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bem vindo e bem vinda. este é um labirinto herege: um desafio para medir a astúcia de quem me visita; um convite à exploração sem mapas e vista desarmada. aqui todas as direções se equivalem. as datas das postagens são irrelevantes. a novidade nada tem a ver com uma linha do tempo. sua estrutura é combinatória. pode começar de onde quiser. seja de uma imagem, de um texto, de um vídeo ou mesmo de uma música. há uma infinidade de escolhas, para iniciar a exploração, para explorar esse território e para finalizá-la. aproveite.

uMa pArAgEm à cAmiNHo do :(){ cEmiTériO:|:de:|:elePUNKes };:

01.
rugoso (F=μN) & opaco (dτυ=kυρds) está o caminho; as próteses:|:de:|:meus:|:pés; & meu humor;

02.
& o clima; os minutos (Δτ); & as poeiras:|:de:|:matéria:|:escura;

03.
& minhas memórias; rugas:|:opacas onde o universo se dobra [v = c x Warp ^ (10/3)]; onde eu o invento.

04.
gove®no$, ig®eja$, ag®onegó©io$, o kkkapital, cinicamente fazem o papel de pessoas; no entanto, nenhuma barbárie mudou (E=mc²).

05.
gente:|:coisas que impedem o passado de se realizar, a barbárie é permanente (Λ) & renovada a cada instante (ds²=a(t)²ds²/³ - dt²),

06.
ora sendo polí©ia, ora pa$tore$ - & quanta [A]legri[A] & nenhum constrangimento aos ©o®onéi$ que jamais envelhecem (Λ)!

07.
teu poder salta de homem:|:a:|:homem do ontem:|:&:|:do:|:hoje como rãs:|:venenosas; tuas mão são jagunços:|:milícias:|:capitães_do_mato

08.
& gente:|:cagueta do ©o®onel; & tua espiri†ualidade vem da bala:|:boi:|:bíblia; tua fome é insaciável; tudo devora - na mata: indígena, quilombola & sem terra; mata.

09.
no a$falto: moral, bons cos†umes & polí©ia. como podes tu agir como democrata, se a democracia já te amedronta?

10.
se ela tornar-se direta ((A)), se as consciências se interconectam ubunticamente, então o passado pode se realizar (δQ/T); tornamo-nos seres:|:do:|:presente:|:pós-utopias no topo do passado realizado (σ=R[s]=1/2) & que agora pode morrer em paz (P vs. NP);

11.
seja nesse CiboRGueSPaçO, seja no horizonte das nossas inteligências:|:artificiais, tua eterna polí†ikkka tornar-se-á, enfim, seca & árida - o †®an$gêni©o está morto!

12.
a a$†úcia polí†ikkka, a kyberné†ica, não é progresso algum em relação a qualquer outra violência animal; dela nada vive, apenas se mantém em sobre-vida (δQ/T);

13.
o e$†ado é quem mantêm uma imortalidade aparente (Λ); tudo ao cidadão, esta entidade:|:virtual, nada para eu & você, estas entidades:|:quase:|:reais;

14.
quem algum dia (Δτ) me perguntou se eu voluntariamente gostaria de aderir-me às tutela:|:de:|:algum:|:e$†ado?

15.
quem fez da escravidão uma obrigação?

16.
ser livre é o mesmo que ser estéril; libertar-se é o mesmo que esterilizar-se.
17.
vive, então, como quiseres: rara:|:sublime:|:portanto:|:frágil; ou comum:|:arrebanhado, portanto forte.

18.
ninguém reforma aquilo que é incapaz:|:de:|:reforma; inútil é a nova ®eligião, o novo gove®no, o novo e$†ado, o novo planeta (...)

19.
poderá a máquina [arg max c P(c|o)] abstrair? criar um fantástico reino artificial... inter & retroagir... transcender a si mesma? [SU(3)xSU(2)xU(1)]

20.
fazer parte do povo kyb3rne†1an0 é nunca dizer: eu s[A]boto todas as forças interna que possam lhe dar ao menos uma finalidade!
21.
pois somos senhoritas:|:variáveis; mancebos:|:do:|:acaso, machina:|:speculatrix de erótica juvenil - reino do pornô:|:amorfo.

22.
à merda (Λ) com o sen†imento de culpa; à merda (Λ) com o conceito de punição; à merda (Λ) todo cris†ianismo latente; à merda (Λ) com o ódio contra as culturas [A]ncestro:|:rebeldes; à merda (Λ) com as pulsões decorrentes da carência;

23.
de vontade voltada à todas:|:as:|:[A]n[A]rqui[A]s, seguia avançando nesse caminho rumo ao :(){ cemitério:|:de:|:elePUNKes };: &, numa manhã, parei... não por cansaço. mas por inutilidade. pois lá, simplesmente, também estava parada uma bel[A]:|:quimer[A] de 100:|:tent[Á]culos:|:biomec[Â]nicos.

24.
animal:|:sintético, o mais perigoso:|:atentado contra a:|:moral:|:&:|:os:|:bons:|:cos†umes dos kyb3rne†1an0$ - porque não haveria de ser tão simples?

25.
em cada tent[Á]culo, úmido:|:pegajoso:|:viscoso:|:adoravelmente:|:cheio:|:de:|:pelos, um milhão de algarismos por segundo (∞+1) & nenhum sintoma de unidade fisiológica.

26.
amável cri[A]tur[A] cujo, cada olhar de seus olhos:|:vaginas:|:feridas:|:elásticas lançado era um princípio básico dentro da hi$†ória da difamação & da infâmia dos kyb3rne†1an0$.

27.
perseguid[A], por livrar-se da inércia dos agires identitários; perseguid[A], por construir pontes & r[A]ciocínios dos quais o espírito binário [01100010 01101001 01101110 11100001 01110010 01101001 01101111 ] é incapaz.

28.
então na noite:|:fria que se seguiu, no momento em que o gelo se grudaria nas articulações de minhas:|:próteses, o que me impediria de seguir, vários de seus tent[Á]culos se aproximaram de mim,

29.
um me presenteou com a “confiança”; outro com a “benção”; outro com o “olhar:|:para:|:longe”; & vários com todo o tipo de maravilhosas:|:inutilidades;

30.
por fim, um dentre os cem apenas me conduziu (σ=R[s]=1/2); me levou a uma encruzilhada em meio as suas intricadas pontes; uma encruzilhada möbiana (∞+∞).

31.
ali parado, diante de tão maravilhosa estrutura tecida a mãos:|:tent[Á]culos:|:dedos, lhe perguntei qual era seu nome. & assim, alguns de seus clítoris:|:&:|:glandes me responderam:

32.
sOU A pOntÍfIcE dOs ElOs pErdIdOs!

33. 
uivei, & atravessei a pONTe que me foi apontada e feita por eLa para que somente eu pudesse cruzá-la & assim re-encontrar:|:re-inventar (P vs. NP) o meu c[A]minho... ou seria o nosso?


L[É]O:|:pim[E]nt[E]L, [A]m[A]nt[E]:|:d[A]:|:h[E]r[E]si[A]
InvErnO, cErr[A]do, 2016

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