não um velho sentimento. apenas para legitimar outro poder de mesmo sentimento. perante a capacidade de espírito, perdemos qualquer sensação de poder e perdemos toda a coragem. tornamo-nos impotentes e humildes. descemos ao nível da nulidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[i.v]. &lt;i&gt;do desleixo criativo à obsessão do aprendiz&lt;/i&gt; – já adulto a consolidação: impossibilidade de por em causa e em dúvida seus próprios axiomas. nenhuma dedicação, a não ser os interesses de sua mediocridade. dominado por uma única paixão que sacrificou todas as outras. unilateral, limitado e estreito. possuído por uma obsessão. sacrificado por “grandes idéias” e “grandes causas”. ferrenho defensor de uma lista de idéias sagradas e seus respectivos sentimentos imposto em sua infância. sua vida não é experimento de nada seu: interesses pessoais e profanos. é experiência de preceitos da moralidade: auto-humilhação da boa educação. ensinado. inculcado. herdeiro da liberdade adentro dos limites da lei. do ego infantil cresceu ao nível do superego maduro. verdadeiro “estado-de-exceção-de-polícia-secreta”: cristão, cidadão, liberal. um ente concreto obrigado a viver segundo leis conceituais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8590129495262356750?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8590129495262356750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/stirnerianas-parte-i-psicogeneses-do-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8590129495262356750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8590129495262356750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/stirnerianas-parte-i-psicogeneses-do-eu.html' title='stirnerianas - parte [i] psicogêneses do eu impessoal'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Q_w0RuU2rRg/TeQNxcQbcvI/AAAAAAAAAcg/nDNVVntQ8es/s72-c/egoistas+contra+euistas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-6408800310190268225</id><published>2011-05-26T14:16:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T14:16:35.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: la última [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XXVII &lt;br /&gt;(décima quarta e última [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;márcia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EWfg7oIFr_s/Td7C5eJ4DkI/AAAAAAAAAcc/GUSP0jZTfVc/s1600/the+last+one.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-EWfg7oIFr_s/Td7C5eJ4DkI/AAAAAAAAAcc/GUSP0jZTfVc/s200/the+last+one.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;chego ao fim. esta como experiência da terminalidade de todas as coisas (minha ausência logo será preenchida por uma outra coisa). a última [cor]respondência. nenhuma saudade ou nostalgia de começo (é preciso rir da fênix). rir e seguir. sigamos assim, livres, portanto, sem esperanças (nem passadas nem futuras). márcia, em sua última carta você a começa pensando a cópia (preocupada com a possibilidade de repetir aristóteles). pois bem, não sejamos antifilosóficos nem antidialéticas. pensemos uma única situação de cópia: elmyr de hory (brilhante falsificador de arte do século xx). sua contribuição para pensar a cópia foi a de torná-la limítrofe (serve como portões do plano material da arte para sua sutileza e espiritualidade). suas falsificações não continham a certeza absoluta; continham a multiplicidade imanente de uma natureza fantástica. elmyr não falsificava obras já existentes de pintores célebres. elmyr pintava obras originais fazendo uso dos estilos de pintores célebres. de forma genial sua copia era a do estilo. ato mágico do traço (vivifica). [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HY2VmOTE0M2ItZjNiZi00Y2FhLTk1MmEtOTU0MDgyOTE4ZmQ3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo o texto aqui.&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-6408800310190268225?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/6408800310190268225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-la-ultima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6408800310190268225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6408800310190268225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-la-ultima.html' title='diabolus/desenho: la última [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EWfg7oIFr_s/Td7C5eJ4DkI/AAAAAAAAAcc/GUSP0jZTfVc/s72-c/the+last+one.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-5186950491685144607</id><published>2011-05-23T07:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T07:02:10.703-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 13ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XXV&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(décima terceira [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MsSL_do4S5c/TdpoRnH6UGI/AAAAAAAAAcY/YX_mFtMIuH8/s1600/d%25C3%25A9cima+terceira+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://1.bp.blogspot.com/-MsSL_do4S5c/TdpoRnH6UGI/AAAAAAAAAcY/YX_mFtMIuH8/s400/d%25C3%25A9cima+terceira+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;márcia,&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;foi nesta tua carta que me tornei diabolus. foram duas oportunidades. duas pausas. temor supersticioso da música medieval cristã (não que tua carta seja algo parecido) em dose dupla. essa que não abria brechas. caso abrisse (sequer uma) o diabo entrava e tomava conta (perigo eminente de um exu alegre) foi o que fiz. esperei uma pausa. entrei e tomei conta (sorrateiramente tomei de assalto seu diálogo/desenho). logo após você ter afirmado que “desenho é jogo” (do tipo nem isolado nem fictício). do tipo que comunica com o resto da vida. liga a vida ao jogo e o jogo à vida. que segue o ritmo de uma festa (não aquelas que obedecem a um calendário). festa e jogo desmedidos de riscos consentidos; de riscos desejados. ora jogo de competição (agon, agonia, agonista). ora jogo de acaso (alea, aleatório, apostador). ora jogo de simulacro (mimicry, ilusão, ilusionista). ora jogo de vertigem (ilinix, instabilidade, desequilibrista). e assim, &amp;nbsp;márcia, nessa carta-música cujo prelúdio se anunciava, como um desenho quanto atividade livre, incerta e improdutiva... uma pausa. associado à vertigem de um jogo de azar, escapei para dentro do dialogo/desenho. não ocupando nenhum espaço reservado e nenhum tempo excluído. ansiosamente, aguardei o segundo momento: o momento em que você discute o rolo compressor do “cotidiano e suas obrigações” e o “desenho com a forma da mercadoria” (tendo a arquitetura como fantasmagoria desta). concordo contigo, a arquitetura é um tipo de fantasmagoria que nos estende um espelho cego. lhe darei um exemplo perto de mim: setor noroeste (novo bairro de Brasília). é o bairro o qual se tem o metro quadrado mais caso do brasil. dizem que os edifícios serão inteligentes (desconfio que seja a de algum tipo de verme). será o primeiro bairro completamente ecológico (para tal desmataram um cerrado inteiro). e, ainda um bairro politicamente correto (que ainda briga na justiça para a retirada de uma pequena aldeia indígena, fulni-ô, que lá está desde a formação de brasília). arquitetura e infra-estrutura alienadas e alienantes (tipicamente brasiliense). [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYTFhNDE4ZDYtZjFjYy00MWIxLWIxYTUtMjlkYWNmZWY1OTI0&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo o texto aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-5186950491685144607?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/5186950491685144607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-13-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5186950491685144607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5186950491685144607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-13-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 13ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MsSL_do4S5c/TdpoRnH6UGI/AAAAAAAAAcY/YX_mFtMIuH8/s72-c/d%25C3%25A9cima+terceira+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8065455762296329105</id><published>2011-05-19T13:05:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T13:06:50.528-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 12ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XXIII&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(décima segunda [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;márcia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MgdgO0iZrVM/TdV30DPTKuI/AAAAAAAAAcU/WSMm2FeEG78/s1600/d%25C3%25A9cima+segunda+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-MgdgO0iZrVM/TdV30DPTKuI/AAAAAAAAAcU/WSMm2FeEG78/s200/d%25C3%25A9cima+segunda+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;desconfio de nós, olhos atuais. suspeito do não termos tempo. tenho dúvidas sobre nossa capacidade de guardar silêncio. tomo cuidado com as boas coleções de opiniões próprias. minha pergunta aguda no momento se dá sobre as condições de nossas vistas (acompanhar linhas e pontos): olho fixamente em meus próprios olhos e me pergunto: quem é este que olha? logo minha experiência do ver se desloca para além da compreensão do significado do visto. a experiência do ver se dá como um vivê-lo. um eu vivo. só que um “eu” superfície. um “eu” resultado de certa organização hierárquica de intenções (sentidos, disposições corporais, vivências passadas, instintos, temperamentos e entranhas). todas em disposições anímicas. dá-se o mesmo processo quanto a um eu vivo que traceja. tal qual o gato de alice (no país das maravilhas). ver e traçar viventes. ambas expressões de uma persona (personalidade enquanto sistema hierarquizado de intenções). o artista do traço é o mesmo artista do visto. um desenho não pretende transmitir um conteúdo de verdade. não se pretende ser um saber que enfrenta outro saber. nem mesmo pretende instruir um olho. um desenho é expressão de intencionalidade (força que se combine com outras forças). intencionalidade que não visa impor nada. pois sabe, por comparação a si, o quão inútil é (ética e estética) legislar universalmente. esse desenho cheio de intenções tem apenas a tarefa de multiplicar perspectivas. intenções de abrir os ouvidos. intenções de apurar o olfato. intenções de aprimorar o gosto. intenções de sensibilizar o tato. intenções de dar tempo. intenções de fazer do traço e do olhar uma aventura (doses de inocência, sensibilidade, coragem e até um pouco de maldade). o resto é temperamento, estado de ânimo, persona. ah, márcia, nesta altura de suas cartas, vejo seus insetos não só com os olhos. vejo-os também com o olfato, com os ouvidos, com o gosto, com as minhas entranhas. aprendi com elas que ver bem é ver com todo o corpo (mesmo que o desenho, corriqueiramente, se comunique com a visão). eu até chamo seus insetos de “insetos-intenções”. [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNTUyMjU2YTYtMmYzYS00ZGExLWEzZTItNzU2ZjUxZjYzN2Rj&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo o texto aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8065455762296329105?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8065455762296329105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-12-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8065455762296329105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8065455762296329105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-12-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 12ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MgdgO0iZrVM/TdV30DPTKuI/AAAAAAAAAcU/WSMm2FeEG78/s72-c/d%25C3%25A9cima+segunda+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-1292183239081307677</id><published>2011-05-16T08:12:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T08:12:56.316-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 11ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XXI &lt;br /&gt;(décima primeira [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EUTxXjLZ9gs/TdE-oOKTkxI/AAAAAAAAAcM/7GKWVTQWr6Y/s1600/d%25C3%25A9cima+primeira+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://2.bp.blogspot.com/-EUTxXjLZ9gs/TdE-oOKTkxI/AAAAAAAAAcM/7GKWVTQWr6Y/s400/d%25C3%25A9cima+primeira+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;márcia,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quando o desenho, o esforço de olhar assemelha-se ao esforço de pensar: “o traço a escolher é como a melhor palavra a ser usada”. esse melhor traço a ser usado é o nosso incômodo. nos incomoda por estar à espreita a redução de uma engenhosidade a um constructo básico. um poder de reduzir para facilitar ao crítico e ao leitor. reduzido o pensamento não é mais pensado: espaço aberto para o costumeiro. no entanto, o incômodo pode ser insurgente. insurgência de um pensamento em ato. este não conhece nem reprodução nem fotocópia. lança-se adiante. assume o risco de se perder para encontrar alguma coisa. um nome me vem à cabeça: miyamoto musashi (famoso ronin japonês criador do estilo de luta com duas espadas “niten ichi ryu”). considero esse ronin (samurai sem mestre) um dos maiores filósofos do traço (inclusive treinei por dois anos este estilo de luta). sua filosofia do traço concentra-se em seu único livro: gorin no sho (o livro dos cinco anéis). uma interpretação costumeira percebe o gorin no sho como um livro de estratégia militar. interpretação ilusionista já que musashi não serviu a nenhum feudo. [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNzA4M2M0OWQtODY1Yi00Mjk0LTg3OTYtOWQ2NzJiMTI4NWJm&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo o texto aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-1292183239081307677?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/1292183239081307677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-11-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1292183239081307677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1292183239081307677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-11-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 11ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EUTxXjLZ9gs/TdE-oOKTkxI/AAAAAAAAAcM/7GKWVTQWr6Y/s72-c/d%25C3%25A9cima+primeira+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-7040270960455951143</id><published>2011-05-13T14:28:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T14:28:21.639-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 10ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XIX &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(décima [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;márcia,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9wehUPENjZI/Tc2hV52cSwI/AAAAAAAAAcI/ofkxmqQGrJE/s1600/d%25C3%25A9cima+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-9wehUPENjZI/Tc2hV52cSwI/AAAAAAAAAcI/ofkxmqQGrJE/s200/d%25C3%25A9cima+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;percepção (pessoal e própria) e&amp;nbsp; representação (impessoal e cultural): como se relacionam? eis que partes de uma relação conflituosa. conflito. seria uma luta? um jogo? ou um debate? no primeiro tipo, ou a percepção, ou a representação, faz mal a sua adversária (forças cegas e/ou arte da guerra). caso seja um jogo, uma quer ser mais esperta que a outra (como na bolsa de valores e/ou sorte). e se for do terceiro tipo, a percepção faz a representação viver em sua pele, ou vice-versa (perspectiva e empatia). como sentimos esse conflito? como tudo acima misturado? tu propõe que sim. aceito tua pele: “entender o lugar da relação entre elas, perguntando sobre aquela percepção que ultrapasse a representação”. considero isso com e de muito bom gosto. pois o destino que nos aguarda (transformações destinadas) é o desaparecimento: impossibilidade da volta (entropia e caos).&amp;nbsp; [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HMmVlYzJkZTktYTRiZS00MzMxLWI5MGEtNDVhZTg1MWI0MGFk&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo o texto aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-7040270960455951143?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/7040270960455951143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-10-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7040270960455951143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7040270960455951143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-10-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 10ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9wehUPENjZI/Tc2hV52cSwI/AAAAAAAAAcI/ofkxmqQGrJE/s72-c/d%25C3%25A9cima+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-741874060326320743</id><published>2011-05-08T07:31:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T07:36:06.963-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 9ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XVII &lt;br /&gt;(nona [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dogCeO0H3bc/Tcao_hJP4XI/AAAAAAAAAb0/QuINtlACCxA/s1600/nona+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-dogCeO0H3bc/Tcao_hJP4XI/AAAAAAAAAb0/QuINtlACCxA/s320/nona+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;márcia,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dom e índole. onde teriam sentido estas palavras (desejosos por escapar de serem tomado como conceitos) senão na ordem da religião? na ordem das questões pelos fins e pelos inícios absolutos. é nesse ordenamento que uma questão (sorrateira) nos espreita: enquanto espírito (alma, mente, ou seja lá o nome escolhido) devo nutrir um desprezo pelo mundo. porque nos espreita? pela razão de que isto é um dos piores poderes que tentam exercer sobre eu e tu: símbolos que se apoderam (acoplam virulentamente) de minha carne e ossos. apoderamento (muitas vezes simbióticos) que acaba por gerar a idéia de que, possuído, torno-me um ser espiritual. um tipo especial de ser (de entendimento e coração) que jamais será oprimido ou amedrontado pelas coisas deste mundo. assim, dom e índole fazem sentido em mim: apenas enquanto me vejo refletido num absoluto qualquer. eis a origem da obra de arte: teste e prova de que estou para além de mim mesmo; ou, teste e prova de que este corpo (em constante decadência) possui um espírito em constante ascendência. individuação possível pela tomada de posse de mim pelos símbolos (como numa espécie de golpe de estado imaterial). concordo contigo márcia, o dom, nada mais do que, uma espécie de sorrateiro ocultador do processo de criação; e a índole, nada mais do que, outro sorrateiro ocultador. a índole oculta critérios, medidas e intenções para com o/a outro/a. sem ocultar (e sem perder a maestria na ironia e no despiste) tento dizer algo que já mal pode ser dito sem densas confusões sobre a figura traga à discussão: hitler. não tenho o menor problema com tal (pois minha indiferença é radical). tenho problema sim com todos os/as anônimos/as ativistas de sua política (estes/as sim estão loucos/as para saltar em minha goela). pergunto: porque hitler é, “em sua índole”, o grande vilão (oculto e insondável) e não seus apoiadores? um fantasma (ou símbolo) não pode ser vilão de nada. não é nenhum eu sem corpo que assombra o universo. esse assombramento é toda uma educação orientada para produzir em nós certos sentimento. [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HOTcxZTNhYTAtYmYwOC00ZDA4LTk0NGUtNTU2OTQzZjkyMDA3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo o texto aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-741874060326320743?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/741874060326320743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-9-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/741874060326320743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/741874060326320743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-9-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 9ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dogCeO0H3bc/Tcao_hJP4XI/AAAAAAAAAb0/QuINtlACCxA/s72-c/nona+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-2170929198966084745</id><published>2011-05-04T07:26:00.000-07:00</published><updated>2011-05-04T07:26:23.488-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 8ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XV &lt;br /&gt;(oitava [cor]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pK5M7lTnZ9I/TcFfBHj5zLI/AAAAAAAAAbw/7bdSSb854aU/s1600/oitava+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://1.bp.blogspot.com/-pK5M7lTnZ9I/TcFfBHj5zLI/AAAAAAAAAbw/7bdSSb854aU/s320/oitava+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;márcia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;adoro pensar o tema da micropolítica (nenhum novo absoluto, ideal). pois implica a insurgência e a rebeldia de um em-si-mesmamento (cuidado de não se deixar cair no erro da religião: transfigurar o indivíduo em humanidade que tem uma destinação). insurgência contra qualquer princípio de um querer fazer de nós (cada uma de nós) alguma coisa (cristão, cidadã, etc.). rebeldia contra a insatisfação do “sujeito abstrato” atual (do “deveis ser perfeito”). assim amplio sua percepção para meu diabolus emergente: diabolus/desenho como exercício de micropolítica. não estou aqui trazendo um novo ideal, uma nova aspiração, novos tormentos, uma nova devoção, uma nova divindade, uma nova contrição. aposto na exclusividade. aqui sugiro, enquanto método, o desrespeito ao dever de considerar sagrada a não intromissão. um diálogo não deve ser entendida como propriedade em sentido burguês (propriedade sagrada). que eu tenha de respeitar a “tua” propriedade” ou a “dele” (me permito aqui uma generalização de ti, márcia, e do fernando). [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HY2M1ZjI0ZTUtNjFmZS00NmU4LTkwMzItZDhlYzA0YTExY2Mw&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo o texto aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-2170929198966084745?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/2170929198966084745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-8-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2170929198966084745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2170929198966084745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-8-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 8ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pK5M7lTnZ9I/TcFfBHj5zLI/AAAAAAAAAbw/7bdSSb854aU/s72-c/oitava+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-1107913222472401461</id><published>2011-05-01T12:18:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T12:18:33.709-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 7ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;à carta XIII &lt;br /&gt;(sétima [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;márcia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8gcRMcrnIeM/Tb2xGY9IyYI/AAAAAAAAAbo/mt8sSDxWmkQ/s1600/s%25C3%25A9tima+respond%25C3%25AAncia+-+email.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-8gcRMcrnIeM/Tb2xGY9IyYI/AAAAAAAAAbo/mt8sSDxWmkQ/s200/s%25C3%25A9tima+respond%25C3%25AAncia+-+email.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;partamos das trilhas da carta anterior: desenho/suporte. anteriormente a pele, agora a tela. a pele, uma política do olhar enquanto olho que vê a si mesmo (não se protege e não recusa sua função de ver e sua estrutura do como se vê) – é desenho/suporte; dor e morte; nudez e crueza. a tela, uma política do olhar enquanto olho que se esquiva duplamente: esquiva-se de ser olho (estrutura do como se vê) e desvia-se do primeiro plano (nudez e crueza) que vê, ultrapassando o suporte da imagem. a primeira, uma visão amplificada e que retorna a si (vê o seu reflexo em tudo o que vê, sem uma atenção exagerada ao visto); a segunda uma visão reduzida e indiferente para consigo mesmo (afasta-se de si por si mesmo, alheiando-se). esse tipo de política é uma quase cegueira (que você chama de desatenção): visão apressada que vê imagens como sendo elas mesma o próprio mundo (sem mediação ou mediadores/as). nada mais, nada menos: outra grande reforma religiosa. reforma-se, como o fez lutero, a iconoclastia. tornando-a iconoclastia invertida. pois, recusa-se as imagens, dando lhes um excesso de realidade. assim, como você mesma diz, “vivemos num mundo de imagens sem saber lê-las (sem ser olho que vê a si mesmo) e ainda confundindo o que vemos com a realidade” (iconoclastia invertida). aqui também concordo contigo: “a experiência com a arte tornou-se apenas meta-arte” – experiência que está para além, tanto da perspectiva do/a artista (estética nietzsheana), quanto da perspectiva do/a receptor/a (estética kantiana). experiência de terceira pessoa (estética cristã – não como experiência do pai, nem do filho, e sim como experiência do espírito santo). ahá! eis que se abre para nós um outro possível futuro de uma ilusão: a necessidade de exagerar o outro tanto como ausência quanto como além. [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYjQyOWNjMTYtNmE0ZS00YWNhLTg1M2UtNGFjMzdiOWFkZmNm&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue o lendo texto aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-1107913222472401461?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/1107913222472401461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-7-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1107913222472401461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1107913222472401461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/05/diabolusdesenho-7-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 7ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8gcRMcrnIeM/Tb2xGY9IyYI/AAAAAAAAAbo/mt8sSDxWmkQ/s72-c/s%25C3%25A9tima+respond%25C3%25AAncia+-+email.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-9171994402137590422</id><published>2011-04-25T06:45:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T06:45:57.174-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 6ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;à carta XI &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(sexta [cor]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;márcia,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-u8kvmcL81hQ/TbV6sOH9dPI/AAAAAAAAAbc/J5hoBEUnn8U/s1600/sexta+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-u8kvmcL81hQ/TbV6sOH9dPI/AAAAAAAAAbc/J5hoBEUnn8U/s200/sexta+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;e=m.c² ou o suporte do desenho: materialidade; abstração. adoro pensar esse duplo. pois sempre que penso no termo “matéria”, lembro que há um modo de apreendê-la antes, e outro modo, depois da relatividade einsteniana. só para nos situarmos: matéria nada mais é do a velocidade (lembremos que na relatividade há um absoluto, a luz) da energia. desse modo, em termos iniciais, podemos pensar que, o suporte de qualquer desenho é sempre uma determinada velocidade da energia (nada sutil). o papel ou o digital são apenas velocidades diferentes. imagine marcia, desenhamos sobre uma ou outra velocidade. que fantástico. a materialidade das coisas está situada entre o lento e o veloz relativo ao movimento da luz. uau!&amp;nbsp; [&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNjFjNmEzMmEtYjM3MC00YTA2LWJhNWYtYTA1ZTFmZWMwM2I1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continuação do texto&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-9171994402137590422?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/9171994402137590422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-6-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/9171994402137590422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/9171994402137590422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-6-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 6ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-u8kvmcL81hQ/TbV6sOH9dPI/AAAAAAAAAbc/J5hoBEUnn8U/s72-c/sexta+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8149093256457672368</id><published>2011-04-18T07:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-18T07:04:45.461-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><title type='text'>diabolus/desenho: 5ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MF2LiAXoi1k/TaxEe41QP4I/AAAAAAAAAaM/KIkRTHqJ7_A/s1600/quinta+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-MF2LiAXoi1k/TaxEe41QP4I/AAAAAAAAAaM/KIkRTHqJ7_A/s200/quinta+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;à carta IX &lt;br /&gt;(quinta [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;márcia,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;esta tua carta me passou uma mensagem simples, mas muito potente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;: desenhar é uma defesa acirrada da personalidade contra os ativistas da cultura espetacular (estes/as que andam espalhados/as por aí ocupando pontos chaves na cultura, na sociedade e no estado). o desenho seria uma expressão combatente cuja missão é fazer quem desenha encontrar consigo mesmo/a para reconhecer aquilo que lhe seria mais próprio: sua personalidade. processo deliciosamente paradoxal: para se resessibilizar e tomar posse de si mesmo/a, a personalidade, é preciso se ver externado/a, ou seja, se ver com outros olhos (ver-se desenhando o desenhado) . alheiamento voluntário para fins de um em-si-mesmamento. uma luta possível apenas corpo a corpo: ato de retomada contra os/as parasitas de toda energia vital. um olho que ao ver o mundo também vê a si mesmo (negatividade que esvazia e interrompe o automatismo que domina o atual). é extremamente interessante pensar que no ato de desenhar (realizar-se enquanto obra), a questão central é o corpo manifesto enquanto personalidade (marcia, eis a política que você desenha). sua política é um combate frontal contra escolarização maciça (cristalização do real). guerra (nada mesquinha como as televisionadas) contra um dos fundamentos do projeto iluminista (metro que serve para medir) que você mesma aponta: “vasto projeto de institucionalização do conhecimento que orienta o olhar para esquemas prévios”. o traço desse projeto o conhecimento nada serve para nutrir e desenvolver personalidade alguma. nada contribui para a formação do caráter de ninguém. gosto de tuas verdades aqui: a escola da instrução maciça é ilusionista, proíbe o desenho para proibir o pensamento e a vontade mesma de cada criança (que tudo joga no aqui e agora). sim, uma ditadura que mudou de estratégia: não mais submete os corpos violentamente, submete sim, com violência, a personalidade (esta que não aceita a escravidão para evitar a morte – sacrifício da carne). [&lt;b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HZTY4YjZiNzItY2E5YS00ZWZmLWFjOGItMDczYzU4MzQ3ZDlj&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8149093256457672368?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8149093256457672368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-5-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8149093256457672368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8149093256457672368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-5-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 5ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MF2LiAXoi1k/TaxEe41QP4I/AAAAAAAAAaM/KIkRTHqJ7_A/s72-c/quinta+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-7339906440073696038</id><published>2011-04-11T07:31:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T23:04:24.111-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diabolus/desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas marcianas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 4ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ERcVDks1JuE/TaMQK6bpHAI/AAAAAAAAAZ0/cYTFfSvtHiI/s1600/quarta+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-ERcVDks1JuE/TaMQK6bpHAI/AAAAAAAAAZ0/cYTFfSvtHiI/s200/quarta+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;à carta VII&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;(quarta [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;márcia,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;adoro relações inusitadas entre as coisas. neste caso, quando bati o olho no número VII, no topo de seu texto, logo pensei: “eis a carta sétima de tiburi! e sendo sétima teria ela algum contato com a carta sétima de Platão? sim, em dois momentos peculiares!” tanto você quanto platão estão interessados/as com um potencial a ser desenvolvido do/a filósofo/a:&amp;nbsp; para ti o/a filósofo/a pode se desenvolver rumo a um desenhista que se torna um tipo de especialista no olhar cuja importância de seus traços seja a mesma dada pela criança a seus próprios desenhos. no caso de platão&amp;nbsp; o potencial a ser desenvolvido é o/a filósofo/a como governante da cidade. ambos/as estão preocupados/as com a questão do olhar (ou uma metafísica do olho) e com ela elaborar uma alegoria da ação. [eis aqui uma incrível aproximação: tiburi você descreve o que é uma alegoria: “a expressão de algo outro; uma ilusão. Uma simulação] platão elabora uma alegoria (a da caverna) baseada no tipo de narrativa teatral de sua época (que mas tarde seria melhor estruturada por aristóteles). você márcia, elabora outra, declaradamente baseada no teatro do absurdo: eu nomearia a sua alegoria de “alegoria do oásis” – a ilusão e o simulacro que traça sua própria alegoria (todo desejo é alegorista). que particularmente me interessa muito mais do que a caretisse platônica [essa descrição das diferentes etapas de ascensão do/a filósofo/a para a sabedoria suprema (a ciência do belo) cujo fim é governar a cidade]. a tua alegoria do oásis é bem mais genial. sem abandonar por completo a relação inusitada entre as cartas sétimas, me volto à respondência contigo. para me pôr a pensar a partir de tua carta sétima. pensar enquanto reescrita. (&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HY2MyY2Y3NWItNGEzYi00OGE4LTkxMDktZTZiNjJjN2MzZjJj&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-7339906440073696038?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/7339906440073696038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-4-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7339906440073696038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7339906440073696038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-4-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 4ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ERcVDks1JuE/TaMQK6bpHAI/AAAAAAAAAZ0/cYTFfSvtHiI/s72-c/quarta+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-5839689815994818763</id><published>2011-04-09T13:00:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T13:02:30.446-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas patológicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>só sou eu não sendo pressuposto, e sim enquanto me ponho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-f4S6jvCBkp0/TaC6Q7NsjDI/AAAAAAAAAZw/beScDnw-LHc/s1600/s%25C3%25B3+sou+eu+n%25C3%25A3o+enquanto+pressuposto+-+post.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://1.bp.blogspot.com/-f4S6jvCBkp0/TaC6Q7NsjDI/AAAAAAAAAZw/beScDnw-LHc/s400/s%25C3%25B3+sou+eu+n%25C3%25A3o+enquanto+pressuposto+-+post.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;só sou eu não sendo pressuposto, e sim enquanto me ponho – &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;: a ética negativa de &lt;a href="http://vsites.unb.br/ih/fil/cabrera/"&gt;julio cabrera&lt;/a&gt; não se trata de transformar o mundo, pois não existe "mundo" (experiência humana na história). a vivência dessa ética se dá de duplo modo negativo: o primeiro encontra-se na imanência constante do atual (cada momento em que se está vivo se está atravessado pela morte constitutiva – nada tendo a ver com o estar diante da morte pensada pelo senso comum), o segundo na imanência dos experimentos de pico (um instrumento de escalada jogado fora no exato momento em que se alcançou o cume – longe o bastante para se poder voltar atrás). desse duplo modo negativo desmundano, dá-se a constituição de uma subjetividade do torna-se singular justamente pelo modo como este se consome em sua terminalidade (atual: o fazer vivente/morrente; e pico: posição irreversível donde se vê mais longe). duas boas ilustrações sobre isso são: (1) a primeira meia hora do filme matrix: cada corpo é, nada mais nada menos, que uma reserva energética, ou seja, uma pilha não-aucalina e nem mesmo recarregável; (2) "minhas proposições elucidam dessa maneira: quem me entende acaba por reconhecê-las como contrassensos, após ter escalado através delas – por elas – para além delas. (deve, por assim dizer, jogar fora a escada após ter subido por ela.) deve sobrepujar essas proposições, e então verá o mundo corretamente." – wittgenstein. tractatus, 6.54.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;julio cabrera não tenta criar conceitos, pois estes são meros geradores de preconceitos. jc não se coloca como uma espécie de inimigo jurado do céu, para construir novos céus. seu cuidado para tal se dá quando ele se põe a pensar utilizando palavras (não conceitos) cujo resultado possível, em um/a leitor, é se perder em conflitos, ambiguidades e etc, da polissemia de qualquer discurso. por exemplo, a palavra “suicídio”. não é um conceito na ética negativa. pois “suicídio” não se pretende com tal palavra uma justa sistematização em alguma filosofia especulativa (profissional ou técnica). pretende-se evocar a experiência do suicídio. que esta seja fruída em toda a sua dramaticidade. que seja sentida. não é um ideal, muito menos um espectro. com a palavra “suicídio”, jc não se interessa pelo triunfo teórico desta enquanto idéia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a ética negativa é o modo em que julio cabrera faz do corpo uma questão central: se há algo para amar, ama-se o corpo para que este seja consumido com propriedade (o indivíduo é o possuidor de tudo, não a humanidade – ou, não há qualidade de vida, há vida qualificada). desse modo busca-se o direito do indivíduo concreto (a minha carne não é a carne deles) de se evitar a violência humanista (indivíduo em abstrato: “humanidade”, “cidadania”, “massas”, “ser espiritual”, etc). uma política possível decorrente da ética negativa seria a luta contra a não descorporação do indivíduo concreto/singular – sempre feita às custas de algum domínio do simbólico, ou espectral da vida enquanto terminalidade de um corpo (indivíduo em abstrato). seria uma política do corpo efêmero. esta ou aquela carne frágil que viva (em seus fluidos, cheiros, textura, etc), se coloca desde já contrário a qualquer tipo de sacralização que implique, até mesmo, uma dominação suave (previdência social, planos de saúde, “jesus te ama”, etc.). a ética negativa luta contra a obrigação de colocarmos nossos corpos à disposição de qualquer coisa e/ou idéia. por exemplo, a uma guerra (serviço militar obrigatório), ou, colocar o corpo mesmo à disposição de uma sedução por espectros tais como deus, o imperador, o papa, a pátria, etc. na ética negativa carne e osso juntos são o mais próprio campo de batalha. sua política negativa é um grande "não" aos corpos possuídos por "idéias" e instituições que a encarnam. como antes apontei ser ela uma luta contra a descorporação, agora ela também o é uma luta corpo a corpo (não “olho por olho, dente por dente”) contra a encorporação (indivíduo como símbolo disto ou daquilo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o procedimento cabreriano é radicalmente ahistórico. seu método híbrido fratura a dialética progressista ressurgindo fora da história. posso até dizer que seria uma espécie de arcaismo revolucionário. pois as modalidades aberta pela modernidade como constituição histórica – numa história metafísica – coexistem todas ao mesmo tempo. é uma ontologia rigorosamente materialista. uma ontologia que luta corpo a corpo contra tudo aquilo que quer se apossar dele. sua liberdade é abismar-se no terror mais arcáico no qual pode ser encontrado um criminoso sem crime: criminoso absoluto e primordial intocável por qualquer tipo de punição. quando julio cabrera se coloca como esse criminoso absoluto, sua mera presença singular, anula todo o existente. desconfio que tal razão seja a de todos/as aqueles/as que insistem que a prova da verdade do que julio cabrera diz se daria apenas no momento em que ele suicidar-se. o que nada mais é do que uma punição/castigo a esse tipo de criminoso. desejar tanto a morte quanto a eterna presença de julio cabrera é puní-lo para que se reponha aquela velha e mesma ordem. pois a qualificação de suicida não o distingue entre outras pessoas como superior ou inferior, mas sim recoloca a situação de que cada corpo é único. desse modo, se um suicida brinca preparando sua morte e daí ele morre, teve o que merecia, mas se não morrer, continua a ter o que merecia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-5839689815994818763?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/5839689815994818763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/so-sou-eu-nao-sendo-pressuposto-e-sim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5839689815994818763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5839689815994818763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/so-sou-eu-nao-sendo-pressuposto-e-sim.html' title='só sou eu não sendo pressuposto, e sim enquanto me ponho'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-f4S6jvCBkp0/TaC6Q7NsjDI/AAAAAAAAAZw/beScDnw-LHc/s72-c/s%25C3%25B3+sou+eu+n%25C3%25A3o+enquanto+pressuposto+-+post.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-5021257478845921000</id><published>2011-04-04T09:30:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T09:32:40.529-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentáculos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: 3ª [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;(terceira &lt;s&gt;[cor]&lt;/s&gt;respondência)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;márcia,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bUeZyoNKccU/TZnxYRvECaI/AAAAAAAAAZo/kEjPJO1Cvm0/s1600/terceira+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-bUeZyoNKccU/TZnxYRvECaI/AAAAAAAAAZo/kEjPJO1Cvm0/s200/terceira+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;“hei de gravar em todas as paredes esta acusação eterna contra o cristianismo, em toda a parte onde houver paredes – tenho letras que até os próprios cegos podem ler...” ah, sempre adorei estas palavras de nietzsche (lxii, o anticristo). dinamite e pichador. duas fantásticas qualidades expressivas. a primeira, toma seus ouvidos de assalto, bum! a segunda toma seus olhos. ambos os tipos de assalto te levam além deles mesmos. gestos terroristas? não! pois não se quer gerar pânico algum. sim! se quer apenas te arrancar do conforto. pois são assaltos que nada lhe tiram. são assaltos que apenas lhe dão um algo a mais. te assaltam para te acrescentar. desse modo também fui assaltado pelo seu desenho, tiburi. este do fim de sua carta v, sobre o qual você também promete fazê-lo aparecer estampado por toda a cidade: que até os próprios cegos possam ver. no entanto, você promete muito mais do que meras letras: “propor uma dúvida e, por isso, faz pensar” (38). é a partir deste seu desenho que me pôs a pensar, que responderei ao que tu dizes nessa carta v. (&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYWM2ZGE1M2ItZTAyOC00NTlhLWI1NTgtN2FmOGJjNjRhMWY5&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;continue lendo aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-5021257478845921000?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/5021257478845921000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-3-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5021257478845921000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5021257478845921000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/04/diabolusdesenho-3-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: 3ª [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bUeZyoNKccU/TZnxYRvECaI/AAAAAAAAAZo/kEjPJO1Cvm0/s72-c/terceira+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-3014706697879437673</id><published>2011-03-28T07:23:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T07:23:44.012-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentáculos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>diabolus/desenho: segunda [cor]respondência</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;à carta III&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;(segunda &lt;s&gt;[cor]&lt;/s&gt;respondência)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qirEu4yXQL0/TZCXoAhEWZI/AAAAAAAAAZk/713Vy8Lk20Q/s1600/segunda+respond%25C3%25AAncia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-qirEu4yXQL0/TZCXoAhEWZI/AAAAAAAAAZk/713Vy8Lk20Q/s200/segunda+respond%25C3%25AAncia.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; marcia, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 115%;"&gt;contra o eu-falo/eu-phalo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;. trarei de volta um tema da carta anterior de tiburi que deixei propositadamente para agora: a política do olhar. para com isso, também trazer à tona (para meu melhor entendimento) a relação com o seu duplo: a política do falar. tiburi diz que desenho “é uma palavra que subsume a condição existencial do eu como seu próprio ato”. palavra e desenho (enquanto ato e não produto/fim) estariam encharcados um pelo outro, pois ambos carregam algo que possibilita a individuação (o a posteriori é o próprio a priori). ou, ambos carregam algo que possibilita a quem o pratica a tomada de posição político-existencial que instaura no mundo a sua irremediável condição de ser “único” (ser mais que qualquer outro – ser humano in abstrato – ao mesmo tempo em que os outros não são menos – ser humano in concreto). como se no que tiburi chama de “eu-desenho” (grande motivador de sua carta iii) o eu de cada um que desenha (ou fala) se define enquanto singularidade: no gesto único sobre uma folha de papel única, ato singular impossível de ser realizado coletiva (simultaneidade eu-outro), abstrata (gestos em si) e virtualmente (projeção de intencionalidade).&amp;nbsp; (&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNDlmNDQwOGYtNTg4OC00YjFjLWFkYjEtYjhkMWRkMDBiNTlk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;authkey=CJezpYIG"&gt;continue lendo aqui&lt;/a&gt;) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-3014706697879437673?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/3014706697879437673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/03/diabolusdesenho-segunda-correspondencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3014706697879437673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3014706697879437673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/03/diabolusdesenho-segunda-correspondencia.html' title='diabolus/desenho: segunda [cor]respondência'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qirEu4yXQL0/TZCXoAhEWZI/AAAAAAAAAZk/713Vy8Lk20Q/s72-c/segunda+respond%25C3%25AAncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-657074006108818711</id><published>2010-11-04T16:07:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T16:07:52.411-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vocabulário em revisita'/><title type='text'>dos divíduos relacionais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNM7yL0F3nI/AAAAAAAAAXc/ly1WBjj7IN0/s1600/div%C3%ADduos+realacionais.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" src="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNM7yL0F3nI/AAAAAAAAAXc/ly1WBjj7IN0/s400/div%C3%ADduos+realacionais.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;dos divíduos relacionais&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; – todas as coisas impõem mediações. por, antes de tudo, agirem ao mesmo tempo de modo ambíguo e paradoxalmente como um e outro: partícula elementar relacional e relação propriamente dita. desse modo, quaisquer que sejam os pólos, (por exemplo, sujeito e objeto, ontológico e ôntico, aparência e essência, etc.) ambos agem tanto como isolamento quanto relação. a ação de isolar-se é um processo de em-si-mesmamento. a ação de relacionar-se é se colocar em jogo, em luta ou em debate. no entanto, poucas são as vezes que cada elemento dessa tríade pode ser tomado de modo isolado. no caso da condição humana essa imposição é tanto mais visível e carnal quando se tenta identificar qual o elemento último, ou a partícula elementar relacional, que identifique um indivíduo. tantas foram e, ainda são, as tentativas de isolá-lo. por vezes, diziam: é a razão. outros: são os instintos. outras vezes o dito era: é a alma. seus outros em jogo diziam: é a mente. e por aí seguem as tentativas de isolar-se. o indivíduo sempre se dá enquanto divíduo, ou seja, o isolado se dá enquanto divisão em um e outro: o indivisível que sempre se divide é, no fim das contas, multiplicação – ambígua e paradoxalmente um e outro simultâneos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-657074006108818711?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/657074006108818711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/11/dos-dividuos-relacionais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/657074006108818711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/657074006108818711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/11/dos-dividuos-relacionais.html' title='dos divíduos relacionais'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNM7yL0F3nI/AAAAAAAAAXc/ly1WBjj7IN0/s72-c/div%C3%ADduos+realacionais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-5291319586103652010</id><published>2010-11-03T09:50:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T09:50:27.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>das sociedades de miséria</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNGSnKU1DtI/AAAAAAAAAXY/2UDv2Cr3U_8/s1600/sociedades+de+mis%C3%A9ria.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNGSnKU1DtI/AAAAAAAAAXY/2UDv2Cr3U_8/s400/sociedades+de+mis%C3%A9ria.jpg" width="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;das sociedades de miséria&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; –. somente existe uma forma certa, verdadeira e única de viver, quando esta pretende ser a vida mesma. a pretensão de reduzir o pluralismo de formas a uma variedade irredutível: a sua. superestimação cêntrica: ser variedade irredutível. se apenas um exemplar assim se pretende, eis ilusão isolada. no entanto, quando deixa o isolamento, torna-se "estilos de vida", ela parte às tentativas de legislar sobre a exuberância. nessa partida surgem os desejos por coagir e violar. deles começa-se a falar de poder: relação comando-obediência. onde ocultar e eliminar tornam-se sistemáticas: subordinação hierárquica. aqui a pretensão do "singular tornar-se a vida mesma" emerge como potência totalitária travestida de "condições sociais e culturais". pois surgem como a "única" que garante a explicação e a motivação de se viver. uma vida automática surgida de meios sociais "favoráveis". nenhuma aventura, nenhum risco, senão os controlados e programados. controle e programação: discurso - que pode ser sempre o mesmo, pois a linguagem pode variar! este que sempre diz exatamente a partir de que lugar se diz o que se diz. o melhor exemplo negativo desse tipo de dizer, ou sua melhor iconoclastia é a pintura maori: indiferença entre arte e suporte da arte (algo existe na ausência) - indiferença entre dar uma ordem ou ter de obedecer. exemplo negativo, pois partindo da genealogia sobre tais desenhos conseguimos chegar às noções de sociedades de abundância. no entanto, uma forma de viver que se pretende ser a vida mesma, só pode dar origem às sociedades de miséria. estas que usam o artifício do amigo-imaginário, invertendo-o em inimigo-invisível. inversão criada como ocultação do medo das alternativas: do medo em repartir sociedades em grupos; do medo em pensar em poderes políticos não-coercitivos; e, do medo de perceber que existe algo na ausência (no ocultado e no eliminado). um dos usos desse artifício da sociedade de miséria é a profissionalização: uma nova e global hierarquia de dominação cuja ameaça maior é o abandono - exclusão do processo produtivo que "garante" a sobrevivência. profissionalizar-se como um dos reflexos do desespero pela franca timidez e da sobrecarga de prudência. outro uso é a arquitetura das cidades. uma visita à brasília, por exemplo, (talvez o mais evidente), e logo se vê que o fluxo histórico do vivido foi ocultado e aniquilado. tudo o que é vivencial foi excluído arquitetônica e urbanisticamente como sendo algo ilegal e criminoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-5291319586103652010?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/5291319586103652010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/11/das-sociedades-de-miseria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5291319586103652010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5291319586103652010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/11/das-sociedades-de-miseria.html' title='das sociedades de miséria'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNGSnKU1DtI/AAAAAAAAAXY/2UDv2Cr3U_8/s72-c/sociedades+de+mis%C3%A9ria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-301349253055673718</id><published>2010-09-08T12:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T12:31:35.734-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vocabulário em revisita'/><title type='text'>sério, porém não sóbrio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TIfkbZcPp1I/AAAAAAAAAWk/8QT1WQQUHdo/s1600/s%C3%A9rio+mas+n%C3%A3o+s%C3%B3brio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="321" src="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TIfkbZcPp1I/AAAAAAAAAWk/8QT1WQQUHdo/s400/s%C3%A9rio+mas+n%C3%A3o+s%C3%B3brio.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;seriedade: regime do tudo ou nada; qualificativo a um só tempo total e nulo. total por querer se estabelecer enquanto indiferente à qualquer objeção. nulo por ser incapaz de explicar e mesmo de exprimir a si mesmo enquanto algo. no primeiro, totalitário, no segundo, infância.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na seriedade e totalitarismo, tudo o que se quer estabelecer enquanto sério torna-se condição de universalidade, quer queira ou não, interessando a todos. na sua recusa, faz-se que se saiba&amp;nbsp; de sua seriedade à força. neste caso, a seriedade é virtualmente terrorista - pois se quer ser princípio imortal. reconhece o não-sério como temporal e festivo, por isso passível de sua coação e violência. no entanto, por tal artifício, a seriedade totalitária se evidencia como eterno espaço vazio somente preenchido por reconhecimento geral. algo pleno, mas que não basta a si mesmo. por só se ver sério via a sobriedade que se pretende se extender para além do objeto qualificado. afirma-se enquanto existente geral ignorando tudo do contexto em que se situa. inclusieve sua própria mortalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na seriedade e infância, o sério não está diante do infinito. o sério é um qualificativo particular. não é quitação cega. está ligado temporalmente ao motivo de satisfação. é um acertar de contas com o imediato. não há nada mais sério na infância do que a brincadeira. o jogo basta a si mesmo.&amp;nbsp; não se quer&amp;nbsp; mais do que o jogo pode dar. a causa se equivale ao efeito. nulidade da causa e do efeito. não é acúmulo de coisas sérias. não é causa exterior. o brinquedo sempre quebra. no brinquedo quebrado nada há de sobriedade. a seriedade lhe foi tamanha que somente a ebriedade que levar à quebra de seu motivo lhe restitui sua dimensão mais própria: nada é tão sério que resista a uma boa gargalhada. após isso o a brincadeira recomeça sem os vícios de qualquer totalitarismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-301349253055673718?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/301349253055673718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/09/serio-porem-nao-sobrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/301349253055673718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/301349253055673718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/09/serio-porem-nao-sobrio.html' title='sério, porém não sóbrio'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TIfkbZcPp1I/AAAAAAAAAWk/8QT1WQQUHdo/s72-c/s%C3%A9rio+mas+n%C3%A3o+s%C3%B3brio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-1138800187602717020</id><published>2010-08-23T16:22:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T10:47:39.753-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><title type='text'>Teses piratas sobre Julio Cabrera</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TIfMFaWV1LI/AAAAAAAAAWc/LwzIcdQ4lqY/s1600/teses+piratas+sobre+cabrera.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TIfMFaWV1LI/AAAAAAAAAWc/LwzIcdQ4lqY/s400/teses+piratas+sobre+cabrera.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="internal-source-marker_0.8696105516340481" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="internal-source-marker_0.8696105516340481" style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;A  principal insuficiência de todo o vitalismo de até então - o de Cabrera  incluído - é que a questão do valor da vida, pensada a partir da  vinculação entre moralidade e condição hunama são tomadas apenas sobre  sua habilitação regulativa (seja ela negativa ou positiva), mas não como  vertigem que fascina mais do que os telhados por onde se caminha. Por  isso aconteceu que o lado autofágico foi desenvolvido, em oposição ao  vitalismo, pelo niilismo - mas apenas teleologicamente, pois o niilismo  não conhece a aposta. Cabrera quer escolhas realmente distintas de  qualquer situação que leve à idéias metafísicas, mas não toma a própria  vivência como jogo do bicho. Ele considera, por isso, em sua &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Ética Negativa&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;,  &amp;nbsp;apenas a reflexão negativa como genuinamente mortal (“questões  mortais”), ao passo que a aposta (caos, inércia, artifício) é tomada  apenas em sua forma filosófica. Deixando de lado, o significado da  atividade viciada em jogatina, de crítica da aposta em tempo real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;A  questão de saber se à condição humana se vincula ao valor da vida não é  uma questão de habilitação regulativa, mas uma questão de jogatina. É  na aposta que o ser humano tem de comprovar o valor da vida, isto é,  afirmação de algum vitalismo, afirmação de algum niilismo, ou a  afirmação do caráter jubiloso do jogo. A disputa sobre vitalismos e  niilismos que se isolam da jogatina é uma questão meramente &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;per se&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;A  doutrina vitalista de que a vida é efeito de escolhas, de que a vida  valorada são, portanto, efeitos perfeitamente fatuais e filosoficamente  descritíveis, esquece que tudo aquilo que está em jogo são colocados  precisamente pelos/as próprios/as jogadores/as e que a banca do jogo é  ela própria o vazio. Ela acaba, por isso, necessariamente, por impedir  que a própria intuição de jogatina é algo construído historicamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;A  consciência do jogar por qualquer valor, desvalor ou avalor da vida só  pode ser tomada e radicalmente entendida enquanto intuição de jogatina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Cabrera  parte da crítica das éticas vigentes (afirmativas da vida), da não  aceitação do valor positivo da vida, filosoficamente e num mundo  prático. O seu trabalho consiste em restituir o desvalor da vida humana  no plano do ser. Ele perde de vista que o reencontro com um novo começo -  um segundo lançar de dados - ainda fica por fazer o principal. É que o  fato do plano do ser se destaca de si próprio (tempo de jogatina) e se  fixa, em um reino estrutural, não dinâmico, só se pode explicar  precisamente pela distribuição universal e pela fragilidade da escolha  nesse mesmo plano do ser: fixo e inseguro por tal. É esta mesma  especificação do plano, portanto, que tem que ser primeiramente  compreendido em sua intuição de jogatina constituída historicamente por  meio da aposta constante. portanto, depois de, por exemplo, o/a  apostador/a pelo direito de morrer estar descoberto como o segredo do  suicida, é o primeiro que tem, de ser ele mesmo intuído &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;a posteriori &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;e praticado enquanto aposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Cabrera,  não contente com a reflexão negativa, faz uso da provisória e sempre  frágil recusa, mas não toma o valor da vida como aposta de um viciado/a  em jogatina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;6&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Cabrera  resolve o plano do desvalor estrutural da vida humana. Mas o desvalor  estrutural não é uma decisão perfeitamente fatual e filosoficamente  descritível. Ele é o conjunto de dados lançados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Cabrera,  que está isento dessa crítica em partes, é, por isso, obrigado: 1. a  registrar o suicídio como possibilidade fatual e moral da pessoa  negativa enquanto idéia regulativa; 2, na pessoa negativa, por isso, a  condição humana só pode ser enquanto “sobrevivente”, como consciente e  lúcido “não-suicida”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;7&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Cabrera  não vê, por isso, que a lucidez de “não suicida” é mais uma regulação  social e que o indivíduo “sobrevivente” que escolhe não morrer pertence a  mesma determinada forma de sociedade da lucidez daquele indivíduo que  pretende viver a qualquer custo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Viver  em sociedade é fundamentalmente aposta. Todas as idéias reguladoras que  administram qualquer vitalismo e niilismo encontram seu princípio de  insuficiência na prática da jogatina para com a vida e na intuição que  daí se forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O  máximo que a reflexão negativa consegue, isto é a habilitação negativa  do desvalor da vida enquanto escolha, é viver suficientemente sem risco,  perigo e aventura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O  ponto de vista do antigo vitalismo é a lucidez niilista; o ponto de  vista do novo vitalismo é a jogatina, ou o vício de se jogar com a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 14pt; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;11&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Os filósofos negativos têm apenas autofagido a vida de diferentes maneiras; a questão, porém, é apostá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-1138800187602717020?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/1138800187602717020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/08/teses-piratas-sobre-cabrera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1138800187602717020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1138800187602717020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/08/teses-piratas-sobre-cabrera.html' title='Teses piratas sobre Julio Cabrera'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TIfMFaWV1LI/AAAAAAAAAWc/LwzIcdQ4lqY/s72-c/teses+piratas+sobre+cabrera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-1521933984522007326</id><published>2010-05-05T13:07:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T10:30:45.893-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>estar desesperado por viver, eis o que a felicidade oculta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/S-HumRl9QxI/AAAAAAAAAVU/fRk-DYpsLQI/s1600/Epicuro+is+dead.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/S-HumRl9QxI/AAAAAAAAAVU/fRk-DYpsLQI/s400/Epicuro+is+dead.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;o feito e o pensado cindem a aceitação da miragem.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; dão duas dimensões para se poder iludir. ambas tranquilizadoras a seu modo. o pensar iludido (há um 'eu', princípio) e o fazer iludido&amp;nbsp; (há forças atuantes que permitem existir) somente oculta a miragem. não importando se ativa ou passivamente - agentes sobrenaturais e abstrações. não importando se na sua gênesis está a sabedoria (deus) ou a ignorância (natureza), ambas se equivalem - produto fabricado. o melhor para sentir essa indiferença fundamental da cisão da aceitação é encararmos a maior&amp;nbsp; das miragens da humanidade: a felicidade! - ilusão oracular, metafísica ilusionista, ideologias naturalistas, astutas inspirações idealistas e o otimismo grandisíssimo filho da fé! autovaloração enigmátiva onde o mundo só existe enquanto não o é fortuito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a felicidade foi inventada. até aqui tudo bem, arbitrário. no entanto, foi inventada para que seja algum essencial que preceda a existência. um antes e um fazer que possibilita todo agora. quanto já não se gastou em recursos e vidas para defender tal necessidade metafísica?&amp;nbsp; se não tivesse sido inventada a esse modo, não necessitaria de defensores/as. era princípio indiferente à pluralidade. dado o contrário! há uma terrível preocupação permanente, que podemos chamar de desejo, de haver apenas uma forma de viver! ser feliz é a mais alta imposição da ditadura desesperada da religisiodade. e das ideologias: impor que todos/as sejam felizes! um truque mau-caráter - não se define o conteúdo da felicidade mas sim o modo da própria felicidade. e pior! insistência em colocar a felicidade enquanto promessa de explicação e desejo de interpretação. daí começa uma progressão geométrica de invencionices que alterna entre a demonstração e a mostração, ambas impossíveis, pois nunca se mostra sozinha. exemplos: "ser feliz é um estado da alma"; "a felicidade está na trama da vida mesma"; "nada têm a ver com satisfação e prazer"; "sem fé não há felicidade"; "o sofrimento não destrói o ser feliz"; " muitas vezes a felicidade nasce da própria dor". nada que uma retumbante risada não faça desmoronar. ah, o riso fortuito e inercial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do desespero religioso e ideológico de viver, a impossibilidade de gostar da vida., de se ter o bom gosto&amp;nbsp; de não recorrer a nenhum referencial metafísico. desespero enquanto luta contra reconhecer que se há vida com princípios ou essências que a antecedem, ela é sempre de má qualidade. pois viver só é possível se for resultado de um fazer - é uma produto fabricado. impossibilidade&amp;nbsp; do viver fortuito enquanto ocultamento desesperado. nem vida (o não-dever a existir por algo), nem "eu" (existir sem princípio de causalidade), muito menos felicidade (aptidão de trilhar mil caminhos). não-vida quando esta é entendida para além do berço e do túmulo. não-eu quanto falta de originalidade no pensar, sentir e fazer. não-felicidade quanto estado diferente da fome e da sede. no processo da mortalidade: se vais ficar triste é melhor não se alegrar, e se vais ficar alegre é melhor não se entristecer. deste modo imortal e imaterial da felicidade (estado permanente de espírito), ser feliz torna-se obrigação a todo custo. ser feliz enquanto espera e saudade. ter esperanças. ser saudosista. ter espírito como condição de ser feliz. ou ser obrigado a sê-lo por falta de coisa melhor. eis a grande miragem da humanidade: ser feliz nos torna humanos - somos criação; existimos quanto produção não fortuita; dependemos de razão, origem e princípio organizador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;da recusa da miragem - somente possível a mirando de frente -, tanto no pensar quanto no feito, se instiui outra modalidade de ser poderosa contra a ideologia e a religiosidade da felicidade: a aposta. onde não há interior nem circunstâncias externas - não há absolutamente natureza nem deus; onde não há auto-educação nem auto-deseducação - não há absolutamente racionalidade nem afetividade paranóicas; onde não há espírito para se ter a preocupação de ter que desenvolver poderes latentes - não há como acordar alguém que já está acordado; onde não há a imposição desesperada de que se deve viver intensamente, pois a intensidade aqui nada mais do que a execução do ocultamento e da medida do grau da miragem. no processo dinâmico o único espaço para o ser feliz, como medida de todas as coisas, é o moralismo armado das morais afirmativas e dos agnósticos consolados. portanto, deixo de lado a invensão&amp;nbsp; religiosa e ideológica da felicidade, para avaliar outras formas melhores de se viver - ser feliz não é nem princípio nem força atuante. assim, afirmo que sim, a felicidade é boa ou má, da minha perspectiva ela é uma péssima invensão, pois nos faz correr atrás de coisas materiais e imateriais que não precisamos para viver - recuso introduzir a idéia de força e essência na existência.&amp;nbsp; portanto, enquanto ideólogos/as, religiosos/as e céticos/as ficam aí lutando entre si sobre quem oculta melhor que a felicidade nada mais é do que uma invensão de mau gosto, irei me saciar e ter prazer com outras invensões melhores, por exemplo sacia minha fome com um petisco de buteco e saciar minha sede com uma boa cerveja artesanal.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-1521933984522007326?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/1521933984522007326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/05/estar-desesperado-por-viver-eis-o-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1521933984522007326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1521933984522007326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2010/05/estar-desesperado-por-viver-eis-o-que.html' title='estar desesperado por viver, eis o que a felicidade oculta'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/S-HumRl9QxI/AAAAAAAAAVU/fRk-DYpsLQI/s72-c/Epicuro+is+dead.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-199530732650833275</id><published>2009-12-21T09:21:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T09:21:12.202-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>psiquê está morta!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_oLZn_IZ-3_4/Sy-uAxEar8I/AAAAAAAAAI8/1U744p9p4cw/s1600/psique%20est%C3%A1%20morta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://lh5.ggpht.com/_oLZn_IZ-3_4/Sy-uAxEar8I/AAAAAAAAAI8/1U744p9p4cw/s400/psique%20est%C3%A1%20morta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;i&gt;neoanimismo do desleixo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 13px;"&gt; - subjetividade ou subjetivação &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;nada impõem, mas permitem miragens que insistem em ecoar. tal qual o ruído de fundo do início do universo. epifenômenos de forças em atuação, no entanto, fecundam, provocam e causam: vida, destino, liberdade e espontaneidade. aparentes características particulares da existência: crença no sujeito gramatical enquanto desejo de que o universo não seja indiferente à humanidade: dever-ser e tempo. no entanto, é preciso seguir a história até as origens das possibilidades de se identificar sujeitos: os momentos da natureza enquanto autômata submissa. é preciso um novo naturalismo. um animismo nada pessoal - já que pensamentos, sentimentos e emoções não pertencem à indivíduos. desejos, vontades, impulsos, anseios e idéias são raras em pessoas, pois pertencem a povos e a tempos. o único humanismo possível é laisser aller, deixar ir, portanto, desleixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não se pode pensar, desejar, ser. alimenta-se ou definha-se forças. meios de amplificar ou reduzi-la. profundo é apenas força pesada. força maior que a capacidade de suportá-la. nenhuma alma, mente, informação enquanto nada é necessário para considerar alguma causa.&amp;nbsp;vontades, impulsos, anseios, desejar e pensar é como anoitecer, trovejar, chover, relampejar, escurecer, nevar, ventar. até então a humanidade é uma espécie de vingança duradoura contra a vida. em atividades estupidamente orgulhosa de si. no entanto, não há povo ou tempo em que cada pensamento e cada vontade não tenham sido arbitrários. nada dentre tais pode ser considerado como algo dado ou nascido, nem ausente de problemas. jogos de linguagens dos afetos - a moral é apenas um destes - dispostos à desaparecer. jamais houve alguma razão que atue tão fortemente sobre o rastro de sentimentos e afetos impressos por milhares de anos. até a psique, que tenta perseguir os instintos na tentativa de&amp;nbsp;persuadi-los, jamais conseguiu forjar bons argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;parafraseando o autor de 'a gaia ciência', §125:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;psique está morta! psique permanece morta! fomos nós quem a matou! como haveremos de ter esperança? este, o pior dos males, pois prolonga o suplício! o universo, que jamais calou alguém; que jamais tornou visível sua brutalidade; que suscitou medo à apenas a povos e a tempos ansiosos e com vontade de causar dor! o que o universo possuiu, até agora, de mais pessoal e mais vital sucumbiu exangue aos golpes das nossas bodurnas. quem nos limpará desses miolos? qual a lavagem ecologicamente correta que nos limpará? que maravilhas farmacológicas, que jogos terapêuticos haveremos de inventar? subjetivar não será a mais sagrada hipocrisia para nós? não teremos de nos tornar nós próprios natureza, universo, para parecermos dignos de nós mesmo? rastreando tempos e povos, vê-se ato tão grandioso, e, quem quer que nascerá depois de nós, e também que já nasceu anteriormente, fará parte, arbitrariamente deste ato, dessa história que muitos fizeram para destruir suas forças, que, no entanto evolui, retroage e salta. psique está morta! e, assim, como jamais deixou de ser, tudo é permitido!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-199530732650833275?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/199530732650833275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/12/psique-esta-morta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/199530732650833275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/199530732650833275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/12/psique-esta-morta.html' title='psiquê está morta!'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_oLZn_IZ-3_4/Sy-uAxEar8I/AAAAAAAAAI8/1U744p9p4cw/s72-c/psique%20est%C3%A1%20morta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-7767157551474040894</id><published>2009-12-01T08:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T08:27:57.547-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>liberdade liberta de si mesma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SxVDwbPbDyI/AAAAAAAAAH4/TVMqMlpNGc4/s1600/liberdade+libertada.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SxVDwbPbDyI/AAAAAAAAAH4/TVMqMlpNGc4/s400/liberdade+libertada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;escolher entre 'a', 'b', 'c' e assim por diante, é estar longe do gesto livre&lt;/span&gt; - é somente na vivência da impossibilidade da liberdade de escolha que se pode gerar a própria liberdade. uma gestação com todas as dores do parto. porém, cesariana. dependente de tudo o que não é escolha, nem vontade. avaliação órfã de pai e mãe. talvez um tanto espontâneo, uma liberdade que se liberta a si mesma. desde dentro, porém um dentro que é pura máscara. como um autóctone, já mestiço, que insurge contra um invasor também já mestiço. como o sabor da pimenta após sentir o gosto da canela e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;para melhor mergulhar em minha imagem faça-se o seguinte experimento: seja no meio de uma planície ou em pleno oceano, nossa visão é limitada. um imenso planalto circular é nosso alcance. seu limite é chamado &lt;i&gt;horizonte&lt;/i&gt;. o futuro, como o sol, parece surgir do mesmo ponto - leste. após um&amp;nbsp; determinado percurso, ele atinge sua mais alta posição - tal qual o presente. em seguida, para outro mesmo ponto, em movimento descendente, o sol se põe, eis que se apresenta o passado - oeste. deste modo vemos o tempo passar. da direita para a esquerda. nessa planície ou oceano do presente, terei o norte à minha frente, e o sul às minhas costas. se olho para o ponto mais alto sobre minha cabeça, tenho o zênite. e no ponto mais profundo sob meus pés, tenho o nadir. observando o tempo desta maneira, percebo que a memória ancestral e a imaginação futura é questão de posição e gesto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para melhor insurgir sobre minha imagem faça-se o seguinte: cada momento fugaz do percurso do presente há o limite de meu horizonte ao mesmo tempo em que há sua implosão. como assim? sendo observador situado no polo temporal sul posso imaginar como é a observação de alguém que observa do leste do horizonte e assim sucessivamente. minha vivência presente se dá como todas as posição possíveis e impossíveis de memória e imaginação. ambas compondo uma imensa cordilheira círcular dos andes, na qual não se sabe onde começa ou termina uma e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;seguindo avante, as gradações dos lados, do zênite e do nadir imaginemos:&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;indígenas, educadas/os ao longo de sua vida, com toda a sabedoria ancestral do alto-xingu,&amp;nbsp; trazendo no corpo todas as marcas da luta contra os conquistadores; quilombolas, cuja sabedoria foi cunhada no fervor da luta, não por melhores condições de escravidão, mas por existir enquanto forças não cativas; ambas misturadas, tendo que escolher, em votação, um representante cuja vida e força de seus interesses foram esculpidas pelas estranhas razões de estado, da sabedoria moderna do cimento, do concreto e do asfalto.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;um discurso latino-americano mestiço, onde o modo de narrar a vida tenha esquecido sua ancestral fluidez oral; que tenha esquecido que seu corpo, enquanto sua máxima expressão, tenha que optar pela ideografia estática do alfabeto latino e pela gramática cujo uso das regras é a própria cristalização do pensamento.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;qual seria a verdade eterna da direção do movimento? alguém nú, alguém ornamentado com pemas, com búzios ou vestidos com gravata ou mini-saia? vivemos em que posição do tempo? na era da comparação? na era de uma nova cultura que concientemente mata a cultura antiga? vivemos no frescor pois reagindo ao "progresso"? na era do desejo, impulso e anseio pela vingança contra a perda da inocência ou na sua aquisição ou escolha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem, é preciso ser personalidades múltiplas nos tempos. é preciso ser estilos não escolhidos, porém, longe de tudo o que é autêntico. é preciso livrar-se do desgosto. é preciso aprender nas antigas pegadas imaginadas como explodir o horizonte. avançar insurgindo contra a liberdade de escolha. avanças insurgindo contra o livre-arbítrio. avançar insurgindo contra as cautelas da liberdade. é preciso seguir à leste, à oeste, ao norte, ao sul, ao zênite e ao nadir. a floresta indiferente está a um palmo de nossos narizes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-7767157551474040894?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/7767157551474040894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/12/liberdade-liberta-de-si-mesma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7767157551474040894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7767157551474040894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/12/liberdade-liberta-de-si-mesma.html' title='liberdade liberta de si mesma'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SxVDwbPbDyI/AAAAAAAAAH4/TVMqMlpNGc4/s72-c/liberdade+libertada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-5713396368303966291</id><published>2009-11-16T13:03:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T13:03:31.912-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fragmento suficiente do método'/><title type='text'>as florestas do estar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SwG9uUhWG_I/AAAAAAAAAHE/hBzhc7F9P-M/s1600/as+florestas+do+estar.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SwG9uUhWG_I/AAAAAAAAAHE/hBzhc7F9P-M/s400/as+florestas+do+estar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;não se evita uma floresta; vive-se dentro dela.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; - porque antes a tradição escrita e não a tradição oral? porque antes a palavra e não a imagem? porque antes a moral e não o experimento? porque antes a dualidade e não a sutileza de gradações? arrisco uma resposta geral e, portanto, só para começar a esmiuçar, sem montagem ao final: é porque a mais alta valoração parte do há de menor. tudo é feito com moderação. não há os jogos da razão. não há a espirituosidade sujeita às contingências. há sim o ideal às avessas: um nível humano médio derramador de lágrimas frente pessoas, portadoras de deficiência, realizando banalidades. espirituosidade em baixa. espiritualidade em alta. por isso: tédio, hiperdisciplina, deserotizações e moralistas de plantão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na desligião que me conduz, a floreta! não sua versão literária - como subterfúgios morais. não sua versão política - como uma "criatura" inocente e inepta que precise de defensores. sim, a trilha refeita do instinto de êxtase do levante e da criatividade. uma vida não como produto artístico. sim como relação de artesanato: ao mesmo tempo sentida, vivida e contemplada.&amp;nbsp; a vida enquanto experimento dos princípios da insurreição e da invensão - a retomada de outros cotidianos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;encaminhamentos: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nela a tradição oral:&amp;nbsp; o fixado mutante; o fixado para que alí se viva. assim, uma narrativa que brota como instinto - raríssimo à escrita. jogos das causas - diálogo dinamico e não-linear. saber como o outro vive - porém o outro sendo nós mesmos/as: indígenas, escravo-descendentes, ciganos e migrantes. como podemos, nós híbridos e híbridas, resignificar em ato, o mundo e nosso&amp;nbsp; "cotidiano moderno", ignorando voluntariamente nossas narrativas orais ancestrais? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nela a revivência da imagem não como catarse: um artifício de memória e amor da revivência. não faz sentido levá-lo para depois voltar com ele como herói. artifício de memória e amor para que se viva tudo. a superfície é o que mais aproximamos da essência. a imagem é transfiguração em beleza dos horrores da floresta. no momento em que não se confia mais nos sentidos e, portanto não mais, se vai com eles, refazê-los é possível. faz-se as coisas bem e isso nada tem a ver com moderação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nela o experimento sem resignação nem esperança: o princípio do contínuo é regente. não há momento para ser e estar isto ou aquilo. é o não limite; o não estar dentro. é o contingente de que um dia vamos morrer. causa contingente. o tempo não é uma linha entre dois pontos, o aqui e o além. o niilismo e o demasiado entusiasmo do otimismo não são fundamentos. nem a tragédia nem a sátira são a priori. é o carnaval visto do ponto de vista do malandro e não da perspectiva do turista. artifício natural do fazer que não produz artefatos para contemplação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nela as matizes e cores diversas: tudo vem a ser dentro de uma genealogia até os instintos. cada fragmento é traço único em vida participativa. sistema orgânico de reações. reagir sem reagentes. o próprio movimento é reação pulsante que contrai e expande: formas de expressão do reacionário (contração absoluta), do reativo (ativista da contração), do revolutivo (ativista da expansão) e do reinsurgente (expansão absoluta).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;já que por esses lado os abismos nos são importados, por vezes tragos à força, somos um hiato entre duas florestas. quanta fauna humana e não-humana é capaz de se reproduzir dentro de minha espirituosidade desleixada - condição primordial do deixar-ser das florestas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-5713396368303966291?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/5713396368303966291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/11/as-florestas-do-estar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5713396368303966291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/5713396368303966291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/11/as-florestas-do-estar.html' title='as florestas do estar'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SwG9uUhWG_I/AAAAAAAAAHE/hBzhc7F9P-M/s72-c/as+florestas+do+estar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-7997835567986248017</id><published>2009-11-12T13:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T13:48:18.428-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>dos preconceitos humanos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SvyCYxp-W3I/AAAAAAAAAG8/mOfV0QSOrtc/s1600-h/dos+preconceitos+humanos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SvyCYxp-W3I/AAAAAAAAAG8/mOfV0QSOrtc/s400/dos+preconceitos+humanos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;todos nós somos &lt;a href="http://br.taringa.net/posts/tv-filmes-e-series/2295/O-Homem-Gravido---Discovery-Channel-%28-Document%C3%A1rio-%29.html"&gt;tomas beatie&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; - fora do preconceito típico da causalidade entre sujeito e ato - "eu ajo" ou, reversivamente, "penso, logo existo" ; fora da atividade instintiva da fauna humana - avaliações fisiológicas para que a vida se torne suportável: verdade e não-verdade; fora da aparente autonomia humana - hocus-pocus lógico em liberalizar a humanidade coisificando a consciência: "imperativo categórico", "inspiração", "intuição", "desejo", "crença", "interesse"; fora disso tudo, não além disso, a indiferença da "natureza".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que postura e gesto esperar do antigo casal humano, mente e corpo, diante da invensão (2004) do neurocientista &lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=16499"&gt;miguel nicolelis&lt;/a&gt;?: "malditos macacos! aprenderam a usar o pensamento. malditos macacos! agora a eletricidade de seus cérebros movem braços mecânicos!". pois sim, humanidade, nada pessoal. mente e corpo foram superados por... &lt;a href="http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3152&amp;amp;bd=1&amp;amp;pg=1"&gt;macacos&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que desconcerto e errância daquele outro casal antiquado, natural e artificial, evidenciado pela medicina esportiva?: "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dopagem_bioqu%C3%ADmica"&gt;maldito doping!&lt;/a&gt; aumenta a massa muscular; aumenta a força física; reduz o tempo de recuperação entre um exercício e outro; melhora a aparência e a perfoemance sexual. maldito doping!". pois humanos, nada pessoal. natural e artificial perderam a razão de ser por... &lt;a href="http://podium.publico.clix.pt/canal.aspx?idCanal=1144"&gt;substâncias proibidas&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ah, e que fim deliciosamente cômico para o mais clássico e ultrapassado dos casais, vida e morte? primeiro foi o &lt;a href="http://www.alcor.org/Library/html/BedfordSuspension.html"&gt;dr. james bedford&lt;/a&gt;, suspenso em 1967, depois a &lt;a href="http://www.sciencemuseum.org.uk/antenna/dolly/index.asp"&gt;ovelhinha dolly&lt;/a&gt;: "maldita criogenia! não há herança para a prole dos/as congelados/as; &lt;a href="http://www.ccb.med.br/cc_funciona.asp"&gt;células-tronco&lt;/a&gt; ficam à espera de um "começar de novo". maldita reaparição de dionísio! a vida após a morte não é mais privilégio das promessas cristãs da "rematerialização" no paraíso; estar vivo ou não depende dos testemunhos de pessoas não congeladas; maldita criogenia!". outro sim terrível à humanidade, nada pessoal, aqui jaz a vida e a morte, ou eis o &lt;a href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/criogenia.htm"&gt;parido criogênico&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-7997835567986248017?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/7997835567986248017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/11/dos-preconceitos-humanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7997835567986248017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7997835567986248017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/11/dos-preconceitos-humanos.html' title='dos preconceitos humanos'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SvyCYxp-W3I/AAAAAAAAAG8/mOfV0QSOrtc/s72-c/dos+preconceitos+humanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-3434781917262564698</id><published>2009-11-05T16:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-05T16:59:31.966-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amante da heresia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>o [pal]mito da caverna</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SvN0feLKYII/AAAAAAAAAGo/fk64Wg_6Yww/s1600-h/palmito+da+caverna.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SvN0feLKYII/AAAAAAAAAGo/fk64Wg_6Yww/s400/palmito+da+caverna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;gesto instrumental de esmiuçar e desfazer, ou, a minha consciência diabólica -&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;lado a:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; um antigo e enorme peso continua a arquear nossas costas novas: a antiquada tradição provinda do velho mundo - cujas paixões, no momento, se voltam para nós, nos invejando. aquele preconceito aristocrático de que o caminho até nós foi aberto de modo bem-aventurado - em nome de um deus, ou de seu filho que pateticamente tentou superar o trágico. pré-situação onde o valor pertencia a um avaliado mais antigo ainda, o encantamento pelo ignorado. uma valoração difícil de ser abandonada: atomizar, reduzir ao máximo à chegar em algo tão minúsculo, para, então, respeitá-lo como o fundamento de tudo. tal é a dificuldade em arriscar e insurgir. pois, para o risco e para um decisivo não!, é necessário muita coragem. enquanto isso, o peso arqueia as costas pela excessiva adoração aos esforços passados. vaidade e ambição por uma origem divina, arbitrariamente adotada e deliberadamente aumentada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é a consciência simbólica: o gesto instrumental de unir em um só significado, vários significados - síntese! gesto que aponta sempre para direções determinadas. quanto mais antiga a direção, mais se usa o artifício do encantamento do ignorado. um ato de guerra contra todas as tensões internas daquilo que se atomizou - tudo que se individualizou, reduziu e se declarou único até então enquanto formas irreverssíveis e, portanto, insuperáveis: "mundo", "natureza", "humanidade", "alma", "corpo", "eu", "vontade", "livre-arbítrio", "democracia", "civilização", "verdade", "conhecimento", enfim, tudo o que diz respeito à superstição preguiçosa da autoridade auto-suficiente de ânsia pelo céu. essa consciência simbólica, ou esse gesto instrumental de unir, funciona como um esconder as vísceras, sempre de modo diminuto e grosseiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;lado b:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; uma nova e rápida velocidade vem enfraquecer nossas pernas antigas: a moderna e atual ansiedade provinda da nova vida - uma espécie de greve geral das paixões às avessas, ao invés de paralisar, se renuncia as expressões de viver, produzindo mais. quanto mais se produz riqueza, mais pobre são as paixões de desfrute. o hedonismo é algo disponível para a compra. pós-situação onde o valor pertence a um avaliado mais novo ainda, o encantamento pelo pré-sabido. também uma valoração difícil de ser abandonada: reduz multiplicando o mesmo à exaustão, de tal modo que o multiplicado pareça universal. mais um gesto para que dificulta arriscar e insurgir. é um decisivo sim!, pela pressa. nessa velocidade as pernas antigas necessitam de um complemento ciborgue só para correr mais, e não para auxiliar em caminhos perigosos, pouco explorados e ainda por serem inventados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é a consciência religiosa: o gesto instrumental de restabelecer a ligação perdida de tudo o que foi atomizado. é o próprio movimento da síntese. apontada a direção é preciso chegar o mais rápido e confortável possível. o artifício do encantamento do conhecido por exposição à exaustão. um ato de corrida contra qualquer detalhe perdido com a pressa da consciência simbólica. pensa na ciência e na tecnologia como se ambas fossem o mais novo conhecimento que trará as mesmas respostas às mais velhas perguntas: qual a causa e o fim de todas as coisas. é a superstição confortável da autoridade da velocidade que torna transcendente tudo o que é interpretação do processo, temendo o inferno. esse gesto instrumental de restabelecer, funciona como uma imagem borrada das vísceras, confusa e impressionista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-3434781917262564698?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/3434781917262564698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/11/o-palmito-da-caverna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3434781917262564698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3434781917262564698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/11/o-palmito-da-caverna.html' title='o [pal]mito da caverna'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SvN0feLKYII/AAAAAAAAAGo/fk64Wg_6Yww/s72-c/palmito+da+caverna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-3300085946156502506</id><published>2009-10-26T16:15:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T16:15:17.637-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>elogio da tragédia e da sátira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SuYtQ2_h2BI/AAAAAAAAAGg/lQtX8bOlG0k/s1600-h/elogio+da+trag%C3%A9dia+e+da+s%C3%A1tira.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SuYtQ2_h2BI/AAAAAAAAAGg/lQtX8bOlG0k/s320/elogio+da+trag%C3%A9dia+e+da+s%C3%A1tira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;elogio da tragédia e da sátira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; - século xxi, tempo do refluxo das utopias ocidentais de transvalorações - não do realismo enquanto utopismo do sacrifício e do suportar. tempos para desejosos pelo conforto e longevidade - o mito da invensibilidade da polícia (estado), da medicina (ciencía e tecnologia) e da educação (comunicação de massa em tempo real). na filosofia, éticas sem políticas - o bem e o mal acomodados em forças cativas. sentimento de época, ou se admite ou se expulsa. hoje, livrar-se é a ordem. tornar complexo é o gran finale de todo ilusionista. desviar o olhar alheio - diferente da manipulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;século xx, tempo da expansão das utopias de transvaloração...&amp;nbsp; ahá! portanto, pulsação e ritmo! não tomemos um melhor que o outro! apenas pulso de pleonasmos fatuais, substantivo coletivo em tudo - tanto no tocante a reforços estilísticos [gestos de insurreição] quanto a repetições inúteis [convencer por hiperexposição]. exemplo 1: nas tentativas de transvalorações econômicas, via-se 'amanhecer o dia' e 'viver a vida' da consciência. desembaraçava-se da alienação, embaraçando-se na consciência. dois momentos enquanto uno - espécie de santíssima dualidade. a consciência sendo ao mesmo tempo ela e outra coisa - admissão da realidade presente e futuração. sabe-se as causas, o que e como fazer, porém isso não é o bastante, é preciso acreditar. se o movimento da consciência era o de expandir em ação, deste mesmo modo, ela começa a se retrair. como um corpo diante do perigo. alienação e consciência gestos pleonásticos do ilusionismo das condições materiais - ação e reação não aqui e agora, sim no além da história, em seu impossível "se...". tanto interpretar quanto transformar são projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;em outros tempos, porém contemporâneos, exemplo 2: indígenas, descendentes de escravos, ciganos e beduínos em transvaloração obrigatória - aculturação forçada e aniquilação. opção pela cidadania, para morrer menos que seus ancestrais, porém! insurgir, para serem mais que seus antepassados. por um lado, paralelismo entre jogos, lutas e debates de moral. por outro e mesmo (como a oposição das mãos), extermínio, pois, só deve restar, apenas um modo de existir. aqui o gesto pleonástico do ilusionismo é o antropológico, ou da ciência. civilizar: pacificar pela morte. o relativismo tolerante somente enquanto absolutismo da intolerância: "a vida é única, porém, a morte é múltipla - a vida é vontade de poder (traço antripológico judaico-cristão-islãmico), a morte é indígena, descendente de escravos, ciganos e beduínos". 'bons selvagens'? não! outros selvagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o que nasce daqui? da pós-tragédia que é o utopismo do conforto?&amp;nbsp; do excesso de terapias e transtornos mentais do projeto de ser indivíduo - essencializado pelo artigo definido -&amp;nbsp; e substantivo coletivo ao mesmo tempo? de onde estou, vejo - com os "olhos" de tudo o que é vivo em meu corpo - não o retorno do pensamento trágico - a tragédia está do lado da gazela, quando o leão sacia sua fome a comendo, ou do lado do leão que verá seus filhotes morrerem pois a gazela conseguiu escapar? - , nem mesmo o retorno do parido da tragédia, vejo sim o acontecimento do pensamento nético em tempo real do agir- o pensamento em ato alegre e afirmativo da coisa percebida em sua rede dinâmica, sem oráculos ou outros ilusionistas. no entanto, seria este gesto o apontar para uma nova verdade? não. mas, apota para a política de minhas verdades - às sátiras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-3300085946156502506?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/3300085946156502506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/10/elogio-da-tragedia-e-da-satira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3300085946156502506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3300085946156502506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/10/elogio-da-tragedia-e-da-satira.html' title='elogio da tragédia e da sátira'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SuYtQ2_h2BI/AAAAAAAAAGg/lQtX8bOlG0k/s72-c/elogio+da+trag%C3%A9dia+e+da+s%C3%A1tira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8073949379823638853</id><published>2009-10-05T18:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T18:33:33.820-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>não sofre de otimismo ou pessimismo, nem da invensão e da aposta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SsqbUO_EQUI/AAAAAAAAAGY/oPZuDhUdMaw/s1600-h/gaya+heresia+prodigyosa.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SsqbUO_EQUI/AAAAAAAAAGY/oPZuDhUdMaw/s320/gaya+heresia+prodigyosa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;a gaya heresia prodigyosa&lt;/span&gt; -&lt;/i&gt; por toda parte: "ah, o mundo está desencantado"; "tudo está esvaziado de sentido"; "vivemos em época de decadência"; "temos muita técnica e ciência, mas ainda somos infelizes"! logo religiosos: "eis o caminho". de pronto, indústria farmacêutica: prozac e ritalina. daí cientistas: "deus não joga dados". e, do fundo da cartola, filósofos sacando seus coelhinhos brancos: "ah, mas lá nos gregos...". o que significa isso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;encantamento? seres humanos no universo das maravilhas? divindades de oz? milagres de salão para animar festas? quanta miséria e preguiça de espírito... o romantismo voltou? quem voltou? o desejo pelo encantador? a covardia ancestral? o malabarismo de ilusionistas? o modo de espiar tudo como um embrião? a adoração pelo adorno da banalidade? a adulação por tudo que nos retire do incômodo e da asperesa do real? ahá! deseancantamento da realidade! claro! tudo o que deriva do 'rei'. 'real'! nada mais nada menos que o poder emanado da realeza. sem ele estamos incomplet#s, insatisfeit#s, desconfortáveis. sim! habitamos um lugar além do 'real'. o lugar do vigor contrário à potência do permanente! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vazio? alguma coisa já esteve plena alguma vez? um copo meio vazio? um copo meio cheio? a elegância do pessimismo ou a etiqueta do otimismo? quanto ainda se pode suportar o ser e o dever-ser ao mesmo tempo? ah, esse ardiloso sentimento de dualidade... de lógica simbólica, de bem e mal, de esquerda e direita, de homem e mulher, porquê aos pares? porquê o inverso? sempre em dupla? pois bem, sem cara ou coroa, que se façam as apostas, mas sem esperanças! nem mesmo a certeza de que ira surpreender-se. que venham todos! predadores, presas e simbiontes!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;decadência? quando a humanidade já atingiu seu ápice? ou, em que lugar do planeta a moral e a cultura atingiram sua forma mais refinada? quanta ambiguidade aspirando ainda coincidência... predição antecipada... porquê inventar um tempo e lugar passado evocado para dar conta deste acontecimento agora? olhos iludidos em frente ao retrovisor. não estamos descendo. muito menos caindo. se houve época melhor? talvez. mas não comparada à esta. sim comparada a alguma esperança. de quê? do além? da utopia? do oráculo? da tragédia? chega de viver não vivendo. a historidade não se apresenta como coordenadas ou dados. também é tempo tal qual os modos de visitá-la. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e a felicidade? que desculpas ainda serão usadas para a aniquilação de qualquer outro modo dela estar? a subjetivando ao extremo? o 'penso, logo existo' é justificativa religiosa. querem que tenhamos uma alma para ser salva. representação e ato impossíveis! a objetivando do mesmo modo? as 'condições históricas favoráveis' é justificativa de que o simples, o particular e o único é do 'outro' - monólogo alheio. no entanto, estar feliz. flexivelmente embaraçado. da paixão, da percepção lançada e das consequências resultates delas. sem derivações. sem meio-caminhos. o sim e o não de todo excesso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8073949379823638853?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8073949379823638853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/10/nao-sofre-de-otimismo-ou-pessimismo-nem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8073949379823638853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8073949379823638853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/10/nao-sofre-de-otimismo-ou-pessimismo-nem.html' title='não sofre de otimismo ou pessimismo, nem da invensão e da aposta'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SsqbUO_EQUI/AAAAAAAAAGY/oPZuDhUdMaw/s72-c/gaya+heresia+prodigyosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-696575549758307516</id><published>2009-09-25T14:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T14:22:22.562-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>pequena herança revisitada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sr00ZIHb5HI/AAAAAAAAAGQ/BhYb7AX8GeQ/s1600-h/j_cabrera.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sr00ZIHb5HI/AAAAAAAAAGQ/BhYb7AX8GeQ/s320/j_cabrera.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;pierre levy assim lança bases de um possível suporte de &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=1MuChWVXFEQC&amp;amp;pg=PA131&amp;amp;lpg=PA131&amp;amp;dq=ideografia+din%C3%A2mica&amp;amp;source=bl&amp;amp;ots=S9znvTUkQM&amp;amp;sig=IJBDLgl4Xhm1ozE-7eissekouVE&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=IxC9Sr-hFsf_8AaEv_mSDg&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=7#v=onepage&amp;amp;q=&amp;amp;f=false"&gt;escritas dinâmicas&lt;/a&gt;: "a televisão e o cinema, por sua vez, trazem ao mesmo tempo movimento e imagem; são linguagens nem tanto lineares e estáticas, mas intrinsecamente bidimensionais e animadas. mas não são interativas e, sobretudo, não permitem a passagem à abstração nem o trabalho de conceitos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;porém!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;um presságio cyberpunk, negativamente entrópico - &lt;b&gt;el lógico!&lt;/b&gt; visão de uma utopia realista, acaso gerado do caos pós-político não conformista - &lt;b&gt;la bestia!&lt;/b&gt; "la única manera de ser escuchado por filósofos es apuntándoles con un revólver, como bien lo dice habermas en su teoría del matar comunicativo". assim se contrapõe cabrera&amp;nbsp; à levy, "durante el mes de enero de 1995 / tiraje: 500 ejemplares". dentre pichações de punks nos muros de  londres em 1977, &lt;i&gt;no future&lt;/i&gt; ou&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MeP220xx7Bs"&gt;&lt;i&gt;gods save the queem&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. ou nos de berlim, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ukFG5sA_KsU"&gt;&lt;i&gt;destroy 2000 years of culture&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. terrorismo surreal de sua lógica diabólica, tal qual o magnífico &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Blade_Runner_characters#Roy_Batty"&gt;roy batty&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://www.bocadoinferno.com/romepeige/filmes/B/B32.html"&gt;blade runner&lt;/a&gt;, cabrera contribui pichando pelos muros de córdoba e brasília, &lt;a href="http://www.unb.br/ih/fil/cabrera/portugues/etica.htm"&gt;&lt;i&gt;movimento vital irrefreável&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;esse&lt;i&gt; logodrama en seis etapas&lt;/i&gt;, não chegou a mim como uma "natureza", mas fui até ele como um acaso. ali estava, um atributo da realidade "in-significante" e aleatória, da estante de um sebo na asa sul de brasília. único e singular "ejemplar nº 097". número escrito à caneta bic. caprichosamente comi o livro. eu, &lt;a href="http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/enigma.html"&gt;&lt;i&gt;enigma de outro mundo&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, o livro, o &lt;a href="http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/artico.html"&gt;&lt;i&gt;monstro do ártico&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, o autor, &lt;a href="http://www.bocadoinferno.com/romepeige/filmes/H/H73.html"&gt;&lt;i&gt;o homem do planeta x&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. o parido do (re)encontro: eis me aqui &lt;a href="http://amantedaheresia.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;amante da heresia&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-696575549758307516?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/696575549758307516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/pequena-heranca-revisitada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/696575549758307516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/696575549758307516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/pequena-heranca-revisitada.html' title='pequena herança revisitada'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sr00ZIHb5HI/AAAAAAAAAGQ/BhYb7AX8GeQ/s72-c/j_cabrera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-7429927629161705834</id><published>2009-09-23T15:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T15:42:34.790-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artifícios naturais'/><title type='text'>cálculo do dia nietzscheano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;antes do cálculo, um frescor à memória&lt;i&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;ou&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;antes do cáculo, algo à excitar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Lei contra o cristianismo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Datada do dia da Salvação: primeiro dia do ano Um &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;(em 30 de Setembro de 1888, pelo falso calendário).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Guerra de morte contra o vício: o vício é o cristianismo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Artigo Primeiro&lt;/b&gt;&lt;i&gt; – Qualquer espécie de antinatureza é vício. O tipo de homem mais vicioso é o padre: ele ensina a antinatureza. Contra o padre não há razões: há cadeia.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Artigo Segundo&lt;/b&gt;&lt;i&gt; – Qualquer tipo de colaboração a um ofício divino é um atentado contra a moral pública. Seremos mais ríspidos com protestantes que com católicos, e mais ríspidos com os rotestantes liberais que com os ortodoxos. Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão. Conseqüentemente, o maior dos criminosos é filósofo.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Artigo Terceiro&lt;/b&gt;&lt;i&gt; – O local amaldiçoado onde o cristianismo chocou seus ovos de basilisco deve ser demolido e transformado no lugar mais infame da Terra, constituirá motivo de pavor para a osteridade. Lá devem ser criadas cobras venenosas.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Artigo Quarto&lt;/b&gt;&lt;i&gt; – Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá-la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Artigo Quinto&lt;/b&gt;&lt;i&gt; – Comer na mesma mesa que um padre é proibido: quem o fizer será excomungado da sociedade honesta. O padre é o nosso chandala – ele será proscrito, lhe deixaremos morrer de fome, jogá-lo-emos em qualquer espécie de deserto.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Artigo Sexto&lt;/b&gt;&lt;i&gt; – A história “sagrada” será chamada pelo nome que merece: história maldita; as palavras “Deus”, “salvador”, “redentor”, “santo” serão usadas como insultos, como alcunhas para&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt; criminosos.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Artigo Sétimo&lt;/b&gt;&lt;i&gt; – O resto nasce a partir daqui.&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Nietzsche – em &lt;a href="http://ateus.net/ebooks/acervo/o_anticristo.pdf"&gt;O Anticristo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;pois bem, agora falo! eis meu primeiro parído: &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;calcular o dia nietzscheano pós-vício de cristianismo!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SrqeQ6XyKyI/AAAAAAAAAGI/NR4sjiTNeBg/s1600-h/dia+nietzscheano.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SrqeQ6XyKyI/AAAAAAAAAGI/NR4sjiTNeBg/s400/dia+nietzscheano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;simples! da lata de lixo da história, pega-se a contagem gregoriana apenas para cálculo. bisbilhota-se a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Julian_day"&gt;contagem de tempo usada pelos astrônomos&lt;/a&gt; - e pelo pessoal de &lt;a href="http://www.ffesp.com/dcffesp/art_inte/A%20Data%20Estelar.html"&gt;star trek&lt;/a&gt; - estabelecida pelo astrônomo &lt;a href="http://www.zenite.nu/"&gt;joseph julius scalinger&lt;/a&gt; (1540/1609). transfere-se o ano de 4712 a.c. (o ano 0 do sistema acima) para 1888 - e considera o dia 30 de setembro como o primeiro dia do ano um, arbitrariamente proposto por nietzsche.&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;obs.:&lt;/b&gt; assim como nietzsche, os astrônomos iniciam o dia ao meio-dia. estes dividem as 24 horas em 10 frações de 144 minutos cada. numeram-nas de zero a nove e lhes acrescenta o numeral correspondente depois da data. aqui a ocorrência de um evento qualquer é registrada dentro de uma faixa de tempo e não em dia e hora.&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;eis o cálculo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;dias no ano (365.75) + horas (24) + minutos (1440) + segundos (86400) x 1461 dividido por 1460. tudo isso +&amp;nbsp; ('ano em questão' + 1888 x 365.25 - 13.375)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;complicado? uma mãozinha então. com uma calculadora, vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt; ano do calendário gregoriano + 1888 = anos decorridos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;pega o resultado e multipla por 365.25 = dias decorridos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; aplica-se um fator de correção, diminui 13.375;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;conta-se os dias decorridos desde 30 de setembro (para não dar um número negativo, no caso de mêses e dias anteriores à essa data, a contagem começa no ano anterior), daí soma a 90;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; somar  0.5, que corresponde ao meio dia (caso a precisão e o preciosismo sejam necessários some as frações referentes de h/24, m/1440 e s/86400);&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;numa penúltima soma, + 59.2&amp;nbsp; por dia do ano até o dia em questão, daí eis que urge uma última soma + 0.062;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;eis a data nietzschena pós-vício de cristianismo!&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;mas se quizer algo simplificado&lt;/b&gt;, arredonda-se os números pós vírgula a apenas um número maior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-7429927629161705834?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/7429927629161705834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/calculo-do-dia-nietzscheano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7429927629161705834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7429927629161705834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/calculo-do-dia-nietzscheano.html' title='cálculo do dia nietzscheano'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SrqeQ6XyKyI/AAAAAAAAAGI/NR4sjiTNeBg/s72-c/dia+nietzscheano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-7131013193985028077</id><published>2009-09-21T14:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T15:17:34.269-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fragmento suficiente do método'/><title type='text'>fragmento suficiente do método</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Srf01SZHbVI/AAAAAAAAAGA/7XDkx7WmPco/s1600-h/gesto.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Srf01SZHbVI/AAAAAAAAAGA/7XDkx7WmPco/s400/gesto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;epistemologia genealógica do gesto&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; cunha-se uma ferramenta dinâmica para uma compreensão artificial também dinâmica. algo dado: necessidades impostas pela exuberância – seja esta positiva ou negativa, não há&amp;nbsp; mesmo centro – do gesto de viver. sem causas primeiras ou fins últimos. somente facticidade e historia. indiferença à teoria do conhecimento de kant. indiferença ao imediatismo financeirizado que move o saber científico. desinteresse ecossistêmico por tudo o que se sedentariza. da ferramenta inventa-se o desenvolver compreensivo. sentir o gesto do percurso temporal. cada momento de leitura estará se instaurando enquanto imaginação artificial em movimento. fragmentos de consciência tecendo uma rede do conjunto do texto. percorrer compreensivo de um estar autobiográfico que compreende e imagina sociohistoricamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;por ironia autoafirma-se epistemologia. para além de uma história das idéias. há uma cronologia de como as idéias voluem, porém, voluir aos saltos em determinados espaços de tempo. para aquém de uma história “estrutural” de formas de pensar. há outras forças artificiosas de épocas que pretendem determinar o modo de estar enquanto conhecente. genealogia artificionista do eu biográfico-volitivo jamais extemporâneo. algo latente: a avaliação, a seleção e a significação dos produtos do conhecimento enquanto categorização de tendência – como na moda. agir humano. gesto. o negativo do ato de conhecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mais uma vez irônica. epistemologia alheia à orientação de um projeto que deduz leis para um método descritivo do que se apresenta. uma orientação errante do gesto. recuperação do “mundo da vida e da morte”. atos de pensamentos enquanto gestos vivos ou apatias mórbidas. livre pensar enquanto dimensão fenomênica da invenção. não dado primordial que impõe já um questionamento – uma postura diante do mundo. sem hiatos&amp;nbsp;nem abismos entre o contexto da invenção e o contexto da prática dessa ferramenta já constituída.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-7131013193985028077?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/7131013193985028077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/fragmento-suficiente-do-metodo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7131013193985028077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/7131013193985028077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/fragmento-suficiente-do-metodo.html' title='fragmento suficiente do método'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Srf01SZHbVI/AAAAAAAAAGA/7XDkx7WmPco/s72-c/gesto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-6242026290352523588</id><published>2009-09-11T13:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T16:51:07.870-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amante da heresia'/><title type='text'>na fonte do prazer, goza-se dolorosa e tragicamente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sq7UzkoklAI/AAAAAAAAAF4/Cim0-BJRrjM/s1600-h/amante+da+heresia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sq7UzkoklAI/AAAAAAAAAF4/Cim0-BJRrjM/s320/amante+da+heresia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;da origem e do significado de ser amante da heresia&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; - bem poderia se começar de qualquer lugar, no entanto, de seriedade ébria começo da transcrição do termo grego φιλοσοφία (philosofia). ah, polissêmicos morfemas φιλια/σοφία (philia/sophia). em coito - como cotidianamente nos ensinam enquanto uma banal experiência amorosa - se unem numa paixão celebrada como amor/amizade/desejo à/ao sabedoria/ciência/conhecimento. porém! φιλια também tem um importante compenente perverso. uma inclinação crua e desviante da erórica. uma coisa em si completamente nua e obscena. uma aceitação um tanto indigesta para os púdicos metafísicos e espiritualistas, uma apropriação em primeiro e único nível e ato... a vista do sexo! uma vulva, um pênis, uma boca, um ânus. atração carnal - o caminho inverso de qualquer sublime. movimento horizontal. de longe a hierarquia dos seres em direção à causa final. outro porém! σοφία. termo apropriado a quem é douto, diplomado e/ou erudito - dado às ciências. também cai bem aos corpos inclinados ao esotérico e ao oculto. e porquê deixá-los de fora? σοφία também é própria para árbitros, juízes e governadores. assim, sendo σοφία, minha libido brocha. na brochessênia do ser resta-me uma boa μισοσοφία (misosophia). uma aversão, uma repulsa condutora até um niilismo ou até um&amp;nbsp; pessimismo ontológico. porém, como não se tem como hábito a castidade... faça-se as apostas. amplia-se o horizonte de prazer. desde onde insurge o desejo sincero de melhorar e refinar o desempenho nas artes copulatórias. copular com tudo o que é vivo no corpo, desde dentro - que nada tem a ver com alma ou mente, e sim com as múltiplas consciências, 'pensamentos' e sentimentos celulares que possam habitar um corpo. suor, saliva, esperma. enfim! não φιλια, mas amante! não σοφία, mas heresia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-6242026290352523588?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/6242026290352523588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/na-fonte-do-prazer-goza-se-dolorosa-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6242026290352523588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/6242026290352523588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/na-fonte-do-prazer-goza-se-dolorosa-e.html' title='na fonte do prazer, goza-se dolorosa e tragicamente'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sq7UzkoklAI/AAAAAAAAAF4/Cim0-BJRrjM/s72-c/amante+da+heresia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-3728885827170385303</id><published>2008-11-24T06:40:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T06:50:56.181-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento em ato'/><title type='text'>pensamento em ato</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Swvyfi2dzjI/AAAAAAAAAHM/ap2H1POdsiU/s1600/suluque+iv.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Swvyfi2dzjI/AAAAAAAAAHM/ap2H1POdsiU/s320/suluque+iv.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://suluqueibnassabil.blogspot.com/"&gt;http://suluqueibnassabil.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-3728885827170385303?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/3728885827170385303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/pensamento-em-ato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3728885827170385303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3728885827170385303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/pensamento-em-ato.html' title='pensamento em ato'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Swvyfi2dzjI/AAAAAAAAAHM/ap2H1POdsiU/s72-c/suluque+iv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-9028766534683748696</id><published>2008-11-17T13:59:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T16:36:31.394-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história natural do traço'/><title type='text'>a fantástica fanbox del diablo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TORRyk2nYLI/AAAAAAAAAX8/6bllOCbsL0k/s1600/Capa+post.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TORRyk2nYLI/AAAAAAAAAX8/6bllOCbsL0k/s1600/Capa+post.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TORRAuB2FZI/AAAAAAAAAX4/OaolPZp1EU4/s1600/funbox+del+diablo001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TORRAuB2FZI/AAAAAAAAAX4/OaolPZp1EU4/s400/funbox+del+diablo001.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a fantástica funbox del diablo é&amp;nbsp; fantástica por ser uma criação da imaginação - gera imagen. é funbox por ser minha caixinha de surprezas alegres. é del diablo por não ser del símbolo. enfim, é meu velho baú de quinquilharias. ah, ela também funciona como uma espécie de caixa de pandora. que ao abrí-la terá-se acesso a partes de minha personalidade. partes ancestrais. mas, diferente da de pandora, minha benevolência diabólica, retirou dessa caixa o pior dos males, a esperança. ao abrir a fantástica funbox del diablo, tem-se a oportunidade de se fazer uma genealogia de meu deboche. seguir meus rastros. meus traços. eis, portanto, alguns de meus antigos traços debochados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;o primeiro (não em sentido temporal) de meus traços debochados foi a criação do &lt;b&gt;fanzine:&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;u mamute nacional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. um fanzine xerocado (preto e branco) de quadrinhos de estranho humor desenhado com nanquin. circulou entre os anos 1996-1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TORRyk2nYLI/AAAAAAAAAX8/6bllOCbsL0k/s1600/Capa+post.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TORRyk2nYLI/AAAAAAAAAX8/6bllOCbsL0k/s320/Capa+post.jpg" width="220" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;nº 02 (&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNjc0ZmMzNmMtNzYzNC00YTVmLWE1ZGYtNTAxNDRjNTJmYTMw&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;versão digitalizada&lt;/a&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-9028766534683748696?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/9028766534683748696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/fantastica-fanbox-del-diablo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/9028766534683748696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/9028766534683748696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/fantastica-fanbox-del-diablo.html' title='a fantástica fanbox del diablo'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TORRAuB2FZI/AAAAAAAAAX4/OaolPZp1EU4/s72-c/funbox+del+diablo001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-726556487207007615</id><published>2008-11-10T13:58:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T15:50:08.572-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritação'/><title type='text'>escritação</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNsveLfIOwI/AAAAAAAAAXs/6GBT4Q09Fqg/s1600/escrita%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="311" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNsveLfIOwI/AAAAAAAAAXs/6GBT4Q09Fqg/s400/escrita%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;escritação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - ah, esses/as profissionais da leitura... e esses/as profissionais da escrita? utilizações apressadas. se vêem como medida segura e critério de tudo. de imediato sacam opniões ditas próprias e pessoais. em termos nietzscheanos, quem consegue viver a leitura e a escrita? ou em termos nutricionais: quem consegue comer e digerir o que lê ou o que escreve? - como sugere oswald de andrade. e mais! quem consegue defecar o que lê e o que escreve? - como sugere julio cabrera. em todo caso não existe algo que é próprio do texto. há tão somente força afim ou contrária do texto. ler e escrever como a gestualidade do estilo&amp;nbsp; go rin no sho do sensei miamoto musashi. arte de observar e conhecer as forças mais sutis, profundas e superficiais do texto - terra. arte de deixar que o texto tome conte de nosso corpo - água. arte de lutar com o texto, estratégicamente entrar e sair dele - fogo. arte de comprarar texto com desenho, música, teatro, cinema, etc - vento. deixar um texto a tempo, deixando-o sem começo nem fim - vazio. eis minhas outros experimentos com a escrita em ação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-726556487207007615?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/726556487207007615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/escritacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/726556487207007615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/726556487207007615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/escritacao.html' title='escritação'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNsveLfIOwI/AAAAAAAAAXs/6GBT4Q09Fqg/s72-c/escrita%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-3105846429497186050</id><published>2008-11-10T12:30:00.000-08:00</published><updated>2012-02-11T11:25:47.719-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruínas em ruídos'/><title type='text'>ruínas em ruídos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNsU6Uk47_I/AAAAAAAAAXo/5S1GTbAmgb8/s1600/ru%25C3%25ADnas+em+ru%25C3%25ADdos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="327" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNsU6Uk47_I/AAAAAAAAAXo/5S1GTbAmgb8/s400/ru%25C3%25ADnas+em+ru%25C3%25ADdos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;prelúdio:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; aos dezesseis anos comprei meu primeiro contrabaixo. meu pai havia me dado de presente de aniversário uma grana. como não fora muita, comprei o que pude: um contrabaixo que já tinha sido uma guitarra. pois é, um desconhecido fez a tranformação e eu comprei. o próximo passo era tomar algumas aulas. fiz apenas um mês. pois conheci um punk chamado piu-piu que me disse: "que nada, pra fazer música é só ouvir muito e tentar imitar o som!". maravilhoso conselho! montamos uma banda chamada "tião medonho e os vasilinas". durou outro mês. no entanto, daí segui em frente. outros contrabaixos vieram - não mais transformados. tive várias bandas onde eu toquei, autoditatamente: duas delas foram "love beer" (punk-rock) e "fuck the rest" (hardcore melódico). esta tivemos até um certo reconhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;intermezzo: &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;comecei a escrever letras a partir das histórias em quadrinhos que eu fazia em meu antigo fanzine "u mamute nacional". só que ninguém queria cantá-las. como eu queria que elas fossem musicadas, eu mesmo tive que gritá-las. troquei o contrabaixo pelo meu gogó. junto a meu primo joão paulo montamos a banda "&lt;b&gt;... e a vaca foi pro brejo&lt;/b&gt;" (ska-core) [&lt;a href="http://www.myspace.com/eavacafoiprobrejo"&gt;http://www.myspace.com/eavacafoiprobrejo&lt;/a&gt;].&amp;nbsp; esta acabou por divergências musicais entre todos os 9 integrantes. no meu caso comecei a me interessar pela música eletrônica. ou, como gosto de chamar "experiências extremas de música". ah... aqui me apaixonei por ritmos como breakcore, gabba e hardcore eletrônicos, para citar alguns exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ritornello:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; eis que surgiu meu projeto-escola, autodidata novamente: "&lt;b&gt;ruídos de shiva&lt;/b&gt;," ou como alguns chamavam "terrorismo sonoro". foi um programa na rádio rala-coco fm, da universidade de brasília, onde tive a oportunidade de pesquisar muita experiência extrema de música e repassá-las a ouvintes. daqui sigo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;novo intermezzo:&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;fogo em uma fogueira (cujo combustível é todo o lixo tecnológico que não funciona mais, pois combustíveis fósseis já não existirão mais), música reproduzida em um velhíssimo laptop (com baterias solares e ornamentado com ossos, sementes coloridas e cascas de árvores) acompanhada por músicos-arqueólogos que acharam em escavações numa zona proibida alguns instrumentos com a assinatura wilson sukorski. assim “sukorskianas” são meu primeiro trabalho. no entanto é fractal do horizonte de minhas viagens míticas sonoras. esta a nomeio como &lt;b&gt;cyb!053 al-5u1uk&lt;/b&gt; (hardcore-eletroacústico):&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/cyb053-al-5u1uk-mi-m0vm3n70.html"&gt;http://amantedaheresia.blogspot.com/2011/07/cyb053-al-5u1uk-mi-m0vm3n70.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.myspace.com/cybiosealsuluk"&gt;http://br.myspace.com/cybiosealsuluk&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 22px;"&gt;] ou [&lt;a href="http://soundcloud.com/amantedaheresia/sets/sukorskianas"&gt;http://soundcloud.com/amantedaheresia/sets/sukorskianas&lt;/a&gt;].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-3105846429497186050?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/3105846429497186050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/ruinas-em-ruidos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3105846429497186050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/3105846429497186050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/ruinas-em-ruidos.html' title='ruínas em ruídos'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNsU6Uk47_I/AAAAAAAAAXo/5S1GTbAmgb8/s72-c/ru%25C3%25ADnas+em+ru%25C3%25ADdos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-114486495303356497</id><published>2008-11-10T09:48:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T15:24:40.892-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história natural do traço'/><title type='text'>história natural do traço</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNr_s1djHqI/AAAAAAAAAXk/uWYOcbwJTZI/s1600/hn+do+tra%25C3%25A7o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="347" src="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNr_s1djHqI/AAAAAAAAAXk/uWYOcbwJTZI/s400/hn+do+tra%25C3%25A7o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;antes de tudo agradeço à grandiosa e genial márcia tiburi pelo título. não que ela tenha feito para mim. e sim por ter me instigado a me apropiar da beleza da frase, e torná-la título. beleza útil, confesso. pois nomeou a genealogia/arqueologia que há tempos eu pretendia fazer de meus gestos gráficos. portanto história natural do traço. digo do meu traço! assim, viro minha cabeça, alinho  queixo e ombro e olho para trás - pelo menos os 180 graus que meus  olhos permitem. sim! meu passado, por cima do ombro! olhar para o que já passou ao mesmo  tempo em que este ameaça ultrapassar-me. foi ao fim o que aconteceu. bendito  mundo virtual (projeção de nossas sombras): poder viver todos os nossos  tempos simultaneamente.&amp;nbsp; estar aí passado enquanto presente. situado em algum ponto da coordenada espacial da história natural com aquela linha vertical que irrompe em noventa  graus a linha do tempo. aquela chamada de tempo imaginário por stephen  hawking. portanto, aqui posto meus antigos desenhos juntamente com os atuais, onde ambos tornar-se-ão contemporâneos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;também atribuo a tiburi outra responsabilidade: a de colocar, com seu livro diálogo/desenho, no meio de minha central nervosa geradora de artifícios naturais as seguintes palavras de vilém flusser: "o designer é um conspirador malicioso que se dedica a engendrar armadilhas". uau! adorei isso! desenhar é ao mesmo tempo inspiração e conspiração: desalfabetização voluntária contra todo excesso de imagens a que estamos super-expostos/as.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/fantastica-fanbox-del-diablo.html"&gt;que se abra a fantástica funbox del diablo!!!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNrk96B2RgI/AAAAAAAAAXg/0VKB-mf0j7c/s1600/funbox+del+diablo001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNrk96B2RgI/AAAAAAAAAXg/0VKB-mf0j7c/s400/funbox+del+diablo001.jpg" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-114486495303356497?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/114486495303356497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/historia-natural-do-traco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/114486495303356497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/114486495303356497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/11/historia-natural-do-traco.html' title='história natural do traço'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/TNr_s1djHqI/AAAAAAAAAXk/uWYOcbwJTZI/s72-c/hn+do+tra%25C3%25A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-1026727100811438585</id><published>2008-09-11T15:27:00.000-07:00</published><updated>2012-02-11T14:12:52.066-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentáculos'/><title type='text'>tentáculos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;da mesma cadeia alimentar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sqmf7jc32oI/AAAAAAAAAEE/8L-ir6quqrw/s1600-h/tent%C3%A1culos.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380007075348208258" src="http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sqmf7jc32oI/AAAAAAAAAEE/8L-ir6quqrw/s320/tent%C3%A1culos.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;julio cabrera:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"soy incapaz de literatura popular. como en el caso de todos mis admirados, mis textos exigem imperiosamente la interacción con el lector, su incondicional complicidad y su disposición a dejar sus expectativas de lecturas de lado". [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;el lógico y la bestia - logodramas en seis etapas&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://filosofojuliocabrera.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;http://filosofojuliocabrera.blogspot.com/&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;christian ferrer&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"&lt;span property="dc:content"&gt;esto hace que la dignidad humana tenga que ver con una actitud desacralizadora en la medida que me rebelo a los mandatos. además hay que saber que a la autoridad no le basta con que se  sometan a ella, quiere que la amen.&lt;/span&gt;" [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;la dignidad es desobedecer&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Christian_Ferrer"&gt;&lt;b&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Christian_Ferrer&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;flávio kothe: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"que isso não tenha sido desenvolvido no horizonte da língua portuguesa pode ser atribuído às certezas dogmáticas do cristianismo e do intelecto orgânico reduzido à ideologia de classe e de estado, os quais tanto dominam que conseguem impedir que aflore a necessidade de outros percursos". [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fragmentos finais&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.unb.br/fau/flaviokothe/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ezio bazzo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"suprema ilusão? sim, mas relaxe. relaxe porque tanto você, quanto eu e qualquer outro sujeito minimamente ilustrado sabe, e muito bem, que os déspotas sempre foram e sempre serão ilusionistas". [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as sutilezas do mau caratismo&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://eziobazzo.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;http://eziobazzo.blogspot.com/&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;wilson sukorski:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"estas são a marca brasileira por excelência, explorar a maioria com estardalhaços, a todos em rede nacional, os poucos vitoriosos, como modelo de batalha pessoal - os vencedores, esta minoria cada vez mais tendente a zero. (...) quantos pelezinhos são necessários para cada pelé?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.sukorski.com/"&gt;&lt;b&gt;http://www.sukorski.com/&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;marcia tiburi:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"faltou-nos uma revolução de cor cinza. a revolução surrealista que invertesse o real e o sonho, que refizesse a relação entre o onírico e a vigília, fazendo o sonho penetrar com força avessa na história para destapá-la de seus véus ideológicos". [brasil cinza]&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.marciatiburi.com.br/"&gt;http://www.marciatiburi.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://filosofiacinza.wordpress.com/"&gt;&lt;b&gt;http://filosofiacinza.wordpress.com/&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;suluque ibn as-sabil:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"sob uma belíssima tenda negra do beduíno sem tribo, nasci. Vaguei por desertos e mares, vivendo de pilhagens em nações com Estado e da hospitalidade de povos sem pátria. Daí insurgi contra todas as imagens miseráveis da condição humana. Este é meu diário de bordo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://suluqueibnassabil.blogspot.com/"&gt;&lt;b&gt;http://suluqueibnassabil.blogspot.com/&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-1026727100811438585?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/1026727100811438585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/09/tentaculos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1026727100811438585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/1026727100811438585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/09/tentaculos.html' title='tentáculos'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/Sqmf7jc32oI/AAAAAAAAAEE/8L-ir6quqrw/s72-c/tent%C3%A1culos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-2037608639827343266</id><published>2008-09-11T15:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T10:24:32.629-07:00</updated><title type='text'>ab-orígenes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SqmfvquKF9I/AAAAAAAAAD8/c5bLzmaignA/s1600-h/ab_origine.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380006871141324754" src="http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SqmfvquKF9I/AAAAAAAAAD8/c5bLzmaignA/s320/ab_origine.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 256px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;(do latim:&lt;br /&gt;ab=desde&lt;br /&gt;+orígenes=&lt;br /&gt;ablativo de&lt;br /&gt;origo=origem) &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;que é originário. pois bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;no outono de 1976, fui parido, sem  me perguntarem se queria ou não, na ilha abstrata que é brasília. por sorte este plano cartesiano, com pretenções à piloto, não engoliu os afetos, as vitalidades e as consciências de tudo o que é vivo em meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desde cedo, dado aos feitos caóticos de idéias cruéis infantís, de idéias anarquistas da adolescência, uma grande política do acaso me delineou e me conduziu à universidade de brasília, em 1994. por lá estudei filosofia. da graduação ao mestrado. paralelamente à uma vida celebrada ao som de bandas punks, festas eletrônicas, literatura ciberpunk, ficção científica, viagens aventureiras de carona e saborosas conversas metafilosóficas com o brilhante logodramaturgo e imagem-pensador &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781131E6"&gt;julio cabrera&lt;/a&gt;. até sentir que, para ser um amante da sabedoria, eu teria que seguir uma longa carreira acadêmica. tão longa que a hiperexposição à hierarquia e ao status da titulação poderia dobrar meu corpo, tornar-me um corcunda dócil e até assexuado. toda a força&amp;nbsp; vital seria canalizada para um ser competente. algo brilhante de futuro promissor. tranquilamente senti que o canto dessas sereias universitárias jamais me seduziriam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;após ter defendido minha dissertação de mestrado (2004), &lt;i&gt;elementos de uma genealogia do gesto geométrico&lt;/i&gt; - que foi mais um ataque do que uma defesa de tese - orientada pelo geurrilheiro da filosofia, da geometria, e da epistemologia do romance,&amp;nbsp; &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781071P1"&gt;wilton barroso&lt;/a&gt;. parti para uma meteórica experiência profissional na área. fui professor numa faculdade particular até&amp;nbsp; a primeira metade de 2007. por lá tive a oportunidade de pensar a tarefa impossível de educar, ao mesmo tempo em que fui aprender a &lt;a href="http://www.kenjutsu.com.br/"&gt;arte do kenjutsu&lt;/a&gt; (espada samurai) de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Miyamoto_Musashi"&gt;miyamoto musashi&lt;/a&gt; no &lt;a href="http://www.niten.org.br/brasilia"&gt;instituto niten&lt;/a&gt;. nauseado em relação às pessoas que expressavam um sentimento profundo de lealdade à tribo da educação institucional e, fortalecido com a sabedoria da harmonia entre a "pena e espada" de um magnífico ronin, decidi abandonar qualquer dever de ter que vingar o sangue dos parentes de profissão. foi o momento da virtude da juventude, a coragem, tornar-se virtude da maturidade, a estratégia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que movia meus pensamentos sempre foi considerado, pelos meus pares ditos filósofos, ora como criminoso, ora como aviltante. assim voluntariamente rompi qualquer possibilidade de vínculo tribal institucional. passei a viver pelas margens transversais dos princípios que regiam essa sociedade que, em momento algum, me enviaram algum de seus representante para que me perguntasse se eu gostaria ou não fazer parte dela. a maior quebra da dignidade humana - se isso existir - é um apátrida ontológico ser obrigado a viver sobre a tutela de alguma nação. mesmo que esta seja em um sentido metafórico: "estado dos filósofos" e "filósofos do estado", ou "corporações de filósofos" e "filósofos de corporações", dá no mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não perdendo mais tempo com pessoas que querem, o tempo todo, discutir, montar grupos de estudos e parir produtos acadêmicos para a indústria da titulação, estreitei e cultivei - confesso que houve muita negligência minha em ambas - relações com pessoas que já estão abertas para tudo o que está por criar. aqui estou. sem ambições inúteis de ser padre, professor ou político - também em seus equivalentes - ou, em outras palavras, sem as pretenções impossíveis de curar, educar e governar. portanto, eis me aqui: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ecce bestia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4711626Z3&amp;amp;tipo=completo&amp;amp;idiomaExibicao=1"&gt;léo pimentel souto&lt;/a&gt; - primavera 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-2037608639827343266?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/2037608639827343266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/09/ab-origenes-do-latim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2037608639827343266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/2037608639827343266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/09/ab-origenes-do-latim.html' title='ab-orígenes'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SqmfvquKF9I/AAAAAAAAAD8/c5bLzmaignA/s72-c/ab_origine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-8143637332662004082</id><published>2008-09-11T14:27:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T11:53:07.801-07:00</updated><title type='text'>intro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SqmfgOZXVOI/AAAAAAAAAD0/9CgP5sA8n-0/s1600-h/%C3%ADcones2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380006605839881442" src="http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SqmfgOZXVOI/AAAAAAAAAD0/9CgP5sA8n-0/s320/%C3%ADcones2.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 254px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;eis a fenda no espaço-tempo virtual aberto para me expor. em três grandes horizontes: pensamento em ato, amante da heresia e aculturação recíproca. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pensamento em ato: &lt;/span&gt;enquanto estar pensante nada tenho de natureza humana, muito menos possuo essência divina. estou conjugação de verbo, gramaticalmente qualificado de, impessoal. oração sem sujeito: assim como o verbo haver - existência somente; assim como um indicar cronológico - algo que já foi; estou enquanto  fenômeno da natureza - chove ou não chove, assim penso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;amante da heresia: &lt;/span&gt;certa vez, assim falou nietzsche: "outros povos nos deram santos, os gregos nos deram sábios". daí acrescento: "nós, párias apátridas, parimos hereges". sem gritarias assistimos todos cumprirem seu papel histórico: o senso comum, os mitos, a religião, a arte, a filosofia e a ciência. muletas do pensar sedentário, inventores de igrejas, galerias, cátedras, laboratórios e estados, apenas para garantirem sua duração no tempo. apenas separam a liberdade da libertinagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aculturação recíproca: &lt;/span&gt;conceito roubado e reapropriado de Robert Mantran, batizei esse espaço onde a interação só é possível no haver, no mínimo, de vias de duas mãos. os fluxos de idas e vindas, do levar e trazer dos estrangeiros em novas terras e dos locais que circulam. heresias efervessem tudo - saber intelectivo, imaginativo, sensitivo . artifícios naturais e naturezas artificiosas. transvaloração permanente. quando algo se funda, pelo menos uma heresia insurge. nem mesmo há tempo para a idolatria de heresiarcas. absorção recíproca. mistura, não dissolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui, imagino um mundo de mescenas, surpreendentes e pulverizados, cujo interesse passa longe às maneiras de explicar e controlar o desconhecido. não somos seres dados aos dramas de seres epistêmicos. apenas apostamos em acasos felizes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-8143637332662004082?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/8143637332662004082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/09/intro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8143637332662004082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/8143637332662004082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/09/intro.html' title='intro'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oLZn_IZ-3_4/SqmfgOZXVOI/AAAAAAAAAD0/9CgP5sA8n-0/s72-c/%C3%ADcones2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2273815506619036991.post-811730227957555206</id><published>2008-03-14T12:25:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T07:38:43.590-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aculturação recíproca'/><title type='text'>respondência a uma amante da contradição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-pU1on-203Uw/TX5sDjC_-qI/AAAAAAAAAY0/kcL0FLoIXhg/s1600/diabolus-desenho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh4.googleusercontent.com/-pU1on-203Uw/TX5sDjC_-qI/AAAAAAAAAY0/kcL0FLoIXhg/s320/diabolus-desenho.jpg" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;[&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência a uma amante da contradição ou [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência à &lt;a href="http://www.marciatiburi.com.br/"&gt;marcia tiburi&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; -&amp;nbsp; num diálogo comum, duas ou mais pessoas falam e escutam intercaladamente. marcia tiburi e fernando chuí assim se propuseram em seu projeto diálogo/desenho. falaram e escutaram, mediante a troca de correspondências. a intenção de ambos era a da troca de percepções, experiências e reflexões sobre a questão do desenho. o resultado é fantástico. muito inspirador. porém...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;em todo o momento de minha leitura, eu era tentação inquieta. sentia-me um terceiro excluído. eu queria falar. ser um inturmão, como dizem. um intrometido. meter o nariz onde não é chamado. mas... eis que de repente, não mais que de repente, saltei de minha inquietação. saltei como um intervalo de três tons correspondente a uma quarta aumentada. uma entoação difícil. um trítono – como os medievais diziam – saltei como um “diabolus in musica”. insurgência diabólica. meti o bedelho bem no meio desse profícuo diálogo. pura má educação; perturbação dos bons costumes. assim, arbitrariamente, escrevi um diabolus/desenho. já que o símbolo é aquele que une e o diábolo aquele que separa, divide. dividi. sem permissão, omiti todas as correspondências de fernando chuí. o silenciei para ficar em seu lugar. o silenciei para ficar apenas com as escritas pela marcia tiburi. ah... belíssimas e inspiradoras idéias!&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;eis as minhas cartas em resposta às de marcia.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;ps: publicarei uma [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência por semana, a começar por hoje 1424420 (data do &lt;a href="http://amantedaheresia.blogspot.com/2009/09/calculo-do-dia-nietzscheano.html"&gt;dia nietzscheano pós-vício do cristianismo&lt;/a&gt;) ou 10/03/2011 (data do calendário gregoriano).&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;primeira [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HOWMxZGQ5NjQtM2EyNS00MTY5LTg0ZGItZTcwMTE1MmFkMzMw&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;diabolus/desenho – ou iniciando outra conversa&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;segunda [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência:&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNDlmNDQwOGYtNTg4OC00YjFjLWFkYjEtYjhkMWRkMDBiNTlk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;authkey=CJezpYIG&amp;amp;pli=1"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;contra o eu-falo/eu-phalo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;terceira [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência: &lt;/b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYWM2ZGE1M2ItZTAyOC00NTlhLWI1NTgtN2FmOGJjNjRhMWY5&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;hei de gravar em todas as paredes esta acusação eterna contra o&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;quarta [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência: &lt;/b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HY2MyY2Y3NWItNGEzYi00OGE4LTkxMDktZTZiNjJjN2MzZjJj&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;eis a carta sétima de tiburi&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;quinta [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência: &lt;/b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HZTY4YjZiNzItY2E5YS00ZWZmLWFjOGItMDczYzU4MzQ3ZDlj&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt;defesa acirrada da personalidade contra os ativistas da cultura espetacular&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;sexta [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência: &lt;/b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNjFjNmEzMmEtYjM3MC00YTA2LWJhNWYtYTA1ZTFmZWMwM2I1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt;e=m.c² ou o suporte do desenho&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;sétima [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência:&lt;/b&gt; &lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYjQyOWNjMTYtNmE0ZS00YWNhLTg1M2UtNGFjMzdiOWFkZmNm&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;uma política do olhar enquanto olho que vê a si mesmo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;oitava [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência: &lt;/b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HY2M1ZjI0ZTUtNjFmZS00NmU4LTkwMzItZDhlYzA0YTExY2Mw&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt;a insurgência e a rebeldia de um em-si-mesmamento&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;nona [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência: &lt;/b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HOTcxZTNhYTAtYmYwOC00ZDA4LTk0NGUtNTU2OTQzZjkyMDA3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt;nesse ordenamento que uma questão (sorrateira) nos espreita&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;décima [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt; &lt;/i&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HMmVlYzJkZTktYTRiZS00MzMxLWI5MGEtNDVhZTg1MWI0MGFk&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;percepção (pessoal e própria) e&amp;nbsp; representação (impessoal e cultural): como se relacionam?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;décima primeira [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; &lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HNzA4M2M0OWQtODY1Yi00Mjk0LTg3OTYtOWQ2NzJiMTI4NWJm&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;quando o desenho, o esforço de olhar assemelha-se ao esforço de pensar&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;décima segunda [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #20124d; font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYTFhNDE4ZDYtZjFjYy00MWIxLWIxYTUtMjlkYWNmZWY1OTI0&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i&gt;desconfio de nós, olhos atuais&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;décima terceira [&lt;strike&gt;cor&lt;/strike&gt;]respondência:&lt;/b&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;pid=explorer&amp;amp;chrome=true&amp;amp;srcid=0B0HhpUWKoR8HYTFhNDE4ZDYtZjFjYy00MWIxLWIxYTUtMjlkYWNmZWY1OTI0&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;i&gt;foi nesta tua carta que me tornei diabolus&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2273815506619036991-811730227957555206?l=amantedaheresia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/feeds/811730227957555206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/03/respondencia-uma-amante-da-contradicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/811730227957555206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2273815506619036991/posts/default/811730227957555206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amantedaheresia.blogspot.com/2008/03/respondencia-uma-amante-da-contradicao.html' title='respondência a uma amante da contradição'/><author><name>léo pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08669876856042781891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-X-UPeaSe2fs/Tji1oritArI/AAAAAAAAAgA/qOEvvgqV3n8/s220/drinking_pirate.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-pU1on-203Uw/TX5sDjC_-qI/AAAAAAAAAY0/kcL0FLoIXhg/s72-c/diabolus-desenho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
